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quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Atenção, Ministério Público do Trabalho!


A insólita “militância” de certos partidos

Hoje, no Centro eu vi uma cena deprimente, uma aglomeração de famintos ao redor de um sujeito com uma planilha, este anotava algo, certamente relativo àqueles desmazelados de olhar suplicante. Os aglomerados vestiam sobre as roupas gastas uma espécie de jaleco identificando um candidato (de direita) à Prefeitura de Porto Alegre.

A indagação é inevitável: esses empregados eventuais – contratados dos Partidos e seus candidatos benemerentes e dadivosos – têm carteira do trabalho assinada? Direitos legais nós sabemos que eles têm, mas é preciso que estejam garantidos de forma documental e recolhidos na forma da lei.

A Superintendência Regional do Trabalho, Emprego e Renda (SRTE) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) bem que poderiam fiscalizar e auditar essa relação trabalhista eventual havida entre os Partidos e a legião de “militantes” contratados para fins de campanha eleitoral. Observam-se, inclusive, pessoas idosas e muitas crianças trabalhando na conquista do voto popular. Estes, certamente, estão irregulares.

O exército (famélico) de cabos eleitorais e outros empregados têm direitos e obrigações junto ao INSS. Partidos Políticos, Comitês Financeiros e Candidatos têm a obrigação legal de recolher ao INSS, 20% sobre o total das remunerações pagas ou creditadas a toda pessoa física que lhe preste serviço. Pessoas contratadas para distribuir panfletos, para segurar faixas nas ruas, motoristas, zeladores de sede ou comitê, criadores de logomarca, pintores de faixas, muros e veículos, webdesign de portal eleitoral, a secretária de um comitê e demais pessoas contratadas para prestação de serviço nas campanhas eleitorais tem a obrigação de recolher 11% de sua remuneração e tem, como contrapartida, direito aos benefícios do INSS.

11 comentários:

Ary da Silva Martini disse...

É a direita colocando em prática sua política de geração de trabalho e renda. Li num blog da direita (Noblat, o seboso) que jornalistas da inVeja foram convidados a comparecer à CPI dos grampos. Alegando "sigilo da fonte" eles podem silenciar. Pergunta: qual a diferença entre "sigilo da fonte" e "sigilo da calúnia"? O jornalista tem o direito de preservar as duas?

Antonio Cavalcanti disse...

Só a direita faz isso. A esquerdalha radical burra nunca age assim. São uns santinhos.

Carlos Eduardo da Maia disse...

Outro dia vi a mesma cena de 'empregados eventuais'carregando bandeirinhas vermelas com estrela amarela no centro. Eles perambulavam de um lado para outro entregando o sagrado santinho para todos, inclusive para mim. Eles não eram propriamente um exército famélico de cabos eleitorais, mas era evidente que naquele contexto todo estava embutida a força da grana que remunera o bom cabide de emprego.

Anônimo disse...

Ao AntOnio Cavalcanti:
é que faltou competência prá vocês, da direita, de denunciar por que em matéria de exploração dos trabalhadores vocês fazem vistas grossas, coisa que para quem luta por justiça social, não se aceita.
A pergunta é: por que vocês não denunciaram? Por que não interessava.
Lúcio Almeida

Anônimo disse...

Quer dizer que as pessoas que são recrutadas nas cidades para participarem das invasões do MST, em troca de alguns "pilas" e a comida, também têm direitos trabalhistas?


Ciro

Marcelo disse...

É... pra ver que os peões estavam dormindo do lado das vacas e exigir dos patrões acomodações existe justiça do trabalho.

Pra fiscalizar os militantes e militantes-mirins não existe ninguém.

Mas não vamos tapar os olhos, isso não é exlusividade da direita não. Aqui na cidade tem muita criancinha com a estrela por aí.

Marcelo

Anônimo disse...

Ciro:

Vergonha na cara, nem pensar?

De onde está cabeçinha inútil tirou que as pessoas que participam das ocupações ganham dinheiro par isto. Esta coisa que precisa de dinheiro para fazer alguma coisa é bem dos mauricinhos, patricinhas, e outros agregados.

Claudio Dode

Anônimo disse...

Dode!

Das "ocupações" eu não sei!
Quanto às invasões de terra, conheço inúmeras pessoas que participam e recebem para tal. Recebem diárias, comida, cachaça, camisinhas, e outras mais.


Ciro

Anônimo disse...

Ciro:

A mentira é uma arma fácil, não é mesmo?

Cestas básicas até recebem e o Fome Zero taí para isso mesmo: socorrer os necessitados.

Aliás camisinhas o Min. da Saude também distribui. E não é novidade para ninguém.

Agora diárias pagas é de morrer de rir. Vai mentir lá na Southall. Quem pagaria? Só se for a senhora aquela...

Claudio Dode

Anônimo disse...

Quem paga as diárias dos invasores?

Pergunte aos deputados Preto e Marcon.
Aliás, no ano 2000, a F1000 duplada do Preto parecia caixa de banco.
Lembro da oportunidade e tenho fotos.

Informado sobre isso o Dode está, mas mente.

Ciro

Anônimo disse...

E o "capim" prás cachaças?
E a recarga dos cels?
E as passagens de ônibus?
E as compras de cigarro?
E as crianças submetidas ao MST?
E as mulheres querendo ser MST?
E os que cansaram das invasões e querem voltar para a sua casa?
E os que foram "fichados" pela BM e que querem trabalhar, vão ter alguma represália?

Antunes

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