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Surf no lixo contemporâneo: a que ponto chegamos! E que mundo deixaremos de herança para Keith Richards?

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Chove em Porto Alegre

A fotografia dos anos sessenta registra um bonde da Carris no lugar onde hoje é o Largo Glênio Peres, junto ao Mercado Público, Centro da Capital. Esse bonde fazia o circular Gasômetro-Mercado.

Chovia em Porto Alegre, as pessoas usam guarda-chuvas. Chove nostalgia nos corações sensíveis, para os quais não existem guarda-chuvas.
Foto de Foster M. Palmer

18 comentários:

Carlos Eduardo da Maia disse...

Foi Leonel de Moura Brizola que iniciou a retirada dos bondes de POrto Alegre. Na Alemanha de hoje os bondes (lá se chama U-Bahn) são um dos mais populares, simpáticos e charmosos meios de transportes.Tremenda burrada do tio Briza.

Anônimo disse...

Pensei que tinha sido o PT, que alívio.

Carlos Eduardo da Maia disse...

O PT foi contra a abertura da Av. Beira Rio.

Anônimo disse...

Passei nela ontem.

flics disse...

Chove tristeza de ver o lixo em que transformaram a linda cidade de Porto Alegre dos anos sessenta. Hoje, todas as grandes cidades brasileiras foram transformadas em "pátio dos milagres", tomadas por um povo miserável. Fruto dos 20 anos de ditadura militar e da podre elite civil que tomou as rédeas (rédeas disse? então falei bem)depois.
O "comentarista mor" deste blog tá mesmo muito por fora. Os bondes começaram a abandonar a cidade no final dos anos sessenta. O grande Briza estava asilado no Uruguai. Precisa parar de escrever no blog dos outros e ler um pouco mais.

eduardo stein disse...

Simplesmente incrível o Carlos Eduardo. Opinião abalisada até sobre bonde.

Jorge Vieira disse...

O homem de recado da ditadura militar que detonou os bondes foi um senhor chamado Thompson Flores.

Jorge Vieira disse...

Pensando melhor, acho que foi o Célio Marques Fernandes, também de homem dos milicos.

Sueli - Porto Alegre / RS disse...

Olha, andei muiiito de bonde , e era uma delícia,principalmente aqueles bancos dos bobos... e o da Av. São Pedro,um gaiolão que balançava que nem cadeira de balanço , e se fazia até baldiação na Pres.Roosevelt( av. Eduardo).

luiz alberto disse...

Abraços Tóia.

flics disse...
"Chove tristeza de ver o lixo em que transformaram a linda cidade..."
Outra montanha de lixo é um luxo previsto como anexo ao praia de belas.
20 andares!
Não pode!

Carlos Eduardo da Maia disse...

Foi Brizola sim que começou a retirar os bondes de Porto Alegre. Depois dele continuaram com essa baboseira Célio Marques Fernandes e Thompson Flores (acho que na época do Thompson os bondes já tinham ido para o espaço). Tio Briza também demoliu um presídio -- com arquitetura bem interessante --que se situava ao lado da Usina do Gasômetro e que daria uma bela casa cultural. Mentalidade caduca da década de 60. Na Alemanha os bondes são chamados de S Bahn (strasse Bahn e não U-Banh, que são os metrôs, subterrâneos).

Anônimo disse...

Se houve uma burrada inicial, por que os esclarecidos homens públicos da ditadura continuaram?

Carlos Eduardo da Maia disse...

Porque era a mentalidade caduca da época, eliminar os focos de "atraso" das grandes cidades. Faltou visão de todos. Quantos prédios maravilhosos foram derrubados em POrto Alegre nos anos 50, 60 e 70? Inúmeros.

jorge rocha disse...

Extraído do site da Cia. Carris Porto-Alegrense, portanto a história oficial: "29/09/1966 –Companhia retoma o transporte por ônibus. Três bondes da Linha Duque são substituídos por ônibus a diesel, iniciando o processo que culminaria com o fim dos bondes elétricos." O prefeito era Célio Marques Fernandes. O Brizola já estava longe.

Anônimo disse...

Fica claro que o PT não tem ligação com o fim dos bondes. Eu já estava me preparando para esta acusação.

A CARAPUÇA disse...

Em abril de 1964, estava em Porto Alegre com minha mãe e meu pai. estavamos no Hotel JUNG, na Otávio Rocha. O apartamento era de esquina e eu e minha mãe ficavamos muito tempo observando os bondes chegarem no Abrigo de Bondes da Praça 15. Em Abril de 64, o Brizola não estava mais no Palácio. Meu passeio predileto era ir até o Auditório Araujo Viana. Se não me engano era o fim da linha. Naquela ocasiào assisti aos pés de porco, como chamávamos os militares, entrarem na Galeria do Rosário e prender várias pessoas escondidas no esqueleto que existe até hoje sobre a galeria. eu tinha medo, pois deveriam ser violentos e comiam criancinhas. Eu tinha seis anos. Foram os governos milicos que acabaram com os bondes.

Jorge Vieira disse...

A dois anos fui a Mendoza e lá, em um sistema circular, tem o trólebus, pouco barulho, nenhuma poluição do diesel, apesar de um aspecto um tanto atrasado, pois não houve modernização. Os babacas que comandavam o Portinho na ditadura, ao mesmos, poderiam ter mantido o trólebus, que eu lembre, ia para o Menino Deus, mas posso estar errado.

Luciana disse...

Obrigada Jorge! Todo mundo acha algo sobre tudo e, o que é pior, pensa que achismo é história...

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