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Surf no lixo contemporâneo: a que ponto chegamos! E que mundo deixaremos de herança para Keith Richards?

terça-feira, 10 de março de 2009

O inesquecível verão de 2006 do tucanato guasca




Lair Ferst fez, sim, pacto de delação premiada

Hoje, certamente a serrista Folha não divulgaria essa entrevista realizada com o ex-tesoureiro da campanha de Yeda Crusius, o lobista Lair Ferst (foto), e publicada no dia 6 de agosto de 2008. O fac-símile está ali acima, para refrescar a memória embaçada dos céticos e esquecidos.

Lair Ferst fez – sim – pacto para delação premiada. Em agosto do ano passado ele já deixava claro sobre essa decisão pessoal, assim como envolvia de forma definitiva a governadora no imbróglio detranzista e outros imbróglios.

Outro elemento que hoje se esclarece, e que havia ficado obscuro na entrevista à Folha é o seguinte trecho:

“Aparecerão nomes que não foram nem citados no inquérito. Há vários personagens que não foram citados que poderão a ter sua participação esclarecida”.

Lair estava dizendo isso pensando no seu companheiro de partido, o tucano Marcelo Cavalcante, que em meados do ano passado havia procurado autoridades policiais e da promotoria para se informar sobre o procedimento do recurso à delação premiada. Marcelo não havia sido citado no inquérito e de fato não foi indiciado, mas era um cofre vivo de informações pronto para explodir. O desfecho de sua vida é conhecido.

As recentes denúncias do PSOL/RS convergem e confirmam essa entrevista de Lair Ferst, e acrescentam que o lobista tucano pagou um módico pedágio para gozar dos benefícios judiciais da delação premiada. A contrapartida de Lair ao Judiciário e Ministério Público Federal resume-se a apenas 28 áudios com vídeos reportando tudo sobre o que o tucanato guasca fez no inesquecível verão de 2006.

O ar segue pesando toneladas no Palácio Piratini.

16 comentários:

Moshe Avral Natan disse...

Bah! a chapa esquenta lentamente, lentamente...

Anônimo disse...

Caro Cristóvão,
Diante de tudo isto eu me pergunto: Onde está a oposição? O que faz o PT que possuí a maior bancada (de oposição??!!) na ALERGS? O PSOL que nem bancada possuí teve que dar a cara a tapa!
Estamos muito mal se tivermos que depender do PT do RS para retirarmos a desgovernadora do Piratini.
Abraços,
José Luís

Carlos Eduardo da Maia disse...

Antes da operação Rodin, os contratos das empresas de Lair Ferst com o Detran foram rescindidos. Isso ocorreu no governo Yeda. Se Yeda era alinhada com Ferst por que seu governo rescindiu os contratos? Ou seja, quem administrava o Detran (inclusive no governo Rigotto), conforme disse o Busatto, era o PP do Germano. Flávio Vaz Netto não era homem da Yeda, mas de Germano. Lair queria a interferência de Yeda junto ao Detran para continuar prestando serviço, como terceirizado, da autarquia. Nunca conseguiu, porque quem administrava o Detran era o PP. FAz mais de dez dias que o PSOL fez as denúncias e nenhuma prova até hoje foi mostrada, nem mesmo um início de prova.

mariorangelgeografo.blogspot.com disse...

Até hoje, também, não surgiu uma única prova sobre o famigerado "mensalão". Se o Psol não mostrou provas e, apartir daí, não há implicação dos denunciados. Então o que denunciou Roberto Jeferson (também sem provas) não tem fundamento.

Mas, ao contrário, a operação Rodin tem inúmeras provas sobre o esquema do Detran. Tanto que existe um processo em andamento contra os implicados.

Carlos Eduardo da Maia disse...

Como não existiu prova do mensalão, se o STF, por ampla maioria, decidiu denunciar toda a quadrilha? E mais, a Veja estampou em sua capa os contratos de financiamento do Marcos Valério com o PT. E os macacos de auditório tem a cara de pau de dizer que nunca surgiu prova do mensalão!! Que mundo eles vivem?

jukão disse...

... ih! o cara cita a Veja, aquele monumento à des-credibilidade.

Cita logo então o Protocolo dos Sábios de Sião como argumento, sua anta paralítica.

Anônimo disse...

Tem razão o José Luis. O comportamento do Pavan deu vontade de vomitar.

Carlos Eduardo da Maia disse...

Jukão, estou falando de documento que é uma prova mais do que provada, o contrato assinado pelo Genoíno e por Marcos Valério.

Anônimo disse...

Como não existi prova se os quarenta apaniguados foram indiciados e alguns presos?

O que o Culau foi fazer, além do chopinho, com o Lair depois de uma encenação televisiva transmitida, lógico, pela RBS?

Se tirar o Lair e botar o Germando dá no mesmo, assim como dá no mesmo que a Yeda sabia.

Mente que a RBS garante!

Claudio Dode

Milton Ribeiro disse...

Sempre acompanhando, Cristóvão, e, por vezes, esfregando as mãos.

Milton Ribeiro disse...

Ah, falta ainda aquele nome...

Luís disse...

Aviso à direita que se pretende séria: são cada mais patéticas as tentativas de defesa desse fascismo-de-ocasião que assaltou o governo do estado... o corpo no lago sepultou qualquer dúvida... a quem as tinha, claro.
Na minha vida nunca havia visto um esquema de poder tão desnudado, e ao mesmo tempo tão vergonhosamente sustentado por essa direita totalitária que vem assaltando o RGS há 200 anos.

Ary disse...

"Como não existiu prova do mensalão, se o STF, por ampla maioria, decidiu denunciar toda a quadrilha?"

Embora tenha validade no cenário político, no mundo do direito essa é uma lógica de néscio.

Prestes disse...

Participação pífia do PT mesmo.

Fernando disse...

O presidente da AL, deputado Pavan fica as tardes todas sentado no plenário coordenando burocraticamente e regimentalmente o torneio retórico dos parlamentares guascas.

É um burocrata perfeito. A crise nem é com ele. Não consegue ter uma palavra de orientação e direção para sua própria base. Ele é o dirigente de um Poder estadual mas se comporta como se fosse um vendedor de picolé da esquina.

Nelson Antônio Fazenda disse...

Talvez seja por isso, meu caro Fernando, que o nome dele foi facilmente aceito para dirigir a AL neste ano.
Imagine toda esta quantidade de denúncias acontecendo em um governo do tipo daquele que comandou o Estado de 1999 a 2002. A mídia hegemônica e seus (de)formadores de opinião estariam, desde às 6 horas da manhã até o término da noite, durante dias, semanas, mesmo meses, trazendo "furos" para incriminar o governo. ainda que não houvessem provas conclusivas.
Mas, como o atual governo faz parte da patota dos tubarões - teve sua eleição financiada por eles e para eles está governando -, a mídia "toca o barco" como se nada estivesse acontecendo de mais grave.
Liberdade de imprensa é isso.

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