Você está entrando no Diário Gauche, um blog com as janelas abertas para o mar de incertezas do século 21.

Surf no lixo contemporâneo: a que ponto chegamos! E que mundo deixaremos de herança para Keith Richards?

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Consumo é um dos flagelos da atualidade


Crianças ficam reféns precocemente da publicidade e do marketing

A publicidade e o marketing para as crianças, atualmente, estão entre os principais fatores que levam a distúrbios alimentares - como a obesidade e a anorexia -, à sexualização precoce, a comportamentos agressivos e a problemas familiares. O alerta é da professora e pesquisadora de Harvard, a norte-americana Susan Linn, que está no Brasil para o 2º Fórum Internacional Criança e Consumo - que termina amanhã. A informação é da Folha, de hoje.

"Hoje, elas [as crianças] são bombardeadas por uma série de estímulos para que consumam cada vez mais", afirma. De acordo com a pesquisadora de Harvard, em 1983, o gasto com publicidade voltada para crianças nos Estados Unidos era de US$ 100 milhões por ano. Atualmente, afirma Linn, esses valores chegam a US$ 17 bilhões por ano.

“Hoje em dia, - diz a pesquisadora norte-americana – qualquer pessoa precisa estar preocupada com a saúde do planeta e com o aquecimento global. Quem tem esse tipo de preocupação tem que estar atento ao consumo, porque é ele que tem que mudar. Isso está muito claro. Os hábitos começam com a criança e hoje em dia elas são bombardeadas por uma série de estímulos para que consumam cada vez mais” – completa Susan Linn.


19 comentários:

Carlos Eduardo da Maia disse...

Desde que a televisão existe as crianças são bombardeadas por uma série de estímulos para que consumam cada vez mais. A diferença é que hoje as crianças podem acessar dezenas de canais e em épocas passadas, havia um, dois ou três canais. Não acredito que o hábito de consumir 'sequetre' as crianças e que elas virem refém. É papel dos país ( e tem gente que critica este papel) impor os limites. Assim é a vida. Temos a obrigação de melhorá-la.

graça cardoso disse...

Maia, vai lá nesse Congresso Internacional e diz essas coisas "çábias" que dizes aqui.

Vai e não volta.

Vai, çabixão!

Anônimo disse...

O Maia é tão falso que tudo o que ele diz pode ser lido ao contrário.

Ele defendeu a "enturmação" da Yeda, e agora para envergonhar toda agauchada. O resultado está aí na prória ZH: diminui o numero de matriculas nas escolas Gauchas.

Só ele, a Yeda, O Lair, O Culau, os fernandes, o Busatto, porque estavam preocupados com a "gestão" do Detran, do Daer, do Banrisul.

Claudio Dode

Anônimo disse...

Com mais uma falsidade vem o Maia dizer que hoje tem mais opções de TV. Tem mais opções de serem compulsóriamentes incluidas na lista de consumidores e ficarem cada vez mais distantes dos principios da cidadania.

A vida não é assim, seu Maia, nem tens o direito de piorar.

Não é atoa que ninguém frequënta o teu blog. E é por isso que todo mundo se incomoda quando tu acessas este aqui. Tu e a cambada que trazes oportunisticamente.

Claudio Dode

Will disse...

Maia, quem foi que pediu sua opinião, rapaz?

Ary da Silva Martini disse...

Assim como está cada vez mais difícil a divisão (e percepção) temporal entre as quatro estações do ano (mudanças climáticas) de igual forma vão se apagando as marcas e sinais que demarcam a infância, adolescência e fase adulta (mudanças nos padrões de produção e consumo). A chamada pré-adolescência já foi para o saco. Ou seja, para o capital não mais interessa o tradiconal "gugu-dadá"". O que importa é o "dá, dá". Queimar etapas e abreviar o espaço entre a fase infantil e a fase adulta é tarefa contínua da indústria, do capital, dos meios de comunicação. Vejasm os concursos de beleza infantil, miss Brasil Mirim, etc. Em termos de alimentação (lixo, né?) o grande sonho da industria é "criar" o chamado estômago fixo, que permitiria o consumo contínuo de alimentos (a maioria sem a menor utilidade ou função alimentar). é o que ocorre com a indústria do milho nos EUA, onde o mesmo é considerado questão de segurança nacional. Por causa do excedente, inventa-se milhares de sub-produtos do milho, a maioria sem qualquer valor nutricional. Portanto, a despeito de opiniões contrárias, as crianças, adolescentes e as pessoas que ascendem posições na escala social, são, sim, reféns do consumo desenfreado. Uma coisa é certa: o consumo vai afetar alguém. Provavelmente os netos e bisnetos daqueles que hoje consomem de forma irresponsável. A primeira baixa será em relação à carne. Num futuro próximo, a carne poderá ser vista apenas nas telas de "natureza morta".

Carlos Eduardo da Maia disse...

