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Surf no lixo contemporâneo: a que ponto chegamos! E que mundo deixaremos de herança para Keith Richards?

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Igreja alerta para crise ecológica no País


Análise de conjuntura da CNBB critica lulismo de resultados

Documento da Igreja Católica intitulado "Análise da Conjuntura", divulgado ontem em congresso internacional em Indaiatuba (SP), critica a ação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva frente à crise econômica e diz que "Lula entregará ao seu sucessor ou sucessora um país em situação tão precária quanto a que recebeu". A informação é da Folha.

A análise aponta que "o presidente continua dando força ao agronegócio e à mineração, sem atentar para os danos ambientais", e que isso gerará "a crise ecológica" no país.

"Tudo se passa como se o aumento da produção para a exportação fosse uma solução e não um paliativo que adia a crise econômica, mas antecipa a crise ecológica, que é muito mais grave e que prejudicará mais os mais pobres do que os ricos", diz trecho do texto de dez páginas assinado por padres e teólogos assessores da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).

Os religiosos indicam que a política industrial do governo "vai no sentido de favorecer a indústria automobilística, como se ela tivesse futuro".

A análise foi feita a pedido da CNBB para orientar bispos. Apesar disso, há uma aviso que diz que "este não é um documento oficial da CNBB".

Foto do alto da página: mãe dá água ao filho, em acampamento da ONU, no Congo. Fotografia de Roberto Schmidt/Getty Images, tirada em 19 de novembro de 2008.

26 comentários:

Anônimo disse...

Não entendi, mas, agora, a "padrarada" esquerdopata vai fazer campanha contra a anta?
Seria cômico, se não fosse trágico, principalmente vindo de quem vem.
Se a Igreja já andava meio rachada, agora, desmorona de vez!
Mas,cá entre nós, há males que vem pra bem, não é mesmo?
Talvez agora passem a fazer o que nunca deveriam ter deixado de fazer: cuidar do espírito do "rebanho", ao invéz de se meter em política!

Nic

mário casado disse...

os aficcionados leitores de ZH e seguidores do cel. Mendes agora deram de vir aqui? analfabetos, escrevem como pensam, tudo errado.

Carlos Eduardo da Maia disse...

Religião é o fim. Ideologia é o fim. A mistura de religião com ideologia é o fim da picada.

gustavo disse...

"Cala a boca Magda, quer dizer MAIA!"

Anônimo disse...

Religião e ideologia podem ser o fim, mas nem por isso o que o documento assinala deixa de ser verdadeiro.
Estamos apostando num modelo superado que, exatamente como diz o texto, não resolverá a crise social e econômica mas antecipará a crise ecológica.
Será que ninguém está vendo o que acontece em Santa Catarina? Só mesmo leitores obtusos de jornais obtusos acreditam que tudo aquilo aconteceu exclusivamente por "causas naturais". A chuva excessiva tem ligação com mudança de ecossistema (até da região amazônica), os deslizamentos não teriam sido tão catastróficos se fosse outra a relação entre construções/áreas de morros. E os saques são amostra-grátis da convulsão social que testemunharemos quando a água começar a bater na bunda.

Anônimo disse...

O Mala acredita na ideologia do mercado e acha isso "o fim". Dá para entender essa coerência?

Ary da Silva Martini disse...

Realmente, acho que o governo tem que investir em obras de arte. O Museu do Vacitano tem 1.470 salas repletas de obras, que totalizam em torno de 80 bilhões de dólares. Deve ser um bom negócio.

prieb disse...

petistas morrem abraçados com Lula e não enxergam os problemas do país, a continuidade de seculares problemas e o aumento crescente da taxa de exploração do trabalho assalariado, o carnaval dos bancos, a farra do agronegócio e a moleza das montadoras de carros

Anônimo disse...

A conversa mole contra o agro-negócio é a maneira de prestigiar a agricultura de subsistência, incapaz de alimentar as grandes cidades e metrópoles. Aqui também está outra mensagem subliminar: agora de apoio aos acampamentos do MST. Mas estes não produzem absolutamente nada, nem para sí mesmos. Vivem das cestas básicas fornecidas pelo INCRA, compradas com o dinheiro de quem está lendo este comentário, e produzidas pelo agronegócio.

