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sexta-feira, 1 de agosto de 2008

“Onde querem chegar, ao nosso julgamento?” – desafia general de pijama


Causou revolta e indignação entre militares da ativa e da reserva a decisão do ministro da Justiça, Tarso Genro, de instalar audiência pública para definir responsabilidades civis e criminais de agentes do Estado que mataram e praticaram torturas durante o governo militar. A informação está no Estadão, de hoje.

Para eles, isso “é puro revanchismo” e significa reabrir feridas de um problema que foi resolvido com a Lei de Anistia. Mas advertem que, se querem reabrir feridas, que reabram todas, dos dois lados, julgando também autoridades que estão hoje no governo e que praticaram, na avaliação dos militares, atos de tortura e terrorismo.

“Será que quem seqüestrou o embaixador norte-americano e o prendeu dizendo, todo dia, que ia matá-lo não cometeu ato de tortura da mesma forma, igualmente condenável?”, desabafou o presidente do Clube Militar, general-de-Exército da reserva Gilberto Barbosa de Figueiredo (foto), que marcou para o dia 7 de agosto fórum de debates semelhante ao organizado por Tarso, na sede da instituição, no Rio.

Ontem, a cúpula militar fazia perguntas sobre a atitude de Tarso e queria saber a quem interessa a polêmica. “Onde querem chegar, ao nosso julgamento?”, indagavam oficiais-generais, que ironizavam dizendo que, se entendem que é preciso “lamber as feridas, que procurem as suas também, entre os que assaltaram e mataram inocentes, seqüestraram embaixadores e outros diplomatas e praticaram atos de terrorismo matando civis”.

O presidente do Clube Militar ressaltou ainda que, ao tentar reabrir a discussão, os que estavam “do outro lado” e também praticaram crimes “vão se dar mal”. Segundo o general, quem cometeu ato de tortura certamente não deixou isso registrado em papel nenhum. “Mas os assassinatos, os assaltos a banco, os seqüestros, estão todos registrados”, disse, acentuando que os crimes praticados pelo “outro lado” foram tão abomináveis como os outros.

.......

Não aposto um centavo furado que o governo Lula vá prosseguir neste objetivo traçado pelo ministro Tarso Genro. No retrospecto de cinco anos e meio ocupando o Planalto, o lulismo de resultados já deu mostras de que jamais entra em bola dividida contra a direita no Brasil.

Jamais. Não é da natureza de Lula, nem do lulismo. Nos próximos dias assistiremos a um torneio de valentias edificantes de ambos os lados, mas ao cabo deste teatro, tudo restará conciliado e emudecido.


29 comentários:

Anônimo disse...

"assistiremos A um torneio".

Nem a ZH, nem o Correio nem o Diario Gauche sabe escrever

Cristóvão Feil disse...

Obrigado, anônimo, pela dica. Já corrigi.

Tens integral razão, só que aqui no DG ninguém paga para ser insultado pelo analfabetismo impresso de ZH e o Correinho.

Abç.

CF

Anônimo disse...

Esse Clube Militar está mais para um asilo de insanos que vomitam "ordens do dia" de cunho nazifascista. São saudosistas dos tempos em que (des)governaram o país, se lambuzando no poder. São analfabetos funcionais confundindo patriotismo com canalhice.

Antes de 64 contribuiram para a chegada da redentora e, hoje, acham que podem reviver os dias de "glória".

Quanto aos bandidos que torturaram e mataram também pago 2 por 1, como vamos ficar apenas nas ameaças, como um mantra cínico. Tomara que eu me engane.

armando

laís disse...

Anônimo e analfabeto.

"Nem a ZH, nem o Correio nem o Diário Gauche sabeM escrever".

Concordância verbal, estúpido!

Acentuação, anta!

Marcelo Dezonne disse...

Não acho que a linha adotada pelo Tarso seja a mais indicada ou mesmo a correta. Quando ele argumenta que tortura era tipificado como crime comum pelas "leis do regime militar" de então, abre margem para que sequestros, assaltos a bancos... sejam também assim classificados.