Ary, você assistiu ao Miss Sunshine? Aquele belo e inteligente filme ilustra muito bem o que você está dizendo. Infelizmente hoje muitas crianças - incentivadas pelos pais - estão abolindo de suas vidas a bela infância, fase fundamental da vida. Não acho, todavia, que isso esteja ocorrendo porque é do agrado do capitalismo bobão, mas pela total falta de informaçaõ e educação de certos pais que devem impor, com responsabilidade, os limites. Outro dia uma mãe encantada com sua filhinha de 4 anos pediu para que ela fizesse a dança da garrafa. E lá se foi a menina bailar aquela dança erótica na frente de todos. E isso é muito comum no Brasil de nossos dias. Consumo existe e vai sempre existir, o que precisamos é de educação para consumir melhor e com qualidade.

Anônimo disse...

Para o Maia tudo que vem do capitalismo fica como Natural quase uma vontade divina.
"Consumo existe e vai sempre existir" diz o çábio dos çábios.

Ary da Silva Martini disse...

Maia, quando o comportamento é padronizado ele foge da esfera individual. Ou seja, determinado comportamento só é possivel a partir de uma forte indução. E não há indução sem razão. E não há razão sem motivação financeira. Lembra da época da lambada (1990) quando havia concursos infantis, roupinhas adequadas, sapatos adequados, etc? Pois é... Portanto, voltando à "dança da garrafa", no plano individual a reponsabilidade é do pai, mas no coletivo não podemos atribuir aos pais essa permissividade.

Ricardo Mainieri disse...

Já dizia Althusser que existem aparelhos repressivos(Polícia, Exército) e ideológicos(Mídia, Escola,Igreja, etc) do Estado.
O caso do consumo está relacionado ao Aparelho Ideológico, representado pela mídia e sua contraparte a publicidade.
O capitalismo precisa faturar alto e vai criando obsolescências programadas, falsas necessidades, segmentações de público, bombardeio de informações, propaganda e modas descartáveis.
No meio disso tudo, a criança presa à tela das tevês e dos computadores. O pai e a mãe tendo que batalhar juntos pra trazer o leitinho das crianças.
Aí, quem acaba ganhando esta parada? O capitalismo, é claro, e sua criação de falsas necessidades para desaguar produção obsoleta no 1.º Mundo e os famigerados transgênicos nas cobaias terceiro-mundistas...
Haja saúde física e mental!!!

Ricardo

Carlos Eduardo da Maia disse...

Concordo, Ary que certos comportamentos ou certas ignorâncias estão além da alçada individual ou familiar e que existe sim um incentivo do marketing, da publicidade ou da mente vazia dos Faustões da vida etc. Contudo, acho complicado fazer um controle da mídia ou, como certa esquerda defende, fazer o controle social da mídia. Como você disse outro dia, o consumidor tem um poder muito grande. Mas o consumidor tem também que ser um ser consciente, ciente da sua cidadania e para construir uma sociedade de pessoas assim este país precisa investir na boa educação. Esse é o caminho.

Anônimo disse...

A televisão vende estas porcarias de dança da garrafa, eguinha pocotós, e isto para formar consumidores dos comerciais dela. Só. Responsabilidade nenhuma a não ser da possibilidade de faturamento.

Agora para cidadão precisamos de outros meios de comunicação, ou pelo menos democráticos.

Claudio Dode

Antonio Cavalcanti disse...

Ninguém é obrigado a ligar uma televisão. Principalmente os canais abertos são abarrotados de lixo e apelos noscivos à educação infantil. Pais de bom nível cultural e realmente preocupados com a educação de seus filhos não os mandam parar de incomodar e ver tv. Vão propor alguma atividade, brincadeiras, etc. Minha filha só liga a tv para assistir o imortal tricolor multicampeão, filmes e shows musicais. Nunca assiste Faustão, novelas ridículas, Gugu, e outros trastes. Mas são milhões os que dão audiência aos trastes. Isso reflete o nível cultural desse povo. Assim, os filhos de pais de tão baixo nível serão o quê? É lógico que farão o mesmo. Parecem um bando de mortos-vivos só fazendo o que a mídia manda fazer. É triste mas tem conserto, é só cada um fazer sua parte.

Carlos Eduardo da Maia disse...

Infelizmente, antonio cavalcanti, a grande massa de telespectadores brasileiros não tem acesso às programações da tv a cabo. Infelizmente. Mas a tendência é de que isso mude.

Will disse...

Pais de "bom nível cultural", caro Cavalcanti, não escrevem "noscivos"...

Antonio Cavalcanti disse...

É verdade Maia, a tendência, a longo prazo, é de que isso mude. Caro Will, foi mal, realmente. Eu que prezo tando a boa escrita, o nocivos saiu com uma letra a mais. Mas, o que fazer? Quem não cometeu nenhum erro de português, ou de digitação por aqui? É só ler alguns comentários.

Will disse...

Caro Cavalcanti: já que você preza tanto a "boa escrita", como diz, considere que o correto teria sido dizer "Quem não cometeu ALGUM erro de português...?". Normalmente, eu relevaria tal escorregadela. Mas, em nome do "bom nível cultural", que sirva de alerta.

Ary da Silva Martini disse...

Papo chato e descontextualizado.

Contini Bianco disse...

Chato, certamente. Descontextualizado, de jeito algum.

Contato com o blog Diário Gauche:

cfeil@ymail.com

Arquivo do Diário Gauche

Perfil do blogueiro:

Porto Alegre, RS, Brazil
Sociólogo