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quarta-feira, 11 de março de 2009

Ministra Rousseff criticou o termo “ditabranda”


“A branda eu não conheci”

A ministra Dilma Rousseff da Casa Civil criticou ontem o termo "ditabranda" em seminário sobre mulheres no poder. No final da palestra, disse: "Sou produto da dura. A branda não conheci".

"Muitos ainda chamam a ditadura de ditabranda. Uma inversão absurda da questão relativa a qualquer processo de restrição de liberdade, de prisões. Não interessa se são dois, se são cem, se são mil [os mortos e desaparecidos pela ditadura]", disse ela, sem citar o diário da família Frias.

O termo, usado em editorial publicado pela Folha no dia 17 de fevereiro para caracterizar o regime civil-militar brasileiro (1964-1985), recebeu críticas, entre elas as dos professores Maria Victoria Benevides e Fábio Konder Comparato.

Em nota publicada no domingo, o diretor de redação da Folha, Otavio Frias Filho, avaliou que o jornal errou ao usar a expressão "ditabranda".

Rousseff (foto) disse que durante a ditadura foram reprimidas manifestações culturais, sendo preciso levar em conta não apenas "o aspecto da tortura e da morte, [mas] também o aspecto da restrição absoluta à liberdade".

A ministra lembrou que, durante o regime militar, houve tratamento indiscriminado a homens e mulheres no quesito repressão. "A violência que bate em Pedro, bate em Maria. Basicamente foi isso que aconteceu." A informação é da Folha, de hoje.

25 comentários:

Jordi disse...

Como está muito bem explicado, "o diretor de redação da Folha ... avaliou que o jornal errou ao usar a expressão "ditabranda". Isso só deu por pressão da sociedade. O diretor não acha o termo incorreto, e sim avalia que o jornal errou o usá-lo. Se não fosse a gritadura geral, não teria havido retratação, como não ha em muitas coisas quea FSP tem escrito.

maria alice disse...

Grande Dilma!!!!!!!!!!!!!!!!

Ary disse...

Tanto é verdade, Jordi, que ele não se deu por vencido e chegou ao cúmulo de dizer que a esquerda brasileira defende o regime cubano, querendo, com isso, dizer que em Cuba existe ditadura.

Jordi disse...

Bom, Ary, 40 anos da mesma pessoa no governo, partido único, imprensa censurada, etc, tampouco podem ser chamadas de coisas brandas...

Em tempo: tenho imensa simpatia pela Revolução Cubana e já residi no país.

Prieb disse...

Nos States só muda o nome do presidente e do partido, mas a linha política é sempre a mesma desde sempre. A imprensa idem. É 100% a favor do sistemão, com nuances para atender as diferentes camadas de mercado e de consumidor.

Ary disse...

Claro, claro, jordi. Não sei por que, mas algo me diz que a imprensa no Brasil é mais censurada do que em Cuba. Prieb tem razão: nos EUA, desde sempre, dois partidos se alternam no governo - ambos de direita -, diferem entre si apenas nas questões tributárias/fiscais. Vendem aquilo como sendo democracia. A Nicarágua cedeu à pressões, promoveu eleições livres e deu no que deu. Eleições livres e periódicas, alternância no poder, pluralidade partidária, nada disso significa democracia, necessariamente. Bem, aguardemos a opinião do Maia. Um abraço.

Carlos Eduardo da Maia disse...

Eu fecho com a Folha. Ela se equivocou em utilizar o termo ditabranda, mas inequivocamente o governo da ditadura militar brasileira foi mais brando e mais desenvolvimentista do que os dos outros países do cone sul. Por amor à historia essa verdade não pode ser omitida.

Não se pode comparar a democracia americana (que tem sim seus erros e equívocos) com a dinastia do partido único que limita todos a mesma miséria que existe em Cuba. Em Cuba os particulares estão impedidos de acessar a internet. Existe uma lei de 2004 e o motivo é que não existe prioridade. Esse tipo de restrição não ocorre e impensável que ocorra nos EUA. Os livros do grande escritor e cronista do cotidiano de Havana Juan Pedro Guterrez não podem ser vendidos na ilha da dinastia Castro. E tem gente da nossa esquerda que defende esse regime troglodita. E defende e não tem vergonha na cara de defender. Coisas da vida.


Nos Estados Unidos você tem todo o direito do mundo de manifestar qualquer tipo de pensamento e existem opções políticas e econômicas para todos os gostos. Existe sim o domínio de dois grandes partidos, mas é muito diferente do sistema cubano, onde predomina a dinastia do partido único

Jordi disse...

Tem muitas maneiras de proibir livros e expressão de ideias. Achar que "Nos Estados Unidos você tem todo o direito do mundo de manifestar qualquer tipo de pensamento" é realmente uma ignorância, acho eu (pode haver outras motivações). Mas concordo que nenhum governo deveria impedir as pessoas de lerem o que quiserem, mesmo a literatura pra lá de medíocre do Gutierrez. Acho que se não fosse proibido em Cuba, ninguém leria, por exemplo, na Europa.

Será que os americanos vão devolver o nome de french fries à batatinha frita?

