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Surf no lixo contemporâneo: a que ponto chegamos! E que mundo deixaremos de herança para Keith Richards?

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

O retorno das revoltas e revoluções sociais?


Reflexões de outubro

"Nós decidimos tomar medidas decisivas e utilizar todos os instrumentos à nossa disposição para sustentar as instituições financeiras que tenham importância sistêmica e impedir que elas possam falir." - Plano de Ação do G7, Washington, 10/10/2008.

Na segunda-feira, dia 13 de outubro de 2008, o mundo amanheceu em silêncio e ficou em suspense, durante quase todo o dia, à espera do que seria uma espécie de "duelo final" entre o poder político e os mercados, que estaria se travando nos principais centros financeiros do mundo. No final do dia, entretanto, os primeiros sinais já indicavam que não houve duelo e que o poder político havia imposto sua autoridade sobre os "mercados financeiros".

Depois de uma semana de pânico, entre os dias 5 e 12 de outubro, em poucas horas os governos das principais economias do mundo conseguiram formular um "plano comum" de intervenção massiva e estatização parcial dos seus sistemas financeiros, que cumpriu com o seu objetivo imediato de estancamento de "sangria" e estabilização do cambio.

Quem quis, pode ver e aprender, naqueles dias, que existe uma relação essencial e expansiva entre o poder político e o capital financeiro, e que apesar de tudo o que foi dito e repetido nestes últimos anos, o poder político tem uma precedência hierárquica e dinâmica, com relação aos mercados e ao capital financeiro.

Ou seja: o poder e a riqueza capitalista se expandem juntos, mas o poder político é uma condição essencial, permanente e dinâmica dos mercados e do capital financeiro.

Neste sentido, é interessante observar que o plano de nacionalização dos principais sistemas financeiros do mundo tenha sido formulado pela Inglaterra, com base na experiência da Holanda e antes de ser aceito pelos EUA e pela UE. Logo a Inglaterra e a Holanda, as duas potências marítimas e econômicas que teriam estado na origem do "capitalismo liberal" e na defesa permanente do laissez-faire.

Nas semanas seguintes, depois do dia 13/10, a própria evolução da crise foi dando maior transparência à uma outra relação que costuma embaralhar a análise dos economistas: entre a moeda estatal e as infinitas moedas privadas e financeiras que coexistem dentro de um mesmo sistema econômico nacional e internacional.

Permitindo separar a crise do "mercado financeiro do mundo", que se estabeleceu nos EUA depois de 1980, de uma crise eventual do dólar e da hegemonia monetária dos EUA que ainda não aconteceu. E foi esta a estratégia que o governo americano adotou no campo internacional buscando sustentar a confiança e a centralidade mundial do dólar.

Durante todo o mês de outubro, os EUA mantiveram uma comunicação e uma coordenação com os governos e os BC’s do Japão e da China - os maiores detentores mundiais de obrigações do Estado americano -, sendo que no caso da China, em particular, estabeleceu-se uma verdadeira parceira estratégica com o Tesouro americano, na defesa do dólar, e dos interesses financeiros comuns dos dois países.

Na mesma linha de atuação, depois do dia 13/10, o banco central americano, Fed, tomou a iniciativa e fechou acordos para garantir liquidez em dólares dos BCs da Austrália, Canadá, Dinamarca, Inglaterra, Japão, Nova Zelândia, Noruega, Suécia, Suíça, e com o próprio Banco Central Europeu. Logo depois, no dia 29 de outubro, o Fed ofereceu as mesmas facilidades e condições e mais uma linha de US$ 30 bilhões, para cada um dos BCs, do Brasil, México, Coréia do Sul e Cingapura.

No mesmo dia em que o FMI anunciou, em acordo com o governo americano, a criação de uma nova linha de crédito sem condicionalidades, para países em desenvolvimento que estejam sofrendo os efeitos da crise e que mantenham políticas econômicas "sadias".

Ao lado dos programas tradicionais de ajuda do FMI que vem sendo negociados neste momento com os governos de quase todos os países da Europa Central, além da Islândia, Turquia, Paquistão e outros prováveis candidatos do sudeste asiático.

Ou seja: em poucas semanas, depois do dia 13 de outubro, o Tesouro americano e o Federal Reserve, junto com o FMI, tomaram a iniciativa dentro e fora dos Estados Unidos e passaram a atuar de forma agressiva, coordenada e global, para sustentar a estabilidade e a centralidade do dólar. Não há sinais de que os EUA estejam perdendo seu poder e sua capacidade de coordenação monetário-financeira, dentro da economia mundial.

