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terça-feira, 11 de novembro de 2008

Pedágio guasca é seis vezes mais caro que o federal



Yeda quer prorrogar uma impostura do governo Britto


O governo Antonio Britto (PMDB, hoje PPS) não foi inteiramente derrotado por Olívio Dutra. Yeda Rorato Crusius quer empurrar contratos leoninos realizados na famigerada gestão Britto até 2028.


A governadora Yeda Crusius enviou nesta segunda-feira (10) para a Assembléia Legislativa parte do programa estruturante Duplica RS, que prevê a prorrogação da concessão dos pedágios no Rio Grande do Sul. A proposta estabelece que as concessionárias façam investimentos de R$ 4 bi na recuperação e duplicação de estradas, construção de trevos, passarelas e viadutos. Para compensar as empresas, os contratos seriam prorrogados por mais 15 anos e pelo menos mais uma praça de pedágio será construída. As informações são da jornalista Raquel Casiraghi da Agência Chasque.

Para a população, o governo estadual garante que as tarifas seriam reduzidas em 20% assim que o projeto fosse aprovado. No entanto, no final do ano já está previsto reajuste do preço entre 6% e 7%. Na avaliação do presidente da Associação dos Usuários das Rodovias do Rio Grande do Sul (Assurcon-RS), Juarez Colombo, as estimativas mostram o quanto o pedágio gaúcho hoje é caro e ineficiente. Os números também derrubam o argumento do governo, de que a proposta é a alternativa mais viável no momento.

"Esse modelo vai ficar 15 anos - ficou 10 anos, até agora - fazendo
apenas manutenção de rodovias com preços extremamente altos. Sempre denunciamos que o preço do pedágio é muito alto. E a prova é agora, está aí. Eles querem baixar a tarifa. E como é que agora pode abaixar a tarifa e fazer obras?", questiona.

Colombo diz que renovar os contratos, que encerram em 2013, por mais 15 anos, significa "prorrogar o que é ruim". O modelo de concessão de rodovias gaúchas é um dos onerosos do país para a população. No recente modelo adotado pelo governo federal, o cidadão paga R$ 0,02 pelo km rodado. Já no Rio Grande do Sul o valor é seis vezes maior, chegando a R$ 0,12 o km rodado. Ao mesmo tempo, as estradas em sua maioria estão em más condições e as concessionárias não são responsabilizadas.

No entanto, o agravante do projeto, diz o representante da Assurcon, é que o R$ 4 bi previsto como investimento das concessionárias não é garantido. O programa de concessão permite que as empresas não invistam o valor acordado caso registrem desequilíbrio econômico-financeiro. Dados extra-oficiais das empresas apontam que elas teriam um déficit, embora não-comprovado, de R$ 650 mi.

"Nós podemos ter os contratos prorrogados e por causa do dito desequilíbrio, que não está comprovado, mas que as concessionárias afirmam ter e o governo aceita, poderão não haver nenhuma obra nos próximos 20 anos", reclama.

Colombo também considera injusto que o projeto do governo prevê a duplicação das BRs 116, 290 e 386 com dinheiro dos gaúchos. Sessenta e sete por cento dos recursos previstos no programa são para estradas federais, que já contam com recursos da União. Ele também lamenta que o Duplica RS não invista nos pedágios comunitários, como o de Portão, em que a tarifa chega a ser 60% mais barata e as verbas são aplicadas nas rodovias, diferentemente das concessionárias.


21 comentários:

Carlos Eduardo da Maia disse...

As estradas pedagiadas estão em muito melhores condições do que as estradas sem pedágio. Não há como ser contra os pedágios. Se pedágio fosse danoso, as rodovias européias não teriam pedágio. O pedágio mais justo é o que existe na Itália. O sujeito entra na rodovia em Milão e sai em Roma e paga exatamente pelo que usou, mas lá diferente daqui existe sempre a possibilidade do sujeito utilizar as necessárias vias alternativas. Foi no governo Britto que os pedágios começaram a ser utilizados no RS, com certo atraso. Houve acertos e houve equívocos, mas errou o governo ao não exigir que as concessionárias assumissem compromissos para duplicar e melhorar as rodovias. É exatamente nesse sentido que o governo da Yeda está tentando corrigir. Dessa vez, nenhum dinheiro estatal, mas apenas aqueles arrecadados pelo pedágio, vai ser utilizado para melhorar as rodovias. A filosofia é certa. O que está errado é o preço do pedágio que realmente é muito elevado e a ausência de rodovias alternativas. Não seria melhor fazer uma nova licitação, como fez o governo federal, com bastante êxito?

Paulo Augusto disse...