O que ocorreu no Brasil foi um grande e covarde assalto cometido por militares representantes de nossa elite. Contratamos e treinamos seguranças (os militares) para zelarem por nossa casa (o país). Em meio a uma divergência e motivados por uma minoria de habitantes da casa (elite econômica), os tais seguranças simplesmente a tomaram pela força, traindo que os contratou (o povo brasileiro).

Alguem que reage, mesmo com violência, à invasão, também violenta, de sua casa não pode, portanto, ser condenado. Já os invasores, sim, devem ser condenados e punidos pela invasão. As torturas cometidas por eles durante a invasão, são agravantes.

leandro a. disse...

Outro assunto, pessoal.

Cuidado com o blog NOVA CORJA. É lobo em pele de cordeiro, infiltração da RBS na blogolândia. Segunda-feira, a ZH trouxe um encarte sobre negócio de Seguradoras, apólices, essas merdas, e quem assinava o texto da coisa?
O Leandro Demori, do tal blog NC.

Alerta!

Carlos Eduardo da Maia disse...

Concordo com o Marcelo Dezonne, se Tarso entende que a tortura é crime comum, os sequestros, mortes e assaltos cometidos naquela época pelo pessoal da esquerda também é crime comum e, portanto, não estão encobertos pela lei da anistia. Essa é uma discussão mais do que superada. Jà transitou em julgado e fez coisa julgada. Besteira imensa do Tarso tocar nesse assunto que vai morrer logo logo.

Marcelo Dezonne disse...

Atenção: Eu não disse, como afirma o leitor Carlos Maia, que os sequestros e assaltos a bancos praticados pela resistência à Ditadura foram crimes, como a direita pode classificar(meu último parágrafo é claríssimo).

Alguns "moradores da casa ocupada resistiram aos invasores", lançando mão de diferentes métodos, que se não eram estrategicamente os melhores, tinham absoluta legitimidade. Lutaram contra ditadores poderosos, covardes e traidores com as armas que dispunham.

Roberto disse...

A questão mais importante nesse tipo de contexto é saber que a "lei" de anistia não foi uma lei aprovada como reflexo do consenso social (como devem ser as leis), e sim uma chantagem de um grupo que destituiu o presidente eleito, rasgou a constituição, e assumiu o controle do país pela força. Agora, a correlação de forças mudou, e a sociedade pode ser ouvida, para ver qual é a sua opinião.
Portanto, essa lei não tinha legitimidade para 'superar' nada,' ela foi um artifício unilateral para que um grupo de criminosos se safasse.

Juarez Prieb disse...

Falou e disse, Roberto.

Leandro Demori disse...

Atenção, pessoal, vamos nos mobilizar!

O tal do Leandro Demori fez um caderno SUBVERSIVO e REACIONÁRIO (sim, ao mesmo tempo) sobre assunto de SEGURANÇA NACIONAL ("Seguros") para a Zero Hora (má, feia, bobona, escreve tudo errado).

Temos que fazer algo, pessoal! A quem ele quer enganar?! Não podemos deixar esse cara TRABALHAR! Quem ele pensa que é para querer pagar contas, comprar roupas, comer? Basta!

[A demência humana é REALMENTE algo sem limites.]

ABRA$$O GOLPISTA.

Carlos Eduardo da Maia disse...

Então tá, Marcelo, o homicídio cometido pelo Diógenes que executou decisão de "Tribunal REvolucionário" não foi crime. Então tá....

Abra$$o golpista, Leandro Demori, a patrulha ideológica subnacional tá de olho em ti. Eles não perdoam e te cuida, rapaz!!!

leandro a. disse...

Esse argumento de que o cara precisa trabalhar é bem cínico mesmo. Me lembro do filme Mephisto com o Klaus Maria Brandauer, dirigido pelo István Szabo. É a história de um ator ascensional e fdp da Alemanha de 30, na chegada dos nazis ao poder. Quando criticado pelos colegas por estar trabalhando para uma gente que repudiavam, o ator dizia que precisava trabalhar e que não podia perder as oportunidades que surgiam. Ele também precisava pagar contas, comprar roupas, comer... para ser um perfeito fdp!

