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Surf no lixo contemporâneo: a que ponto chegamos! E que mundo deixaremos de herança para Keith Richards?

sexta-feira, 27 de março de 2009

Lançamento do Dicionário Internacional da Outra Economia


É hoje!

Palavraria – Rua Vasco da Gama, 165, Bom Fim – Porto Alegre
Dia 27 de março de 2009, sexta-feira, às 18h30
Estarão presentes os dois coordenadores brasileiros da obra: Antonio David Cattani e Luiz Inácio Gaiger

O “Dicionário Internacional da Outra Economia” é uma edição publicada em Coimbra, Portugal, e representa o ponto culminante de trabalho em progresso que gerou quatro outros livros sobre alternativas para uma nova economia que não a capitalista.

Publicado pela Editora Almedina, o livro apresenta 58 verbetes conceituais e analíticos produzidos por 52 autores oriundos de três continentes. A coordenação é dos brasileiros Antonio David Cattani e Luiz Inácio Gaiger; do francês Jean-Louis Laville e do português Pedro Hespanha.

A idéia original foi concebida em 2002, durante o II Fórum Social Mundial, e devido à importância crescente do tema, o estudo se ampliou e ganhou novos colaboradores ao redor do mundo. As edições anteriores A Outra Economia (2003), La Outra Economia (2004), Dictionnaire de l'autre économie (2005) e Dizionario dell'altra economia (2006) tiveram suas cópias esgotadas no Brasil, Espanha, França e Itália, respectivamente.

O Dicionário Internacional é uma obra interdisciplinar considerada a mais atual na análise das novas experiências materializadas no cooperativismo, nas empresas autogestionárias e nas redes de colaboração solidária. Estas temáticas dizem respeito aos campos das Ciências Sociais, da Economia e da Administração.

O conjunto de verbetes insiste na importância de mudar a lógica dominante de viver e trabalhar apenas para produzir. Segundo as palavras do sociólogo Boaventura Souza Santos, uma “outra economia” deve servir para a realização plena do ser humano.

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Parabéns e sucesso, amigo Cattani!

6 comentários:

Carlos Eduardo da Maia disse...

Uma nova economia que não a capitalista??? Tá bom, tá bom.... E tem cara pálida -- gente branca de olhos azuis, como os Stédiles da vida -- que acredita.... No munda da diversidade da Daslu e do MST cada um consome o que acredita.. É questão de opção. O importante é que exista a liberdade de opção econômica e política. Hoje vi uma foto da via campesina com a bandeira de Cuba, que é um país onde não tem Daslu, não tem classe média e todos vivem na mesma miséria, porque impõe uma restrição a toda a sociedade -- com exceção dos companheiros, of course -- a opção exclusiva do monopólio estatal. Certamente não é essa a nova economia que se busca para um mundo melhor e possível, mas por que, então, a via campesina e o MST insistem em tremular por ai a bandeira de Cuba? Todos os ítens relacionados no Dicionário de Outra Economia são plenamente viáveis numa economia capitalista. É inegável que uma empresa tem função social, uma propriedade tem função social. Totalmente equivocado, portanto, o que está dito no primeiro parágrafo do post. Todas as propostas elencadas são plenamente possíveis de serem estabelecidas numa economia capitalista e numa sociedade democrática, onde seja possível a alternância no poder.

Anônimo disse...

Seria melhor que o Mala Maia fosse ler o livro, em vez de estar espionando o MST.

Anônimo disse...

Ler e procurar entender...

gustavo disse...

Como sempre, o Maia nem conhece o assunto e da as opiniões mais estapafurdias, todas categóricas e apaixonadas, é por isso que é nosso palhaço de plantão(24 h por sinal)

Nelson Antônio Fazenda disse...

Os trabalhadores rurais sem terra do MST empunham a bandeira de Cuba para demonstrar a sua homenagem e solidariedade à centenária luta dos cubanos para escapar às garras e à opressão do império yankee. Um império onde, dizem, tem alternância de poder, sendo, por isso, democrático.
Assim como o MST vai, sem dúvida, solidarizar-se com o povo estadunidense quanto este iniciar sua luta para por abaixo o Sistema de Poder, supostamente democrático, que também o domina e o oprime.
O MST, com certeza, também vai solidarizar-se com o povo judeu quando este rebelar-se contra o Sistema de Poder, que dizem, democrático, que lhe impõe o medo eterno para que aceite a política extremamente racista e belicista levada a cabo pelos sucessivos governos israelenses. Então, veremos o MST tremulando bandeiras também dos EUA e de Israel.
Não importa que regime de governo possua determinado país; entre os povos deve existir sintonia e solidariedade.
Vida longa ao MST!

Anônimo disse...

O livro acabou de ser lançado e o Maia já leu tudo?... rsss

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