Maia,
Como és pouco exigente. As pedagiadas sofrem apenas uma "maquiagem", "roupinha bonitinha", mas vagabunda: olhinho de gato, pinturinha, fraldário, banheiros sujos... E o preço, hein??
O trecho Eldorado do Sul / Pantano Grande, na BR 290, está horrível, cheio de remendos. Paga-se R$ 5,40 na ida, mais R$ 5,40 na volta (além dos R$ 6,00 da Concepa em Eldorado do Sul, e o atendimento das concessionárias é péssimo. Dia destes meu carro necessitou de socorro mecânico e a previsão da concessionária era de pelo menos uma hora para o atendimento (rebocar o carro até uma oficina - mais ou menos 01 km.). Antes deste prazo caminhei os 01 km, chamei um mecânico e "empurramos" o carro neste trecho até a oficina.
Mais recentemente, na praça de pedágio da 290, próximo a entrada de Charquadas, um carro a frente do meu atropelou um cachorro; meu filho é veterinário e fez com que eu prasse para socorrer o animalzinho; tive que "estacionar" o carro entre os cones que separam as pistas; fiquei ali parado, em uma posição perigosa, por mais ou menos 20 min (bem na praça de pedágio) e ninguém da Concessionária apareceu, sequer para me dizer que estacionasse o carro em outro local, menos perigoso (o carro ficou metade em cada pista); era necessário que o cachorro fosse levado para atendimento em uma clínica, pois tinha fraturas; meu filho falou com os atendentes da Concessinária que disseram que iam chamar o "resgate" para levar o bichinho, mas sequer tiveram o cuidado de colocar o animal em uma área protegida, evitando que voltasse ao meio da pista e viesse a ser vítima de novo atropelamento, ou pior, causar uma acidente mais grave com algum carro.
Pedágio é serviço, e o quem tem sido prestado aqui é de péssima qualidade. Devemos dizer não a prorrogação e se o pedágio é inevitável, que se façam novas licitações, pois assim quem sabe tenhamos preços mais baixos como tem ocorrido em outros estados.
Ah!!! Talvez com uma licitação pública, transparente, honesta, fique mais difícil ajeitar os pilas pra alguma campanha de reeleição. Mas também, nem tudo é perfeito, né???

Carlos Eduardo da Maia disse...

Paulo Augusto, como eu disse acima. A melhor saída é realmente fazer nova licitação em todas as àreas, mas isso apenas em 2.013, quando termina o prazo de concessão. Mas aguentamos até lá?

Anônimo disse...

Minha gente,

Os contratos, mau feitos pelo afogadilho (vontade de entregar a EXPLORAÇÃO privadda o patrimônio público), inclusive não exigindo a duplicação ou mesmo algum melhoramento efetivo na rodovias, foram tão condenados pela opinião pública queno Britto, este sim não se elege para nada mais na vida, a não fazer falir o empreendimento de algum cupincha.

Agora, depois de descoberto a gatunagem no Detran, no Daer, no Banrisul (segundo confissão do fugado Busatto), assim como a questão do sub prime guasca até hoje não explicado, começa esta despropositada busca de "novos negocios", e renovar contratos que faltam cinco anos para vencer.

É bom lembrar que antes disso vence o contrato da Rainha Louca.

Isto é caso para o Protógenes.

Para defender sempre vai aparece algum sabujo, e até criminalistas.

Claudio Dode

Luís disse...

Assim como outras discussões do tipo, pedágios ou não, ou se devem ser privados ou públicos, é discussão quase interminável e, para variar, depende fundamentalmente da visão de sociedade de cada um. É claro que algo precisava ser feito para recuperar estradas, e o modelo empurrado goela-abaixo pelo Britto acabou sendo reprovado pela sociedade, assim como o seu governo como um todo.

Agora - e não por coincidência - aparece um projeto-de-lei de renegociação de contratos, em regime-de-urgência... tá...
Os deputados de oposição estão certíssimos em negar esse projeto, porque discussão e negociação não é com este governo.

Anônimo disse...

É ridícula a justificativa dessa "renovação" quando se sabe muito bem que quando foram feitas as privatizações era ÚNICA E EXLUSIVAMENTE para beneficiar os "amiguinhos" financiadores da campanha do incompetente Britto. Agora é para os financiadores da base aliada do desgoverno gaúcho, por isso, com a maioria com que o povo gaúcho (he,he "o mais politizado do país") deu na AL e agora nas maiores cidades do RS e também com maravilhosos elogios da "imparcial" midia gaudéria ao famigerado projeto, os gaúchos terão que engulir, he,he bem feito.
Carlos

heliopaz disse...

POVO QUE NÃO TEM VIRTUDE ACABA POR SER ESCRAVO.

O verso acima é o único não-mentiroso do hino sul-riograndense.

[]'s,
Hélio

Cristiano Muniz disse...

Brilhante, Hélio.

Às vezes me dá um pouco de vergonha de ser gaúcho e de viver num estado tão medíocre e, ao mesmo tempo, com uma população tão VAIDOSA e FETICHISTA em relação ao tradicionalismo.