Cristóvão Feil disse...

Sr. Maia, ou quem quer que use esse codinome,

A partir de amanhã a fórmula - para o senhor - é um por um. Um comentário por post.

Espero que o senhor tenha entendido.

CF

Carlos Eduardo da Maia disse...

ok, feil, sem problemas.

Anônimo disse...

Bom pelo menos, vamos ter um descanso e um alivio para saco com o Maia com algum contrôle.

Não sei da onde ele tirou que nos EUA se tem todo o direito de manifestar qualquer tipo de pensamento. A bem da verdade não podemos inventar esta história.

Para começar lá tem sim o partido unico, a fantasia que existem DOIS é para que um justifique o outro, mas são programaticamente exatamente iguais. E Servem para impedir que surja algum outro, mesmo que seja ideológicamente igual como tentou o Ross Perot e outros milionarios.

É pura mentira dizer que lá tem opções politicas e economicas. A política é um partido com duas fantasias, e não atoa representados por um elefante e um jumento.

Só uma direita incivilizada como a dos fascistas guascas fica regozijando a democracia sem cidadania, isto é o fetiche do consumidor, e só.

Claudio Dode

Anônimo disse...

Não acho a literatura do Gutierrez "medíocre". Ao menos dos três primeiros livros dele lançados aqui no Brasil. Os outros não li.
E equivoca-se quem vê em sua literatura uma crítica ao país ou ao regime cubano. Falar de putas, fodas, contrabando e um certo cerceamento político não significa nada. Pode ser deslocado a qualquer país.
É como chamarem o bukowski de ani-americano, ou coi sa que o valha.

Jébs

Jordi disse...

Jébs, tens razão quanto ao caráter da literatura do sujeito (proibi-la é mais dessas coisas dos cubanos... até porque todo mundo a ilha o lê), mas quanto à qualidade, tu memo dás a resposta. Quando o Bukowski fez isso, pelo menos era um pouco inovador, para o panorama em que foi lançado, mesmo assim, tinha um texto muito melhor.
Atenção para o significado da palavra medíocre.

Anônimo disse...

Caro Feil,

perdoe-me, mas peço sua reavaliação em relação ao Maia. Entendo que sua posição (do Maia),geralmente, é provocativa, como dizíamos dos infiltrados, mas, por outro lado, a presença do Maia mostra que nós, a "certa esquerda" como ele denomina, temos firmeza de propósitos e norte certo. Claro a decisão é sua. Como v. diz o blog é tolerante, não democrático, mas mesmo assim peço sua reconsideração.

abraço, armando

Anônimo disse...

Ah, e em relação à Dilma, essa é a candidata certa para enfrentar Serra, Gilmar, mídia da unanimidade, etc. A Dilma dessa declaração.

armando

Cristóvão Feil disse...

Prezado Armando, queremos evitar que uma só pessoa monopolize o debate, invariavelmente deslocando-o para um eixo fora do post, segundo interesses particulares e politicamente identificados com o atraso e o regressismo.

Volto a frisar, este blog não é democrático, apenas tolerante com a diferença.

Abç.

CF

Mario rangelgeografo.blogspot.com disse...

Apoio a medida adotada pelo CF. Esse trol precisa de um freio, ele não sabe se comportar. Está aqui com um único propósito: desviar e desqualificar a discussão.

E o pior é que ele não tem vergonha na cara, pois não é a primeira vez que leva um "XIXI", e continua com a sua cantilena fascista aqui no blog.

Vê se te dá ao respeito Maia, cai fora. Tu, a Yeda, e toda a laia que tu defende.

Jean Scharlau disse...

É.. POde-se designar o regime político estadunidense como uma ditadura alternativa.

Anônimo disse...

Scharlau,

É um tipo de ditadura mas que eu não diria alternativa, até porque pode sugerir que tem outra possível opção, o que não é verdade. Pergunta, por exemplo, ao Ross Perot.

Claudio Dode

Ary disse...

Eu diria que nos EUA "o facismo deu certo". Lógico que não nos moldes de 30. Da mesma maneira, acho que o nazismo triunfou (modernizado) num determinadopaísquenãopossodizeronomeporquesenãomechamamdeNAZI.

Ary disse...

mechamamdeNAZI.

Jean Scharlau disse...

Claudio, eu disse alternativa em cima da alternância perene entre democratas e republicanos. :)

Anônimo disse...

Não duvidem dos eleitores brasileiros. Se já votaram no rinoceronte Cacareco e no macaco Tião, por que não votariam na cadela Estela ? Basta pegar a cadela Estela e enfeitar com um colarzinho de pérolas, pentear bem o pelo, ajeitar os dentes, ensinar a latir fino e acostumá-la a lamber os pés do povo. Quando o resto do canil acordar, a cadela Estela já vai estar subindo a rampa, com o seu colarzinho de pérolas. Aí não vai adiantar mais latir, bando de cachorros vira-latas.

Anônimo disse...

Sai! Passa! Já deitá, sabujo raivoso! Perebento!

Anônimo disse...

Dilmarréia! Para quem gosta de merda é um prato cheio.

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