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Surf no lixo contemporâneo: a que ponto chegamos! E que mundo deixaremos de herança para Keith Richards?

terça-feira, 20 de novembro de 2007


O mundo das coisas duvidosas

A Comissão de Serviços Públicos da Assembléia Legislativa vai solicitar ao governo do Estado a retirada do projeto de lei que regulamenta as Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público, as OSCIPs, e que institui parceria com órgãos públicos. O anúncio foi feito na manhã de ontem pela presidente da comissão, deputada Stela Farias (PT). A parlamentar argumenta que a retirada do projeto irá proporcionar o aprofundamento do debate com a sociedade gaúcha.


Na medida legal das OSCIPs, o governo estadual pretende repassar a gestão de alguns órgãos públicos à iniciativa privada. Entre eles, estariam a FASE, a TVE e a FM Cultura, o Theatro São Pedro e até mesmo a Universidade Estadual do Rio Grande do Sul, a UERGS. O projeto das OSCIPs é duramente criticado pelos funcionários públicos, que temem a privatização indireta dos órgãos. A informação é da Agência Chasque.

....

Não se pode acusar os tucanos e adjacentes de serem anticartesianos. Bandalheira com método. Dona Yeda está calçada na famigerada Lei das OSCIPs, a lei federal 9.790/99 do período de governo do professor Cardoso. Só que os tucanos fizeram a lei, mas não previram os mecanismos de controle das entidades híbridas que resultam dessa possibilidade.


Parece que o legislador pouco se importou com os princípios constitucionais da lisura administrativa e da ética pública. Ao contrário, montou um dispositivo "legal" de assalto ao Estado e captura privada de bens públicos.É isso que a lei das OSCIPs de dona Yeda prevê: um assalto descriminalizado ao Estado, agora organizado, com método e com selos distintivos de legalidade e legitimidade pública para apropriação ilimitada (e sem controle) nos setores como educação, saúde, cultura, esportes, assistência social e lazer. Os próprios tucanos prevêem que 30 entidades públicas do Estado possam ser alvo do projeto de lei estadual das OSCIPs.

Para o cético Descartes (óleo), esse projeto tucano faria parte do chamado "mundo das coisas duvidosas", para usar um eufemismo que não agrida a sensibilidade delicada de dona Yedinha.


Neste sentido, tanto mais tem razão a deputada petista, sejamos metódicos, o projeto das OSCIPs precisa ser melhor verificado, analisado, sintetizado e enumerado. Para, logo mais, cartesianamente, ser jogado na lata de lixo. Mas com método, por favor!

29 comentários:

Anônimo disse...

Squash la feeka!

Sguffalo Bill disse...

Para a minquia a feeka es melhor que o culo.


Sguffalo Bill

Anônimo disse...

Areia nas engrenagens do Fernandinho Schüller.

Anônimo disse...

Dizem por aí que a Sinfônica de SP custava, antes de ser Oscips, em torno de 6 milhões anos, hoje custa 50 milhões. A farra vai ser grande ...

Krieger disse...

A PF está de olho no cara. Daqui a pouco ele vai arrumar uma viagem. Vai fazer o passeio do corvo.

Carlos Eduardo da Maia disse...

O RS gasta 72% de sua receita líquida com pagamento de servidores ativos e inativos. Isso já é uma barbaridade. E os arautos do estatismo o que defendem? estatizar ainda mais o RS. Não existe outra saída para um Estado moderno senão o de fazer parceria de alguns serviços com a iniciativa privada. Por que a Associação dos Amigos do Theatro São Pedro não pode gerir o teatro, como ocorre em qualquer lugar do mundo desenvolvido? Mas não, é uma vergonha, uma falcatrua o Estado fazer qualquer tipo de parceria com a iniciativa privada. E o homem branco questiona, mas a Lei das Oscip´s não prevê controle e fiscalização... Falta cultura e informação jurídica, porque esse controle e fiscalização sobre serviços públicos concedidos, autorizados e permitidos decorre da própra constituição da república e das leis vigentes. É evidente, é óbvio, é cartesianamente lógico que qualquer serviço público exercido por particular tem que ser sim fiscalizado e controlado pela sociedade civil e pelas suas instituições. O engraçado é que se atira conceitos vagos e noções erradas aos quatro ventos para cativar os cordeirinhos que apenas dizem amém.

Anônimo disse...

A questão central é a seguinte: sairá mais caro ou mais barato?

A experiência tucana-paulista indica que sairá mais caro. Assim ...

Além disso, o caráter do brasileiro de levar vantagem em tudo, ou a Lei de Gerson, conduz a prudência.

bancario apavorado disse...

72% da rcl? se TU pagasse o que deve, qual seria o verdadeiro percentual desta receita que o estado naum arrecada e que pagaria folha, investimento e divida?
isso chamo de conceito vago.

Juarez Prieb disse...

Yeda com os cofres arrombados, inclusive pelos gatunos do seu próprio governo, não tem autoridade nenhuma pra propor uma lei das Oscips. Se a Assembléia e o Detran com os controles que o Estado tem (tem?) já são um queijo suíço de furos e de roedores, imaginem com a frouxidão das Oscips, isso aqui vai virar uma Rússia de Putin, cheio de gangs assaltando em plena luz do dia. O Bira Vermelho vai ser um sacristão da máfia de bombachas.