Por isto se pode dizer - com razoável grau de segurança - que os problemas sistêmicos provocados pela crise financeira, deverão vir de outro lado, e eles já estavam se anunciado, nos últimos dias do mês de outubro. Até então, a intervenção das grandes potências manteve em funcionamento as funções básicas do sistema (como se fosse cérebro, coração e pulmão) , mas não teve como impedir o efeito contágio da crise, que já passou das finanças para o crédito, e deve atingir a produção, o emprego e as exportações de todo mundo, e de forma muito mais grave, no caso dos países menos desenvolvidos e com menor capacidade autônoma de socorrer seus próprios bancos e produtores.

Todos organismos internacionais estão prevendo quedas acentuadas da produção, dos preços e das exportações. E a OIT está prevendo um aumento imediato de 10% do desemprego mundial, mais concentrado nas regiões mais pobres do mundo. Nestas regiões, deve se prever um processo complicado de desintegração social e política, e o mais provável é que voltem à ordem do dia as revoltas e revoluções sociais. Elas não serão socialistas nem proletárias, mas adquirirão maior intensidade e violência nos territórios situados em "zonas de fratura" ou de disputas e conflitos geopolíticos crônicos.

Isto poderá ocorrer em vários pontos da Europa do Leste e em alguns países da Ásia Central, e poderá assumir uma forma dramática no continente africano, sobretudo se esta regressão econômica e social coincidir com uma nova corrida imperialista sobre a África, que pode ser uma prolongação muito provável da crise atual.

Artigo do professor José Luís Fiori, publicado hoje no jornal Valor.

Foto: Conflitos sangrentos no Congo (ex-Zaire) deixam milhares de refugiados à deriva, morte e destruição. Isso está acontecendo agora, no momento presente.


21 comentários:

panoramix disse...

Esta visão de caos na produção e empregos, com a consequente desintegração da relação entre as pessoas está sendo convenientemente tapada pela mídia mundial e somente virá às machetes quando bater na porta deles. É uma visão negra que atingira o planeta inteiro em pouco tempo! Posso dar um exemplo: moro no menino deus e dias atrás ao voltar do supermercado ví um cidadão jovem com o filho de aproximadamente 3 anos "chafurdando" no lixo do meu prédio. Foi quando tirou de um saco uma banana preta e certamente podre e alcançou à criança. No exato momento passava uma senhora "aprendiz de burguês" com seu cachorrinho cheiroso e penteado, fez cara de nojo, puxou a guia do totó e se esgueirou perto das grades, certamente pensou: não tenho nada a ver com isto, o problema não é meu! O que dizer?
Eu, naquele momento, fiz a minha parte, mas acho que ainda é muito pouco! Pode-se colocar a cachorrada "fina" que está tomando conta dos condomínios classe média (imitação do modo de vida egoista do americano - mais uma vez!) como um símbolo do descaso com o próximo. Estes "cidadãos canis" estão vivendo melhor do que muita criança e isto vai ter consequências graves!

Carlos Eduardo da Maia disse...

Já lí zilhões de vezes em outras ocasiões esse tipo de discurso catastrófico do príncipe Fiori. Acompanho Fiori faz muito tempo e ele sempre foi assim. Sempre apostou no pior. E sempre perdeu suas apostas.

Carlos Eduardo da Maia disse...

Panoramix, a culpa não é dos totós das madames, mas do Estado que não faz o seu papel essencial de gerar inclusão social. Claro, os políticos ficam se preocupando em administrar o Banrisul, a CEEE, os Correios da vida e deixam de lado o que efetivamente importa: prestar à população de baixa renda um bom serviço público. O papel do Estado é esse e não ficar administrando empresas de prestação de serviço.

Anônimo disse...

O pseudônimo Maia é uma mistura radical da Velhinha de Taubaté com a Poliana.

MASQUINO disse...

Esse Da Maia é impagável.Depois de ver que o tal mercado não faz o maná cair dos céus,ainda acredita que Dom Sebastião(o Mercado) vai voltar e construir um imenso Portugal.É um sebastianista que já não encontramos mais aqui pelo nordeste.//Vejam como o FED cria dinheiro a partir do nada:
http://www.scribd.com/search?query=Modern+Monetary+Mechanics&x=41&y=16

Carlos Eduardo da Maia disse...

Eu apenas não acredito que o mundo vá mudar radicalmente a partir da atual crise financeira. Acho apenas que os Estados mundiais devem fortalecer o poder de fiscalização sobre os ativos financeiros das empresas. Pode gerar aqui e acolá um aumento no número de desempregados. Podem ficar descansados, a crise não vai gerar nenhuma revolução socialista. Muito pelo contrário, a provável aproximação Obama com a dinastia Castro pode tornar mais capitalista a chamada ilha socialista.

Anônimo disse...

Feil, desculpe mudar de assunto, mas acho que o eterno tucano e mau magistrado enlouqueceu literalmente. Na última reunião do CNJ exigiu que todos os juízes da Banânia não citem os nomes das operações da PF. Socorro!

armando

Anônimo disse...