Esse ORGULHO BRANCO SULINO, essa coisa de clamar sempre a descendência européia como o que nos salva da latinidade do BRASIL, isso de se achar O MELHOR povo do país...

Essa porra de 20 de setembro, comemoração de um FRACASSO MILITAR... por essas e outras, me envergonho do nosso estado.

Na minha opinião, a mediocridade e a corrupção dos atuais governos (POA e RS) só podem ter ver com o caráter igualmente medíocre da nossa ELITE guasca.

Argh, que nojo.

Cristiano Muniz disse...

caráter medíocre e bastante CORRUPTO, diga-se de passagem...

Anônimo disse...

Maia não é só pouco exigente, também fecha um olho para o fato que muitos dos políticos da época viraram fornecedores das empresas que venceram as licitações ou as privatizações.
Estão dando um desconto de 20% quando deveriam ter cobrado 80% menos durante 10 anos.
Fosse a metade esses anos todos estaria bom demais.
O Maia de mão dada com todos os leitores da ZH, carregando o andor desses novos ricos donos dessas concessionárias.
Quem são eles Maia, e qual a relação deles com a corte do Britismo, Yeda, Busatto et ali?

Carlos Eduardo da Maia disse...

Quer melhorar o Brasil, Anônimo das 19>09? Faça o PT fazer uma refoma política e implantar o financiamento público de campanha.
E por que o PT não faz e não se interessa em fazer? Parece que o PT também está entrando no jeito Busatto de ver a vida.
Vamos além dos ressentimentos, porque o que efetivamente importa é que O Estado não tem condições por si só de ficar construindo estradas, gerenciando aeroportos, administrando portos etc. Estado não tem que fazer isso. Estado tem que cuidar da educação, da saúde, da segurança e, sobretudo, da FISCALIZAÇÃO do serviço público concedido. Essa é a função do Estado moderno e que é o sistema em todo o mundo socialmente desenvolvido.

Tiago disse...

tem gente que ainda quer fazer acreditar em TCE, AGERGS, etc. Ao fim e ao cabo, o dinheiro vai para os mesmos bolsos. Típico do perfil de quem defende a "iniciativa privada", empreendedora, eficiente, modelo de gestão, pgqp, pqp...

Cloaca News disse...

EXTRA! EXCLUSIVO!!!
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Decreto fascista de Yeda Crusius institui o dedo-durismo como política de Estado
-------------------
Detalhes no
CLOACA NEWS

http://cloacanews.blogspot.com/

jaime disse...

AS ESTRADAS QUE NÃO POSSUEM PEDÁGIOS NO RS, FORAM ABANDONADAS DE PROPÓSITO PELA YEDINHA PARA COMPARAÇOES TIPO Sr.MAIA!! É UMA TRAMÓIA SÓ ÊSSE ASSUNTO !! E AS PEDAGIADAS NA MAIORIA HÁ MUITOS ACOSTAMENTOS QUE É SÓ GRAMA !! UMA VERGONHA O VALOR !!

Carlos Eduardo da Maia disse...

Jaime, o Estado não tem que ficar cuidando de estrada. Tem que normatizar e fiscalizar e focalizar suas atividades nas funções essenciais de educação, saúde e segurança. Isso é visão de século XIX. Troca o disco.

Anônimo disse...

O mais divertido é que todos os posts do Maia são absolutamente contraditórios à posição política que ele assume. Maia, tá na hora de tu trocares o disco também.

Anônimo disse...

Eu acho mais: O estado não pode ficar construindo estradas, nem qualquer outra coisa, com o dinheiro de todos e entregar para uma minoria se locupletar.

Roubam, mas roubam tanto, e até de suas próprias empresas que elas entram em falências. E aí eles pedem ajuda para continuar a roubando até de si próprios.

Interessante essa "papagaiada" de "iniciativa privada"!

E há quem defenda!

E há quem se locuplete

Claudio Dode

Carlos Eduardo da Maia disse...

Anônimo, minha posição política é a inclusão social dos excluídos. É por isso que eu luto e por isso detesto qualquer forma de atraso intelectual.

Anônimo disse...

Lista de Excluidos:

Familia fernandes, Culau, Lair, Yeda Laranjal, Confessionário Busatto, FHC (e seus bancários condenados - pelas ações fraternas), Gerdaus, GM, Cel Mendes.....


KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

Anônimo disse...

"minha posição política é a inclusão social dos excluídos".

Maia, pra quem lê diaraiamente o que tu postas aqui no blog do Feil, não é não. É diametralmente oposta ao que escreveste. Que foi o que eu disse às 10h30min.

jaime disse...

O MAIA ESTÁ FALIDO ATÉ NAS IDÉIAS !!

Contato com o blog Diário Gauche:

cfeil@ymail.com

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