Como esse Demori do NOVA CORJA, que se presta a fazer um blog de infiltração, que finge que é engraçado, crítico e na verdade faz o jogo da RBS.

Nova Corja é RBS!!!!!!!!!!!!!!!

Sai fora daqui, cara, não sei como o Feil deixa comentário teu aqui. Vai enganar longe daqui.

FORA, VENDIDO!!!!

Tu faz michê pra RBS, cara!

Anônimo disse...

"Trabalhar é cinismo" = resumo do pensamento de esquerda.

O Nova Corja, ao contrário desses blog, é feito por jornalistas de verdade, que realmente trabalham com jornalismo, não ficam brincando de blog na biblioteca do Campus do Vale.

L gonzales disse...

Muito bem Roberto. Teve muita gente que não fez parte na guerrilha e foi torturada e assassinada pelo militares, estes crimes não podem ficar impunes.

Anônimo disse...

Nova Corja = um dos poucos jornalismos políticos isentos DE VERDADE no Brasil. Até porque o blog não é feito só por jornalistas. heh

leandro a. = nenhum sentido.

Leandro Demori disse...

Engraçado, assim falando de artÊ eu só me lembro mesmo é de Roque Santeiro, da Viúva Porcina que queria botar o prédio na xxxón. Mas eu sou aculturado, mesmo [existe "aculturado"?].

Quanto a ser "criticado pelos colegas por estar trabalhando para uma gente que repudiavam", dois detalhezinhos assim bem bobos:

1) Não somos colegas [uma pena];
2) "Repudiavam" é plural. Fale por si.

BEIJO
- Michê $$$

L gonzales disse...

Agora é tarde Demori, nossos agentes infiltrados na RB$ lêem diariamente o Diário Gauche, e já estão preparando o teu ca$tigo.

Mas tudo tem um lado bom, agora que tu é um per$seguidu pelo comunismo sujo, cruel e feioso, Nova Corja Corp. vai poder vender as camisetas pelo triplo do preço.

Camilo disse...

BOMBA!

Acabei de descobrir que o Diário Gauche TAMBÉM está na mira da RBS.

Receberão o fax com proposta em seguida.

Arquiv€-$€.

Anônimo disse...

Pode crer, esse Demori devia arranjar um emprego num jornal decente, como o Hora do Povo.

L gonzales disse...

Leandro A. toda a internet brasileira sabe que a Nova Corja é um grupo de agentes sustentados pela CIA. E vou te contar um segredo: O SERVIDOR DELES FICA NOS ESTADOS UNIDOS!!!!

Só tu e o Políbio Braga pensavam que eles eram petralhas.

Obrigado por destruir a discussão sobre a tortura.

Antônio Cavalcanti disse...

Voltar a esse assunto é uma imbecilidade. Precisamos olhar para frente, sem esquecer o que a ditadura militar representou de ruim para o desenvolvimento político e social deste país. Sempre condenei ditaduras. Todas, sejam de direita ou esquerda. O que é brabo, é assistir uns fraldinhas da esquerda festiva, que adoram internet em seus quartos seguros, adoram o que o mundo ocidental capitalista oferece, ficar falando de pessoas que deram as suas vidas em busca de um ideal. Que combateram uma ditadura militar sem nenhuma chance de sucesso. Mas lutaram até o fim. Desses fraldinhas que tanto dão pitaco aqui neste site, que na maioria dos casos demonstra que sequer aprenderam a escrever, uns 99% em caso de necessidade, jamais sairiam às ruas sequer para protestar, jamais lutariam por esses ideais que pregam. Os autênticos são muito poucos hoje. Naquela época, especialmente de 1968 a 1975, tivemos os verdadeiros heróis nacionais, cujos nomes de muitos sequer sabemos, nem seus corpos jamais foram encontrados. Por favor crianças, amadureçam um pouquinho. Ser revolucionário de esquerda, dentro de casa, sem coragem sequer de mostrar seus nomes na internet é patético.

