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Surf no lixo contemporâneo: a que ponto chegamos! E que mundo deixaremos de herança para Keith Richards?

segunda-feira, 3 de maio de 2010

UERGS também usa software proprietário




Aluno denuncia

Olá, caro Cristóvão,

Não só a UFRGS usa programas pagos. A UERGS [Universidade Estadual do Rio Grande do Sul] também investe muito dinheiro com o Bill [Gates]. Aliás os computadores da unidade de Santa Cruz exibem um aviso de que o software é pirata, conforme fotos anexas [acima].

Ao relatar o fato para a reitoria, numa reunião do CONSUN, onde sou conselheiro discente, fui informado que não havia sido feita a validação dos programas por falta de tempo do pessoal da informática, e que os softwares dos computadores foram "doados", num lance de extrema generosidade da Microsoft, bastando para isso que "apenas" comprassem o software do resto dos setores da Universidade.

Estas informações foram dadas pelo pró-reitor de Administração que afirmou ainda que o software livre não tinha condições de atender as demandas da Instituição.

Ainda bem que estamos em fase de instauração das primeiras eleições diretas da Universidade e esperamos que venham administradores comprometidos com uma verdadeira Universidade pública.

Obrigado,

Antelmo Paulo Stoelbenn

Aluno do 8º Semestre de Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia
Representante discente no Conselho Superior da UERGS (CONSUN)
Membro do Conselho gestor do D.A. da Unidade de Santa Cruz do Sul

Clique nas imagens para ampliá-las.

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Apenas uma pergunta: se existe software gratuito, por que muitos gestores públicos preferem gastar com software pago?

6 comentários:

ogro disse...

Software livre não tem condições de atender a demanda !!
Heresia !!!!
Um professor ou gestor que diz isso tem de queimar seu "diproma" no fogo, como cantava o Premê.
A UNISINOS aperfeiçoou de tal modo o uso do linux no desktop que os funcionários não distinguem windows de linux.
E ela é bem grandinha, é privada, é modelar, faz uso de software livre na sua administração e imagino que para os alunos também.
A EMPRABA idem, é só BR-Office e não MS-Office. EMBRAPA vive cuidando dos seus tostões e faz muito bem.
Metrô de São Paulo idem, faz mais de 8 anos, e eles avaliam rigorosamente por planilha de requisitos o que usar.
No TCE, AL, ainda se admite, porque são ricos e seu altos escalões, funcionários de gabinetes e tal, estão acostumados só com word.
Mas parece que no TJ o pessoal é mais atilado e não depende do tio Bill para escrever uma sentença.
No caso do STF, processo eletrônico é navegador (qualquer um) e documentos pdf, pode-se gerar documentos em pdf com BR-Office à vontade.
Nem a preguiça de aprender coisa nova, nem a ignorância de que elas existem, nem a má fé tem acolhida em uma universidade, seja pública ou privada.

Anônimo disse...

Preguiça, "inginorância", dificuldade em treinar os funcionários, inércia organizacional, resistência a mudanças, e quem sabe uma certa lubrificada dos fornecedores.

zé bronquinha disse...

Saibam que os negociadores do "proprietário" são pessoas que se encantam com os mimos que recebem.Quando há algum encontro internacional promovido pela turma do Bill Gates, o convite é feito para todos os personagens que se envolvem nessas negociações, com tudo, tuuuddoo pago pelos anfitriões, inclusive com direito a sair do local, inclusive país, com todas despesas livres, quando não têm compras liberadas em shoppings dos states ou da Europa. Essa gente volta radiante e com malas e carrinhos cheios.Depois vem a conta e quem paga somos nós.

Juarez Vieira disse...

Isso faz lembrar a história do JABUTI NA ÁRVORE. JABUTI não sobe em ÁRVORE, se está lá, é porque alguém colocou.
Falando em termos monetários, se um programa de automação de escritórios pode ser usado de graça, porque pagar por outro?
Fico pensando cá com os meus botões, não seria o caso de alguém estar levando o seu, "por fora"?

daniela disse...

Enquando o Banrisul trocou de Linux para o "tio Bill" há alguns (neo)anos o HSBC, entre outros grandes, fez o caminho inverso. Será mesmo que o Linux não atende a demanda? Não acredito que um gigante internacional como o HSBC faria uma troca dessas se isso não fosse no mínimo possível e econômico. Alguém leva muito nessa história e com certeza não são os cofres públicos.

Marcus Hulk disse...

A burrice é tamanha dentro da UFRGS que os departaemntos e professores negam-se a usar o Broffice, que substitui perfeitamente o pacote da Microsoft. Digamos que fosse aceitável num exercício de compreensão (inclusive por que os softwares do sistema da UFRGS, biblioteca, RH, usados pelos servidores, etc só funcionam em Windows)justificar a resistência ao sistema operacional Linux, mas resistir ao Broffice é demais. Para Windows e Office a Ufrgs cede licenças, mas todo o resto em geral é pirata.

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