Maia, hoje v. não citou a "certa esquerda". O mundo mudou ou v. tomou seu remédio hoje? Brincadeirinha.

armando

Carlos Eduardo da Maia disse...

Armando, a "certa esquerda" continua ai, como se vê pelo artigo do nosso blogueiro que acredita e tem esperanças, ainda, em revoltas e revoluções. Se o pessoal da social democracia que aposta nas reformas não faz mais parte da esquerda, quem são, afinal, os autênticos esquerdistas? O spartaquismo faliu, o bolchevismo também. A dinastia Castro está caminhando para o seu final e o populismo chavista segue sendo a única alternativa. E que alternativa chinfrim.

Carlos Eduardo da Maia disse...

Sobre a foto acima e o comentário do Feil. Ele diz que o Obama deve resolver a questão do Congo. Interessante, "certa esquerda" sempre foi contra qualquer tipo de intervenção americana. O que, afinal, o Obama pode fazer? Mandar suas tropas lá como fez no Afeganistão ou no Iraque?
Nem mesmo o Guevara conseguiu resolver a situação do Congo. Aliás, ele se deu conta que a questão africana não se resolve com o discurso vazio da luta de classes. O que ocorre no Congo é o que sempre ocorre nos países paupérrimos do mundo, máfias que lucram com a fome, preconceito, brigas étnicas que podem chegar ao genocídio e gangs articuladas.

Anônimo disse...

E "certa direita" não vira o disco, hem seu Maia? Fica parada na guerra fria. Por exemplo, a vitória do Obama significou, principalmente, a derrota da direita terrorista idolatrada por nossos adoradores de Miami, como v. caro Maia. "Algo está acontecendo e v. não está percebendo".

armando

Anônimo disse...

"A bolsa reflete os humores do mercado, e, ainda na área juvenil, talvez a melhor personificação deste tenha sido dada pelo grande Walt Disney. O mercado é avarento, desconfiado, pão-duro, mesquinho, covarde, histérico, ganancioso e... rico. Ora, é o Tio Patinhas. Portanto, nós conhecemos esse perfil psicológico desde a infância, ao contrário do que dizem os ressentidos. Não é de estranhar que Tio Patinhas more em Patópolis, onde o habitante mais conhecido e bem-sucedido é um rato. Mas a cidade está cheia mesmo é de patos."

Escreveu em artigo um tal de Jackson Busatto, imaginem se fosse o Olivio...

Claudio Dode

panoramix disse...

Caro cidadão Carlos Eduardo Maia V.Exa. tem idéias e posições de dar pena. Uma profunda pobreza de espirito! Triste!

Anônimo disse...

O Maia, às vezes, tem razão, até porque lugares comuns muitas vezes são corretos. Com muito mais freqüência, ele diz as maiores besteiras, mas, acima de tudo, antes de mais nada, é... um chato!!!!!!!!

Anônimo disse...

