Você está entrando no Diário Gauche, um blog com as janelas abertas para o mar de incertezas do século 21.

Surf no lixo contemporâneo: a que ponto chegamos! E que mundo deixaremos de herança para Keith Richards?

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Governadora Yeda sustenta que o piso nacional do magistério é inconstitucional


A governadora tucana Yeda Crusius entregou ontem à bancada do PSDB em Brasília (foto) o documento final da reunião do Conselho Nacional de Secretários de Educação, ocorrida na semana passada em Porto Alegre.

Um dos principais objetivos da governadora é conseguir mais apoios a fim de alterar a legislação, já sancionada pelo presidente Lula, que criou o piso nacional dos professores. Yeda alega que é inconstitucional o item da lei que determina um terço da carga horária dos profissionais para atividades extraclasse, como cursos de formação.

Segundo cálculos do governo do RS, o cumprimento da lei obriga o Estado a contratar mais 27 mil professores, o que abalaria as contas públicas. No entanto, Yeda não comentou nada sobre o impacto do aumento do próprio salário em 143%, aprovado também ontem pelos deputados da Assembléia estadual. A informação é da Agência Chasque.

........

A governadora - se é que a teve - está perdendo o resto de noção do mundo sensível. Dormindo em beliche, certamente tem caído da cama todas as noites, nas quedas, bate com a cabeça, e é isso que se vê.

8 comentários:

Carlos Eduardo da Maia disse...

É muito bem vindo esse novo piso da Lei do governo do PT. Deveria ter sido feito há muiiiito tempo,mas tem que se ver também os efeitos desse piso nas contas públicas. Muito bonito o governo federal dizer que o piso dos professores é 900 mil (que ainda é pouco) e que 30% das tarefas devem ser extra classes e deixar as coisas como estão. Não é bem assim.

Carlos Eduardo da Maia disse...

O título do Post está errado, não é o piso que é inconstitucional, mas a exigência de que 30% das tarefas dos professores sejam extra classe.

Anônimo disse...

E sobre o salário dela não se fala nada, é muito triste ler essa notícia no mesmo dia em que o salário da desgovernadora é aprovado com abstenções (sic!!!)

Mariana

Anônimo disse...

Finalmente alguém vai obrigar a Yeda a cumprir pelo menos as exigências da Lei de Diretrizes e Bases da Educação: o investimento mínimo em educação.

Maia, você é professor? não né? Então cala esta boca e vai falar do que tu sabe lá no teu blogue. Dinheiro público é para ser investido em educação e saúde SIM, e em larga escala, pelo menos uns 50% da arrecadação. Não para ir para os bolsos dos amigos de bem do governo, como sempre foi no RS e que nos meteu neste atoleiro.

Professores precisam de muita atualização, e a maioria não tem nem seu horário de descanso diário preservado. Muitos trabalham dois ou três turnos (porque ganham a miséria de 400 reais por turno), levam trabalho para casa, corrigindo provas, preparando aulas, se atualizando, e isto é o que faz a qualidade das aulas cairem até o chão. Os profesores precisam desse tempo e de melhoria salarial.

A Yeda sabe que não é ilegal isto, pois os professores de federais sabem como é: dão meia dúzia de horas de aula semanal (as vezes menos!), e no resto pode se dedicar para "subir na vida", fazer pesquisas, escrever livros. Alguém duvida da qualidade das aulas ministradas em escolas e universidades federais?

Inconstitucional é o que Yeda faz com a educação no nosso estado, ela devia meter o rabo nas pernas e ir pastar antes de regurgirtar de novo.
Tati

heliopaz disse...

Sem contar que a RBS e a Record bovinas não destacaram, em nenhum de seus veículos, um detalhe muito importante:

- O Governo Federal irá completar o que faltar nos salários dos professores estaduais acima da capacidade de pagamento de cada uma das 27 unidades da federação.

Tudo por conta de uma construção de subjetividade anti-Lula e anti-PT.

Anônimo disse...

O Eremildo Maia escreve:


"O título do Post está errado, não é o piso que é inconstitucional, mas a exigência de que 30% das tarefas dos professores sejam extra classe."

O que estes caras tem contra a educação?

A "exigência" de que 30% das tarefas são extra classes: preparação da aula, correção de provas, etc.

Ô imbecil não sabias que estas coisas precisam ser feitas fora da sala de aula?

Claudio Dode

Anônimo disse...

Vamos fazer assim. Quem sabe colocamos o piso dos professores em 10 mil reais e aumentamos todo o resto do funcionalismo publico com os mesmos dez mil reais. Assim os funcionarios publicos ficam todos felizes. Meus impostos sobem a 95% do que eu ja nao ganho e com os outros 5% eu pago tudo aquilo que o estado nao me da. Seguranca, saude, educacao etc...

Anônimo disse...

Os funcionarios publicos nao estao contentes, nos contribuintes que nao ganhos nada em troca e que estamos. Se nao estao satisfeitos com o salario, que deixem seus cargos e trabalhem na iniciativa privada. Agora para 90% do funcionalismo publico isto nao vale a pena porque seria ter que trabalhar sem se ausentar por motivo de dor de unha, ferias de 3 meses ao ano etc...
Me lembro dos meus tempos de estagio na defensoria publica. Trabalhava feito louco e tinha que escutar a defensora trabalhar 3 horas ao dia e se queixar de salario baixo e que trabalhava muito. Piada

Contato com o blog Diário Gauche:

cfeil@ymail.com

Arquivo do Diário Gauche

Perfil do blogueiro:

Porto Alegre, RS, Brazil
Sociólogo