Nelson Antônio Fazenda disse...

Sinceramente, nada vejo de religião e nada vejo de ideologia no documento da CNBB. Também não vejo porque os padres devam deixar de opinar ou de participar da política.
O que o documento mostra é uma análise bastante realista, e verdadeira, da conjuntura brasileira atual. O Governo Lula tem demonstrado pouca ou nenhuma preocupação com as questões ambientais; portanto, construindo enorme passivo a ser saldado pelas gerações futuras. A prioridade é o produtivismo, não interessando os meios para isso.
Com Lula, tínhamos a oportunidade de iniciar um caminho alternativo, diferente, sustentável. Infelizmente, optou-se pela mesmice deletéria cujos resultados, com a altíssima degradação ambiental, já estamos sentindo na carne.

jukão disse...

Mais uma contradição: produtivismo para liquidar o meio ambiente, mas antiprodutivismo para deixar correr a política de juros altos do Bacen, afim de favorecer os banqueiros.
Contradição é pouco.

Anônimo disse...

Cala a boca Maia!!!!

Luis Augusto disse...

Não li ainda, mas irei ler o post inteiro e já antecipadamente acredito que de fato verdades estejam ali, pois para além do Lulismo vivemos um crise ambiental que é sem precedentes, que parte de um modelo de produção e consumo fracassado, das muitas opções políticas do governo Lula e de um histórico irreversível em determinados aspectos.

Agora não posso deixar de comentar ... o que a igreja católica fez no mundo (e ainda faz) já bastaria para ela peregrinar em silêncio até o fim do planeta (que é inevitável já disse Boff).

Que a Igreja, que a CNBB (olha quem criticando) olha-se algumas boas experiências que fez no passado (teologia da libertação), medita-se e volta-se a peregrinar, peregrinar, peregrinar mas em silêncio, pois o passado dela, como de nenhum outro a condena, a condena, a condena para querer “dar moral” a alguém. AMÉM

E segue de parabéns esse blog e seu editor, cada dia escrevendo melhor. Parada diária e obrigatória.
Abraço.

Carlos Eduardo da Maia disse...

É importante lembrar que esse mesmo congresso de Bispos também se manifestou contra a utilização de células tronco embrionárias, contra o aborto, contra as formas de contracepção, fez críticas à separação da sexualidade com a procriação e outras ideias feudais.Afinal das contas, o que os santos dos bispos querem? Que a sociedade brasileira composta de 200 milhões de almas invista em quê? Apenas na pequena propriedade rural que não tem condições de fixar os seus filhos na terra? Além do mais, é muito questionável afirmar que o modo de produção e consumo da sociedade brasileira está ultrapassado. É o mesmo modo de produção e consumo das sociedades socialmente desenvolvidas. É claro que deve haver responsabilidade ambiental ( e a lei brasileira, nesse sentido é uma das mais desenvolvidas no mundo). Mas francamente não dá para levar a sério o que dizem essas pessoas que gostam de usar seus "poderes espirituais".

Anônimo disse...

Cala boca Maia!!!!
Sonia

Anônimo disse...

Anônimo das 13:52: vai te informar , meu!!! Quem produz o alimento que sustenta a mesa dos brasileiros - alimento, não commodities especulativas - é a pequena propriedade, que está sendo abandonada exatamente porque essa gente explorada não agüenta mais pagar para produzir. O preço dos alimentos é mantido baixo às custas deles. A gurizada no campo não tem nem mesmo direitos trabalhistas.
Quanto aos assentamentos, aí tem de tudo, inclusive alguns desenvolvendo trabalho muito bom em agroecologia.

Anônimo disse...

É exatamente das sociedades socialmente desenvolvidas que estão vindo alguns dos melhores exemplos de novos modelos de desenvolvimento, nas mais diferentes áreas. Mas precisa garimpar esse tipo de informação na terra brasilis, onde os modelos antigos, preferidos pela mídia por favorecerem concentração de renda, ainda são apresentados como "o último grito", como diria minha bisavó...

mariorangelgeografo.blogspot.com disse...

