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quarta-feira, 12 de agosto de 2009

MST ocupa fazenda Southall em São Gabriel


Ação integra a jornada nacional de luta realizada pela Via Campesina em todo o Brasil

Cerca de 700 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocuparam neste momento (12/8) a fazenda Southall, em São Gabriel, na Fronteira Oeste do RS. As famílias exigem que o governo federal desaproprie o restante da fazenda de 9,2 mil hectares. No final de 2008, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) desapropriou 5 mil hectares da fazenda.

A Fazenda Southall não cumpre com a sua função social e por isso deve ser desapropriada. Em uma vistoria no ano de 2007, o Incra constatou crimes ambientais na área. Além disso, o proprietário Alfredo Southall possui dívidas com a União que correspondem ao valor de mercado da fazenda.

Atualmente no RS, duas mil famílias estão acampadas em beiras de estrada. Situação que é agravada pelo não-cumprimento do Termo de Ajustamento deConduta (TAC), em que o Incra havia se comprometido a assentar todas as famílias até o final do ano passado. Até agora, apenas 680 famílias foram assentadas no RS.

A ocupação da Fazenda Southall em São Gabriel (RS) integra a jornada nacional de luta realizada pela Via Campesina em todo o país. Os trabalhadores exigem o descontingenciamento de R$ 800 milhões do orçamento do Incra deste ano para a desapropriação de áreas para a reforma agrária.

Somente no Rio Grande do Sul, duas mil famílias estão acampadas em beiras de estrada.

Os protestos também reivindicam a atualização dos índices de produtividade, definidos ainda em 1975, portanto, desatualizados, e investimentos para o fortalecimento dos assentamentos nas áreas de habitação, infra-estrutura e produção agrícola. Parte significativa das famílias acampadas do MST está à beira de estradas desde 2003, e 45 mil famílias foram assentadas apenas no papel em todo o País.

13 comentários:

Anônimo disse...

QUE CHINELAGEM.

Anônimo disse...

Calma pessoal!!!
O lula vai cumprir o que prometeu quando autorizarem a 20a reeleição de um Presidente.
Até lá, muita cachaça e invasão do que é dos outros...

ratão disse...

Vamos trabalhar anônimo, CC tem que trabalhar também. A Yeda precisa de nós em outros lugares, mas tua fixação é o diário gauche!

Rata Tuberculosa disse...

Yeda é a melhor governadora do Brasil. Rouba mas faz.

ratão disse...

Concordo minha ratinha, nossa chefe faz, apesar da roubalheira, mas se não trabalharmos vamos perder o CC, tu conheces a chefe, ela "prende e arrebenta"!

quadrilha do detran disse...

CORONEL MENDES NELES!!!

Carlos Eduardo da Maia disse...

Desapropriou da onde, cara pálida? Houve um acerto entre o Ministro da Reforma Agrária e o Southall que embolsou uma bela grana, bem mais do que se tivesse vendido no mercado parte da fazenda. Mas os cordeirinhos do MST, doutrinados por pessoas com cérebros algemados, querem mais. Querem a fazenda inteira. Se o Cassel resolver abrir o cofre, como já fez, podem levar.

Cristiano Freitas disse...

O comentário do Mia veio de encontro ao que pretendia escrever. Os índices de produtividade são de um tempo em que a mecanização da agricultura engatinhava no Brasil, técnicas mais avançadas e excludentes (os pequenos não tem ace$$o), a monocultura turbinada por modificações genéticas de segurança duvidosa, e os novos venenos, despejados indiscriminadamente, fizeram realmente a produção agrícola aumentar muito, em volume. E os índices não foram revistos. Para qualquer um que tenha um mínimo de discernimento (basta saber fazer continhas de adição e subtração), precebe-se que qualquer um mantém uma propriedade "produtiva" mesmo sem fazer muito.
Até "tomate guacho" já dá conta dos antigos índices.
Quanto ao comentário do Maia, realmente, tornou-se alternativa para o latifundiário enterrado em dívidas (subsidiadas), vender propriedades ao Incra. Obviamente que para refinanciar a dívida (com mais subsídios), adquirir outra propriedade e continuar financiando seus projetos insustentáveis, até novo colapso, nova venda...
O MST precisa começar a exigir a real desapropriação desses "desertos".

Cristiano Freitas disse...

Desculpe, escrevi Mia, queria dizer Maia.

Anônimo disse...

O que os inteligentes esquecem é que o RS já precisou de 12 milhões de hectares para produzir o que produz em 8. Logo, tem 4 milhões de hectares subutilizados (como o são as terras dos assentamentos, as quais ninguém sabe os índices de produtividade, nem o MST sabe o que produz, porque não produz nada).
Zezinho da porteira

Udo disse...

OK, se são sub-utilizados mais ainda se justifica a reforma agrária.
Outra justificação para a reforma agrária, a depredação e destruição ambiental que faz o agronegócio. Crimes ambientais devem ser punidos também com expropriação da terra, para fins de reforma agrária. Os pequenos não depredam nem agridem o ambiente natural.

SpiritusDePig disse...

"Desculpe, escrevi Mia, queria dizer Maia"

Não precisa se desculpar Cristiano Freitas é Mia mesmo. Ele é o gatinho angora de olhos verdes da yeda. Lá sempre nas pernas dela se esfregando e aqui sempre enchendo o saco e miando!

Anônimo disse...

SpiritusDePig,

Não diz que o Maia anda se esfregando nas pernas da Yeda que ele vai sentir ânsias de vômito.

A Gazela do Parcão gosta é de encontrar um toco firme para se coçar

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