
Oposição formal se desmoraliza a cada semana
Depois que um instituto de pesquisas de intenções de voto deu vantagem técnica (pela primeira vez) à candidata lulista, Dilma Rousseff, e que o presidente Lula logra êxito extraordinário no acordo nuclear com o Irã, a direita do Brasil pode se preparar para o pior.
Uma leitura dos jornais de ontem e hoje, já dá para suspeitar do que vem por aí. Choro, ranger de dentes e muita guerra de nervos para desmontar o que parece inevitável: mais uma vitória do lulismo. Melhor dito: mais quatro anos de sereno para a velha direita golpista brasileira.
Lula está conseguindo êxitos sobre êxitos, tanto na política interna, quanto na externa. O acordo de Teerã, costurado ontem, é uma plataforma de lançamento para novas conquistas internacionais para o País, mas especialmente para o ex-metalúrgico, que acaricia o sonho de dirigir a ONU, em 2012.
O presidente Lula obteve um arco de alianças inédito na história brasileira, que vai dos banqueiros, financistas, especuladores, rentistas, passando por parcela do agronegócio de exportação, patronato industrial, classe operária urbana, pequenos agricultores e subproletariado. Fora desse bloco pró-lulismo, heterogêneo e desorganizado, estão os setores de classe média urbana com veleidades estético-culturais formatadas pelas falsas tendências apontadas pela mídia oligárquica - orientada por uma abstrata matriz de mundanidade e consumismo estadunidense.
Sem querer ser economicista, há que se reconhecer o relevante - determinante mesmo - papel da economia no trançado que logra cimentar classes e frações de classes tão desiguais sob a hegemonia política do lulismo tout court (seja lá o que essa novíssima categoria queira significar, tarefa acadêmica para muitas décadas de estudos e investigação científica).
O êxito econômico do País, sob o lulismo, tem garantido a coesão social e a estabilidade administrativa, mesmo que sob intensa luta de classes manifesta no tecido estatal e abafado pelo prestígio do presidente.
A oposição formal está aturdida pelas próprias contradições e rachas na tradicional base de apoio político, ficando o papel de porta-voz político aos meios de comunicação, que fazem o que podem e o que aprenderam desde sempre, quando sentiram-se ameaçados nos seus permanentes privilégios - conspirar contra as instituições e forjar crises falsas para que evoluam para crises reais.
Tarefa inglória e fracassada, até o momento.
Ao PIG, só resta a crise de nervos mesmo.
13 comentários:
Ô quê esperar deste "boca mole"...
Quero esquecer a "era FFHH".
Vi muita gente tombar em suas vidas, carreiras profissionais...
Quem sente saudade?
Eu não!
Ahmadine JÁ!
E a Hillary, hein?
Tomou coutro chapéu.....
Um dia gostaria de entender pq falam tanto do FHC?
Será pq ele ganhou do Lula duas vezes, em uma delas no primeiro turno (na reeleição)?
Ele é o homem mais temido pelo PT, só isso para explicar essa fixação pelo FHC.
A maior certeza que eu tenho é que o FHC só tranfere voto de pesar.
Claudio Dode
E o individamento interno galopante? E a capacidade do Estado investir em infraestrutura que vem diminuindo ano a ano? E o juro mais alto do planeta? Será que tudo é assim uma maravilha?
alguem já disse: toda a unanimidade é burra. O tempo é o Senhor da razão.
Um povo sem memória é um povo sem futuro. Por isso, prezado anônimo, vale, sim, lembrar a triste Era FHC.
PRA NUNCA MAIS!!! SARAVÁ!!!
Ataque de nervos devem estar os diretores da Vox e da Sensus. Preparem os pulsos, trambiqueiros.
Excelente texto, meu caro Watson. Quero dizer, Feil. "Mais quatro anos de sereno para a velha direita..." ficou muito bom; um achado.
Mas, olhando para a foto, temos mesmo que dar razão ao Macaco Simão: é o FHC, "o boca de sovaco".
Que endividamento galopante moço ?
Com o crescimento, cresce a arrecadação e a relação dívida/PIB vem caindo.
Aliás ontem a Mirian Leitão teve de escutar essa e baixar as orelhas.
O juro recorde é um compromisso com a direita financeira, exatamente um ponto importante da governabilidade que se fragmente a direita atendendo os grupos mais poderosos.
Pagamos, e daí ?
Tamos podendo.
E isso nos compra a liberdade de crescer sob Lula ao invés de diminuir sob Serra/FHC.
O tempo é senhor da razão, justíssimo, e por isso que depois de 8 anos de PSDB o PT vai ganhar pela 3ª vez.
A razão olha para o orçamento e balanço, quem não faz isso se divorcia da razão.
Só falta libertar o Rio Grande.
Ogro: e sobre a capacidade do Estado investir em infraestrutura que vem diminuindo?
Ogro: O juro mais alto do planeta não seria devido a dívida interna? Para ter dinheiro para tapar o rombo o governo aumenta o juro.
O juro está alto, mas muito, muito menos que da época tucana. Coisa de "pela metade".
A capacidade de investir vem diminuindo onde, anônimo (e ignorante) olha só: Belo Monte, Usina Nuclear, duas novas refinarias, estradas de ferro, industria naval bombando, Vinha Casa Minha Vida entregando a milionésima casa, e o PAc dois partindo para outro milhão?
Tá bom assim ou quer mais?
Claudio Dode
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