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sexta-feira, 10 de outubro de 2008

RBS permanece em silêncio sobre as jogadas da parceira Aracruz


Hoje, tem uma mísera nota sobre o assunto “celulose”

Depois de dez dias de um rumor nacional que envolve as altas e arriscadas especulações da papeleira Aracruz, o grupo RBS e seus inúmeros veículos de comunicação permanecem fazendo um silêncio sepulcral sobre a parceira Aracruz.

Hoje, tem apenas a pequena nota que reproduzimos acima, tratando, ainda assim, da empresa Votorantim, informando que esta recuou de investimentos tendo em vista o galopante cenário financeiro internacional.

De fato, uma notícia relevantíssima. Não fora essa nota, estaríamos certos – esperando sentados – que alguma papeleira ainda estivesse cogitando em investir no RS – esse Éden tucano de mel e fartura.

O caso das jogatinas financeiras da Aracruz não é pouca coisa. Envolve, só nesta papeleira, cerca de 2 bilhões de reais, mas no montante geral brasileiro, alcança a estimativa de 40 bilhões de reais, uma vez que a prática de especular no mercado futuro com moedas era muito comum nas empresas exportadoras. Aliás, é o motivo de o dólar estar com esse comportamento mercurial (com viés de alta, como dizem os operadores), nos últimos dias.

Estão chamando essa crise cambial das exportadoras de “o subprime brasileiro”. Se o subprime norte-americano foi uma crise das hipotecas de imóveis, aqui ele se revela como “crise da aposta na apreciação do real”.

Se fosse um investimento cujo limite era a receita operacional das exportadoras, tudo bem. Mas, as exportadoras foram muito além do próprio jardim. Jogaram as receitas de vários trimestres e mais um pouco. Agora, enfrentam gravíssimos problemas de fluxo de caixa, com dificuldades até para pagar os débitos do dia-a-dia. E como o comércio internacional está praticamente paralisado, porque as mercadorias não tem como serem precificadas e não há liquidez, tudo se congela e o caixa de uma Aracruz, por exemplo, fica liso como gelo derretendo. Daí à falência, é um passo de anão.

Por isso seria importante que a mídia guasca informasse sobre estes acontecimentos. A papeleira Aracruz – queiramos ou não – assumiu uma importância relativa no RS que não pode ser desprezada como player do desenvolvimento (ou da bancarrota) regional.

O silêncio da RBS sobre as trapalhadas da sua parceira Aracruz é tão esquisito, quanto seria – hipoteticamente – igual silêncio do The New York Times sobre os primeiros sinais da crise imobiliária norte-americana ou sobre o colapso de Wall Street.

É inadmissível que um jornal sério e responsável não informe aos seus leitores sobre fatos que ocorrem no nariz de seus leitores. Salvo que o jornal não seja sério nem responsável.


22 comentários:

Carlos Eduardo da Maia disse...

Essa história de que a grande mídia oculta notícias é para boi dormir. Hoje com a internet é impossível ocultar fatos. A ZH pode não ter dado o devido relevo acerca dos investimentos de videogame da Aracruz, até mesmo por questão de responsabilidade com todos as pessoas que investiram na Aracruz e que movimenta uma bela graninha no Estado, faz circular capital e agregar conhecimentos. Não se pode dizer, como diz o Feil, que a falência da Aracruz pode ser um passo de anão. A mídia que disser isso está sendo completamente irresponsável e, inclusive, esse tipo de afirmação, sem conhecer a real situação da empresa, seus balanços, seus ativos etc. pode gerar vultoso processo indenizatório. Há de se ter cautela e prudência com a notícia.

Ary da Silva Martini disse...

"Essa história de que a grande mídia oculta notícias é conversa para boi dormir". "Hoje, com a Internet, é impossível ocultar fatos". Comentário meu: você é um pândego, Maia.

Maria Alice Custódio disse...

Tudo bem, Maia, mas acontece que NÃO HÁ notícia.

Vc está certo, as pessoas, os investidores precisam ser informados sobre os destinos dos seus próprios investimentos. Mas a RBS ignora o próprio fato. Esse fato não existe pra RBS.

Vc me diz porque a Aracruz publicou fato relevante em SP? e aqui não?
Explica para todos nós, sr. Maia. já que a Aracruz se nega a explicar e a RBS se omite de noticiar.
Ora, o nome disso não é exatamente prudência.
Tem outro nome e bem feio.

el barto disse...

só sei que a véia demente enterrou o RS numa dívida EM DÓLAR. e isso a rede bunda suja tb. naum fala.

Anônimo disse...

"responsabilidade com todos as pessoas que investiram na Aracruz"

HAHAHAHAHAAHAHAHAHAHAHA!!!!! Esse cara é maior humorista e todo mundo leva ele a sério. HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!!!!!!

panoramix disse...

Estamos assistindo neste exato momento uma crise que é exatamente o oposto da famosa "queda do muro", saudada pelos liberais de plantão como o fim do império do mal, só que esqueceram que estavam escorados no dito muro e agora estão colhendo os frutos da insanidade financeiro/consumista em que mergulharam o planeta. O que podemos chamar da "queda de wall street" é histórico, estamos assistindo em tempo real e vamos viver esta crise. O mais inacreditável é que existem pessoas absolutamente tacanhas que não querem, não podem ou não tem condições de dimensionar o tamanho do furação e insistem na visão alienante de certa mídia de que as aboboras vão se acomodar. Não irão! Cadê o lastro para aqueles papéis que voavam ao redor do mundo via internet? Não existe e várias de nossas empresas foram repentinamente engolfadas na crise. Onde estava o BC e a CVM que deveriam ter controlado este tipo de especulação com o câmbio? Acorda pra cuspir que o mundo capitalista como conhecemos hoje 10 de Outubro de 2008 as 11:22 está desabando, é irreversível e vai atingir todo mundo!

