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Surf no lixo contemporâneo: a que ponto chegamos! E que mundo deixaremos de herança para Keith Richards?

quinta-feira, 8 de novembro de 2007


Livros de feira

O sociólogo Antonio David Cattani está autografando este livro agora na Feira do Livro de Porto Alegre, debaixo dos guapuruvus e jacarandás em flor. A obra é uma reunião de artigos e ensaios de especialistas sobre o vastíssimo tema da desigualdade social no Brasil e América Latina - desgraçadamente, um assunto cada vez mais atual -, entre os quais de Ricardo Antunes e Marcio Pochmann e muitos outros e outras.

A obra está a venda na banca 25 (Tomo Editorial), tem 240 páginas, e custa 34 reais. Se correr, você ainda pega o autógrafo do professor Cattani, agora (deve ter uma fila imensa).

A Feira do Livro de Porto Alegre encerra domingo.

Outro dia eu achei verdadeiras barbadas por lá. É preciso garimpar. Para vocês terem uma idéia, comprei por 15 paus, "O Século de Sartre" do Bernard-Henry Lévy, que é um ex-althusseriano arrependido, mas apaixonado pelo "homem-século", como ele chama o companheiro de Simone de Beauvoir. Um livro denso de quase 600 páginas, que estou gostando muito de ler. Mostra a força da cultura francesa, com todos aqueles personagens míticos do século 20. Outro livro que comprei barato (10 reais, e tem mais de mil páginas em papel-bíblia), foi o "Viajes" de Domingo Faustino Sarmiento, o grande liberal argentino do século 19. Sarmiento, depois convertido ao positivismo, escreveu sua grande obra sobre o caudilho Facundo, onde usa pela primeira vez a antinomia "civilização ou barbárie" para examinar a tirania de Rosas. Nesses escritos ele faz interessantes reflexões sobre os países que visitou (entre 1845 e 1847): Chile, Uruguai, Brasil, França, Estados Unidos e parte da África.
Lá pelas tantas ele constata o seguinte: "Quando falta a consciência pública, o despudor dos instintos toma ares de racionalidade".

Nada mais atual.

2 comentários:

armando disse...

"Viajes" na submarino, custa R$68,90.

Aplicação melhor do que Vale ou Petrobrás...

armando disse...

Nessa questão da "civilização ou bárbarie", Sarmiento considerava as cidades como a expressão da civilização e, evidentemente, fora (nos campos) estava a bárbarie. Excluia Córdoba, que considerava "uma cidade medieval", reduto do clericalismo.

Ótima e atual frase dele, se referindo ainda a Córdoba:

"COMO PODE SER AO MESMO TEMPO, INDEPENDENTE, REPUBLICANA E CATÓLICA?"

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