Carlos Eduardo da Maia disse...

Juarez, o controle não é só do Estado, é da União, do Ministério Público, da Polícia Federal, da sociedade organizada. E o Estado que tem fundações para todos os gostos, inclusive para problemas gástricos, tem que aperfeiçoar e melhor remunerar seus servidores que atuam no controle e fiscalização, mas gasta 72% de suas receitas em folha de pagamento. E vocês querem estatizar ainda mais o Estado???? O absurdo dos absurdos.

Anônimo disse...

Ninguém quer estatizar, mas manter no Estado para evitar falcatruas, very simple.

Carinha o Estado é intensivo em mão-de-obra. É assim em qualquer lugar do mundo, inclusive nos States.

Lucas disse...

Maia, porque tu escreve nestes posts e não responde de onde tu tira as notícias que colocaste no post sobre o Franco?
Quando fizer isso peço esclarecimentos sobre teus dados deste post.
Grato.

jorge rocha disse...

Não estava combinado que o maia tinha direito a UM comentário por post ?

Anônimo disse...

Feil

Tu é um tosco a quem "falta cultura e informação injurídica..."
Quá, quá, quá... Em nome do q tu tuleras isso?

Cristóvão Feil disse...

Seu Maia, o Jorge Rocha tem razão. O senhor está excedendo o combinado.

Eu não tenho vocação pra Nelson Jobim, mas tudo tem limite. O senhor não pode monopolizar este espaço.

O senhor está fazendo uma DG do B, aqui. Assim não dá, cara!

Cristóvão Feil disse...

Seu Maia, pode me jogar pedras à vontade, criticar, discordar, espernear, mas monopólio, não!

Mario Rangel disse...

Ah... que monotonia seria esse blog sem o Professor Doutor Maia?
Qum iria defender o indefensável?
Alegrai-vos seus "CADUCOS" (a nova palavra descoberta pelo Prf. Dr. Maia)

Na idéia do douto Maia, o Estado, é como uma empresa (todo neoliberal pensa assim), tem que dar "lucro". Se essa merda de RS, está quebrado, com certeza não foram os funcionários públicos que têm a culpa. Estado só é bom quando dá aquela "ajudinha" aos empresários. Mas se for para ajudar o povo, aí não serve, é arcaico.

Carlos Eduardo da Maia disse...

Cristóvão, deixa o fluxo da vida fluir normalmente. Ninguém quer monopolizar nada. Os comentários que tenho feito (além da conta) é porque sou questionado. Apenas isso e nada mais que isso. Não vamos transformar o excelente diario gauche num jogral do pensée unique. E que o fluxo prossiga, sem interrupções e com bom senso.

Cristóvão Feil disse...

Está bem, seu Maia. Desculpa por estar incomodando o senhor, viu?
Pardon, Monsieur!

Carlos Eduardo da Maia disse...

Ninguém aqui tem motivos para pedir pardon, Cristóvão. O teu blog é dez e, repito, as pessoas têm que ter bom senso. E se algum participante faz críticas ao meu ponto de vista e pergunta certas coisas, o que devo fazer? Permanecer calado, porque minha cota já se foi ou responder ao vivente? Aproveitando a oportunidade, respondo ao Rangel. Rangel, meu caro, não me considero um liberal e o Estado não é empresa. Administrar Estado é bem diferente de administrar empresa, mas tem que ter responsabilidade gerencial e fiscal. Não se pode gastar mais do que se arrecada. E os sucessivos governos do RS, inclusive o do PT, nada fizeram para estancar a imensa dívida que o Estado tem. Yeda, pelo menos, está tentando fazer essas medidas que são impopulares.

Anônimo disse...

Administrar o Estado é bem diferente do que administrar uma empresa. O Estado não pode gastar mais do arrecada, logo deve dar lucro. Sem muito esforço é possível concluir que a gestão do Estado é igual a uma empresa.

E aí como ficamos?

Omar disse...

Não. O Maia não é o alter ego do meu amigo Cristóvão (Alter ego ou alterego (do latim alter = outro ego = eu) pode ser entendido literalmente como outro eu, outra personalidade de uma mesma pessoa. O termo é comumente utilizado em análises literárias para indicar uma identidade secreta de algum personagem ou para identificar um personagem como sendo a expressão da personalidade do próprio autor de forma geralmente não declarada. Para a psicologia, o alterego é um outro eu inconsciente.)

Omar disse...

Não. O Estado não lucra. As cooperativas não lucram. As organizações sem fins lucrativos não lucram. E o anônimo, ou não entende nada de Estado ou não entende nada de contabilidade.

Anônimo disse...

Omar, leia com calma, que você vai entender.

Omar disse...

tá bem, anônimo
agora entendi a sutileza

Kadu disse...

Sobre às O(P)SCIPS, a questão principal é a intenção da D.Yeda, em transformar aquilo que não for arruinado por ela, em lucro pelos apaniguados de sempre.Sobre o Sr. Maia, acho que alguém escreve por ele, quando passa na portaria do prédio onde trabalha.

Anônimo disse...

vocês(maia,ego,alter e super) vão acabar juntinhos da yoda que está prestes a ter um surto. bianca

Conselho Jedi disse...

Não coloquem o mestre Yoda nisso.

A CARAPUÇA disse...

Entenda-se por OSCIPS como DETRAN-II, a revanche! Será ver para crer!

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