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segunda-feira, 7 de julho de 2008

Agora, Brasil quer ajudar o ditador Mugabe

Enquanto EUA, União Européia e até líderes africanos pressionam por sanções contra o governo do Zimbábue, no Brasil tramita em regime de urgência na Câmara dos Deputados um acordo de cooperação técnica com o país, que ressalta "o desejo comum de expandir as relações existentes de amizade" entre ambos.

Sem definir as áreas compreendidas pela cooperação e sugerindo o intercâmbio de profissionais e conhecimentos entre instituições públicas e privadas, o texto do acordo é sugestivo de um gesto político de boa vontade brasileira com o governo do ditador Mugabe. Ele chegou a entrar na pauta do plenário nos dias 12 e 19 de junho, mas não foi votado.

A posição brasileira se torna cada vez mais rara no cenário internacional, no qual o governo do Zimbábue enfrenta condenação quase universal pela repressão que caracterizou a reeleição, há dez dias, do ditador Robert Mugabe (
foto).

Além de considerada ilegítima por potências ocidentais, as condições e o resultado da votação foram criticados por observadores da União Africana (UA) e da Comunidade pelo Desenvolvimento da África Austral (SADC), tradicionalmente relutantes em afrontar membros africanos. A ONU debate a imposição de sanções econômicas ao Zimbábue.

7 comentários:

Maurício Tombini disse...

Será que não temos aí uma evidência da proximidade do grau de maturidade democrática dos dois países?

Juarez Prieb disse...

Tombini, o Mugabe é um impostor. Um ditador sanguinário. Está e permanece no poder por força de um círculo de militares e uma curriola de corruptos que não querem largar o osso. Vc. sabia que corrupção também é uma forma de coesão social e de manutenção de poder?

Vide Zimbábue e outros lugares mais perto de nosotros.

Anônimo disse...

Caro Rubens, você parece ter respondido a questão afirmativamente. Curriolas de corruptos que se sustentam mutuamente em diversas esferas de poder são uma constante em nossa história republicana. Em particular, a do Rio Grande do Sul. Não que eu saiba muito de história, mas custo a acreditar que a situação atual no Piratini tenha surgido ontem. Insisto, estamos mais perto do Zimbabwe do que gostamos de acreditar.

Maurício Tombini disse...

Caro Rubens, você parece ter respondido a questão afirmativamente. Curriolas de corruptos que se sustentam mutuamente em diversas esferas de poder são uma constante em nossa história republicana. Em particular, a do Rio Grande do Sul. Não que eu saiba muito de história, mas custo a acreditar que a situação atual no Piratini tenha surgido ontem. Insisto, estamos mais perto do Zimbabwe do que gostamos de acreditar.

Anônimo disse...

A diferença do Rio Grande atual e o Zimbabwe é que o Cel. Mendes do Mugabe está a mais tempo no jogo.

Neste esquema, digamos, "Zimbabwe" os Cels. Mendes começam jogando, e o jogo só começa com eles, e Thums apitando ou auxiliando a arbitragem.

Claudio Dode

Maurício Tombini disse...

Obrigado, Claudio!

Anônimo disse...

E o ditadorzinho do grande irmão do Norte. Ele também não roubou nas eleições.

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