Atenção!
O crime tomou o poder no Brasil. Leiam:
A devassa da devassa


Por neófito
Boa tarde, Nassif.
Sou Policial Federal e me orgulho muito disso. Mas infelizmente o momento interno da PF não é dos melhores.
Nunca manifestei em blog’s, paineis de leitor e outras coisas do gênero, mera discrição, mas hoje preciso desabafar e você é um dos poucos jornalistas em que confio no momento.
Acompanhei várias investigações podendo citar como principais: “Law Kin Chong (Capela), Maluf (Bob Pai), Máfia do apito (Atenas e Atenas II), MSI/Corinthians (Perestroika) e Daniel Dantas/Naji Nahas (Satiagraha).
E aprendi a observar jornalistas, lendo o que eles escrevem sobre o que vi nesse tipo de trabalho. Muitos “pescam” situações isoladas e depois “complementam” os espaços vagos com suas ideologias, releituras, “outras fontes” etc; por vezes “criando” versões totalmente dissociadas dos fatos.
Você, Nassif, no momento é o que traz notícias e comentários mais próximos à realidade, não questiono se isso é relevante, apenas descrevo um fato, não o vejo comprometido com interesses políticos ou econômicos (o que pra você pode até ser ruim já que muitas vezes a sobrevivência financeira do jornalista depende de agradar os interesses dos financiadores dos meios de comunicação)
Em se tratando da Satiagraha, as informações disponíveis na internet são poucas (em comparação ao volume de dados coletados durante os trabalhos e o número de pessoas envolvidas que não foram presas). Se um jornalista sério tivesse acesso a 10% dos dados coletados já teríamos uma revolução no país, iniciada pela mídia. Muitas vezes me vi tentado a explicar o que muitos leitores questionam em seu blog, mas por motivos legais (sou funcionário público e estaria cometendo crime sujeito a demissão) não posso ajudá-lo, mas posso dizer que “todas as análises que você fez sobre o caso Satiagraha estão corretas”.
Hoje pela manhã recebi a visita de alguns colegas da PF, tinham um mandado de busca e apreensão para cumprir em minha casa, foi chamada de “operação G” (será que o “G” é de Gilmar ???). Acordei minha esposa e meus filhos para que acompanhassem as buscas em nosso apartamento, estavam “procurando grampos ilegais e mídias”, como todo o trabalho em que participei sempre foi respaldado por autorização judicial (seja a interceptação telefônica, ambiental ou ação controlada), não havia nada a ser encontrado, como não
encontraram.
Está apenas difícil de explicar para meus filhos e esposa que eu trabalhei honestamente como Policial Federal, não aceitei a proposta de suborno de um milhão de dólares, encontrei muita prova contra as pessoas que foram investigadas na operação Satiagraha e hoje recebi em minha residência busca autorizada pela justiça de Brasília e cumprida pela PF.
Entendi o recado... se quiser trabalhar, faça o trivial. Se quiser investigar, investigue um “peixe-pequeno” (ou seriam os três “P”), mas o melhor é que até agora não encontrei nenhuma linha na internet dizendo: “Policiais Federais que trabalharam na Satiagraha são alvo de busca e apreensão em suas residências como reconhecimento pelos trabalhos prestados.”
Realmente não é um dia dos melhores, mas com certeza o número de pessoas indignadas com esse tipo de situação está cada vez maior e essa “revolução silenciosa” não vai tardar. É o que penso, espero... peço a Deus.
Comentário
Confirmei com a Comunicação Social da Polícia Federal que hoje de manhã foi deflagrada uma operação visando apurar vazamentos do Satiagraha. Segundo me informaram, está sendo conduzida pela Corregedoria da Polícia.
Força e fé, pessoal!'
Comentário 2
Leio nos comentários que o juiz que autorizou a operação foi Ali Mazloum. Duas informações sobre Mazloum:
1. Ele foi uma vítima da Operação Anaconda. Fui o único jornalista a defendê-lo na época. Todas as referências que tenho sobre ele são positivas.
2. Até por ter sido vítima da Anaconda, Ali Mazloun não poderia ser considerado isento para julgar a Satiagraha. Em vez de ir à forra, deveria ter se considerado impedido.

edu disse...

O artigo é interessante, apesar de repisar fatos e ditos.

A analise é superficial (por isso permitiu varios comentarios maia).

Sao dois os pontos que resumem toda a historia, exesso de dinheiro, que vale apenas o proprio peso em celulose refinada (0,05 o kg), e a regressao da economia, que dava lastro para uma parcela da moeda.

Se somarmos toda papelada referente a derivados + dolares de fresca estampa teremos dinheiro pra comprar o mundo todo, de porteira fechada, 12 X...

Entao pergunto: o que vamos comprar com toda essa papelada?

Carlos Eduardo da Maia disse...

Armando, sempre apoiei o Obama que, inclusive, ganhou na conservadora Florida. E que bom que Obama ganhou e ganhou bem da direita reacionária americana. Mas para você, Armando que acredita apenas na religião do materialismo histórico, o Obama continua sendo um cara de direita. E Obama não é de direita.

Anônimo disse...

Eu queria que o Çabio do Maia descrevesse quais são as diferenças idológicas entre um decomcrata e um republicano.

Os dois são exatamente identicos ideológicamente, é o tal do sistema de "partido-duplo único" criado para fraldar a democracia.

Claudio Dode

edu disse...

Claudio

Nao te parece que as eleiçoes em POA foram muito parecidas?? Fogaça até queria dar uns amassos na Rosario...(a quanto nòs ja descemos...)

Estamos atravessando uma fase em que nao existe mais diferenças ideologicas ou propostas de administraçao, apenas maquiagem, som, imagem...

Isso vai bem na escolha da baranga Brasil ou baranga verao, mas politica é coisa séria...politicos fazem guerra... e matam pessoas...

Carlos Eduardo da Maia disse...

Certa esquerda sempre acha que todos aqueles que não compartilham da santa fé pelo materialismo histórico são os pagões da ignorância. Se até a social democracia européia é taxada aqui de direitista, quem é afinal de esquerda? Talvez metade da torcida do Zéquinha. E tem show lá hoje. E show dos bons.

Anônimo disse...

Ô Maia, responda, mas sem mentiras ou meias verdades, nem fugas para a "torcida do Zequinha":

Qual é diferença entre o Partido Republicano e o Partido Democrta nos EUA?

Quando a tua manifestação: "certa esquerda" continua ai, como se vê pelo artigo do nosso blogueiro que acredita e tem esperanças, ainda, em revoltas e revoluções".
Só posso dizer que pior mesmo é acreditar que aquilo que vivem nos "states" é democracia.

Já torcer pelo Obama está na tua formação colonialista.

Claudio Dode

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