Cala a boca Maia idiota

Carlos Eduardo da Maia disse...

Pequena propriedade e agronegócio não são excludentes. Podem conviver harmonicamente. Este Brasil é imenso e existe terra à disposição. E terra deve ter função social. Perguntem para os filhos do pequeno agricultor se eles querem ficar colhendo frutos? Parte considerável deles quer viver nas cidades. Por isso o Brasil precisa desenvolver são as pequenas e médias cidades. Fazer circular capital nesses locais. E o Estado deve ser o indutor desse desenvolvimento. Mas tudo é complicado quando o Estado não funciona direito e é refém de mentalidades retrógadas...

Armando disse...

E o a sociedade civil adverte: a religião faz mal à saúde!

armando

Anônimo disse...

" Carlos Eduardo da Maia disse...
Religião é o fim. Ideologia é o fim. A mistura de religião com ideologia é o fim da picada."

O pior é ter de voltar a dizer que o fim da picada é o fim da mãe dele na zona.

Um cara que vota e defende a Yeda, o Fogaça, o Lairm, Os Fernandes, o Culau, o Cekl. Mendes, só podia ser o Filho da puta do Maia.

Claudio Dode

Lulista de Resultados disse...

Mancada do Diário Gauche: não citou a fonte de onde chupou 90 por cento do texto acima, no caso, a Folha de S.Paulo.
Outra: leva a sério um documento da CNBB que, curiosamente, diz que "este não é um documento oficial da CNBB".
Pelo jeito, vale tudo para o blogueiro tentar legitimar essa insistente tese do "lulismo de resultados".
Esse DG está cada vez mais hermafrodita.

Cristóvão Feil disse...

Senhor Lulista de Resultados, o texto é 100% da Folha de S. Paulo, conforme está creditado no post.
Vossa Senhoria precisa ler melhor e assimilar mais.

Saudações hermafroditas!

CF

Carlos Eduardo da Maia disse...

Cláudio Dode, Vossa Senhoria precisa melhorar o nível do debate. Quer debater? Faça com educação. Eu nunca defendi a Yeda no caso do Detran. Assim como sou absolutamente contra a prorrogação dos pedágios, sem licitação. Nunca defendi nenhum dos envolvidos na picaretagem do DETRAN e adorei ter visto na ZH o presidente do DETRAN algemado. Lugar de picareta é na cadeia. Mas defendi sim o governo Yeda acerca de críticas panfletárias e epidérmicas que fazem por ai. Minhas opiniões podem mudar, porque acredito na força da dialética. E confesso aqui e agora que o Feil me fez mudar de opinião no caso Raposa Terra do Sol. Eu participo de debates para somar. Eu já fui gauche na vida e sei bem como é que certa esquerda pensa e raciocina, mas tenho todo o direito do mundo de criticar. Ou não?

Anônimo disse...

Grande propriedade e pequena propriedade não são excludentes. Esse tal de agronegócio é que, pra mim, parece mais mula sem cabeça. Coisa inventada por quem acha que a saída para a agricultura é virar linha de produção e tornar-se dependente dos fabricantes de insumos sintéticos. Sempre houve, e tomara que comece a haver mais, propriedade rural gerida como negócio. Só que, no dia em que os produtores de alimentos apurarem melhor as contas, ou acontece uma revolução ou nós ficamos com o prato desfalcado.
É claro que a gurizada do interior quer viver melhor do que vive hoje, mas a grande maioria quer viver melhor no interior mesmo, não nas cidades.

Anônimo disse...

O Maia,

Nivel de debate? um mentiroso, inescrupuloso, e dioturno defensor desta velha safada e de todas as falcatruas da dinamica dupla tucano pefelista, e dos atropelos facistas do fascinora do Mendes. Como é que tu tens coragem de cobrar nivel?

O teu nível é o da zona de onde a veia te trouxe.

Toma vergionha na cara e some.

Claudio Dode

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