Anônimo disse...

Afinal, Cavalcani e Maia são o criador e a criatura?

O silêncio é um indicativo importante.

Baiacurs disse...

Hehehe... esse Cavalcantí saiu do armário prá valer, hein? Isso é obra do PT!
Isso é lugar prá ficar invocando teus heróis, camarada?
Vá tomar malbec com o Maia e apurrinhar o saco dos outros em outro lugar, vá procurar alguém que valorize esse discursinho ultrapassado, cara. Tua turma já perdeu. Já era.
Outra: que bom se todos os imbecis que cometeram algum crime contra o Brasil fossem julgados e condenados. Acho que teus heróis, assim como alguns petralhas estariam nesse rol. Seria engraçado vê-los no mesmo tribunal. Pena que nunca vai acontecer.
Ah... esse período que tu citas, 1968 à 1975: Não haviam heróis, em nenhum lado, atuando no Brasil desde 1967, até 1979, que eu saiba.

Antonio Cavalcanti disse...

Bem, este ao menos não se esconde no anonimato. Mas Baiacurs, tu escreveste, escreveste e não disseste nada, meu caro. Outra coisa, escreve-se "Não havia heróis,..." e não como está redigido. Uma aulinha de português é bom, principalmente para quem pretende escrever algo um dia, como tu. Aliás, gostas de uma ditadura, pelo que vi. E eu sou o ultrapassado???!!!

Luis disse...

Taí uma ótima discussão: o que são ditaduras, e ditaduras de direita e esquerda... pena que muitos prefiram ficar corrigindo a escrita...
Sobre aquela discussão - a que interessa mais - gostaria de saber se alguém conhece os instrumentos de ditadura da nossa democracia - o grande patrão, a mídia de massa, judiciário, tele-novelas, representação política distorcida no congresso, etc, etc... já ouviram falar...?!
Em outras palavras: alguém já explicou a um menino-de-rua, por exemplo, que ele é livre?!

Antonio Cavalcanti disse...

Realmente, ótima discussão luis. De que adianta uma falsa liberdade de ir e vir, de comprar, tomar posse de coisas, etc., se para sustentar esse sistema precisa de uma legião de esfolados por impostos e outra legião muito maior de marginalizados? Mas não acho que necessitamos de uma ditadura de esquerda para impor um sistema mais justo. Esta é uma via ultrapassada, no meu entender. Assim como é ultrapassado o liberalismo, ou neoliberalismo e seus sofismas. Penso que o individualismo em nossa sociedade é que gera todos esses problemas sociais. A mentalidade e a cultura das pessoas é que tem que mudar, mas não adianta acontecer de cima para baixo. Deveria ser uma evolução natural.

Luís disse...

Nenhum sistema imposto pode ser justo, a não ser que a "imposição" seja feita pela maioria... não é justamente essa a noção básica de democracia?!
Estamos melhor hoje do que há 30 anos, quando os que se opunham ao regime "sumiam"... mas o que está por trás do que escrevi é que uma sociedade dividida em classes sociais, onde uma minoritária detém o poder e controla os grandes recursos, sempre será uma ditadura de classe, independentemente se o regime é mais, ou menos, liberalizado.
É claro que esta é uma visão marxista, mas não encontrei outra que me explicasse melhor o poder de classe, na nossa sociedade, da mídia, do sistema judiciário, do congresso que nunca muda o sistema de representação, etc, etc, etc...

Rodrigo Alvares disse...

É simplesmente hilário que agora o pessoal da "esquerda" volte a criticar o A Nova Corja e nos tachar de "infiltrados".

Estou curioso: vocês nos acusam de vendidos, mas onde estavam durante todo o episódio "Políbio Braga" e em outras trampas que descobrimos sobre o governo Yoda?

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