Carlos Eduardo da Maia disse...

Panoramix, ò druida, Esta crise é do papel que a gente não vê. É a crise do dinheiro virtual. É a crise da grana que é passada de um lado para outro pela via eletrônica. É dinheiro que parece não existir, que a gente não enxerga, não pega, não coloca no bolso e que circula alegremente por ai. É a crise do dinheiro sem peso, daquele que não é ouro. No final das contas, na hora do resgate, na hora de colocar a grana debaixo do colchão, o dinheiro desaparece, ele não existe. São transações de papel fictício, de valor imaginário, de conteúdo ilusório. Talvez essa crise seja da própria modernidade ou da pós modernidade. Afinal, que mundo estamos embutidos?

Anônimo disse...

Naia o novo marxista do blog.

Joelmir Beting disse...

Credo, tem cristão questionando porque foi publicado em SP fato relevante de uma empresa listada na bolsa de valores de SP. Por que será?

E por que o sociólogo de internet não dá um pulo em Guaíba para ver que as obras da empresa lá continuam e pára de ficar dando chute na base do achismo?

zozé disse...

Achismo?
A notícia está na ZH.

Manda a ZH pra Guaíba ver as obras, joelmir genérico.

gustavo disse...

Um parenteses,

Maia, pq não comenta o post sobre o teu ídolo, o Ustra, que tu adora defender com unhas e dentes com aquele velho argumento furado de não abrir feridas e bla, bla, bla?!

Anônimo disse...

Esse maia é um abobado!!!

Me divirto.

E os leitores de ZH não negam as origens, entram aqui, olham a manchete e saem falando pelos cotovelos.
É de morrer de rir.

sil

Lamarca disse...

Pela brilhante explanação do missivista concluo que o referido jornal não é sério nem responsável e que o tal de Maia tampouco !

Anônimo disse...

O Maia é o blogueiro, não existe esse cara na vida real.
É um personagem que nem os do Fernando Pessoa. Ele nos anima, nos provoca, viva o Maia!
É bela a tentativa, válida, competente, mas o Maia é um personagem, não tem coerência, muda muito de opinião, posta muito rápido, e muda de opiniões bem caretas para outras mais ou menos, coisas que ninguém com tal grau de caretice faria.

Anônimo disse...

O Maia recebe para fazer o que faz, em vários blogs, pos isso "posta muito rápido". Não é o CF.

Anônimo disse...

Bah! um cara que se "instrui" através de vejas, PRBS, podia dar o quê ?

Mas no final deu tudo certo para eles o Dantas tái lépido e faceiro, para mais trambiques, e a rapinagem da privataria vai continuar embaixo do tapete.
O Gilmar Mendes é mesmo um cara sabido. Fez uma carreira politicando para posar de juiz. Como juiz fez uma carreira paralela de dono de cursinho. E de quebra o Dantas e a privataria do FHC segue tudo como dantes no quartel do Abrantes (agora do Jobim)

Claudio Dode

luiz alberto disse...

Hei Feil, é verdade que tu é o Maia?

Anônimo disse...

O Maia é o Prof. Neumann e a neta Hanke.

edu disse...

Feil, te lembras do post sobre Esra Pound?? Aqui no blog ja antecipavamos o q esta acontecendo hj.

Basta voltar la e ler, naquele momento a bovespa estava a quase 70 000 pontos se nao engano...

Muitos brazucas poderiam ter uma grana sobrando hj...caso tivessem seguido os ensinamentos NOSSOS!!! Obvio... PQ O OS PATROES DO MAIA ESTAO ENTERRADOS ATé O PESCOçO!!!

O q eu tinha de $$$ vivo esta protegido!!! nao é papel...

AnTônimo de Santos disse...

Feil e demais blogueiros: Em meados do ano passado o Governo Yeda fez uma festa quando anunciou a venda de ações do nosso BANRISUL na Bovespa. Pois bem, alguém sabe agora o que aconteceu com as ações do Banco? Não entendo nada do assunto, mas só leio notícias de que os investidores na Bolsa se deram mal. Seria legal se alguém que entenda do mercado de ações postasse algo sobre a situação do Nosso Banco diante da atual crise. Quem se habilita???

edu disse...

Antonio,

Toda a trapaça nao sei te contar, mas todo o mundo esta fugindo do setor bancario, um chines nem sabe onde fica o RS, um japones, americano acha q a capital do BR é Buenos Aires... Eles vendem Banrisul pq é banco e basta.

Se quebraram todas as venus platinadas de Wall Stret...(Lehman, Merrill, Goldman, Morgan, Fredd e Fannie) imagina o que os extrangeiros pensam de um banco provinciano, no interior do Brasil...ERRO DELES!!! O Banrisul é SAUDAVEL!!! Pq quem faz esse banco é o POVO DO RIO GRANDE!!!

O Banrisul administra as contas de milhoes de funcionarios publicos, pequenos empresarios e agricultores pessoas que GERAM RIQUEZA com o seu trabalho, diferente dos especuladores que querem escravisar os outros para ganhar sem trabalhar!!!

O Banrisul é a nossa salvaçao, vai ser ele que vai alavancar o nosso progresso depois da desrtuiçao total do mercado financeiro mundial, estamos com 20% completo do caminho...o dolar ainda nao caiu e o ouro nao chegou em 500.000 reais o kilo e ainda existe prata pra vender em pequenas quantidades.

A moeda é o fomentador do intercambio comercial, ela é o segredo, o fato de termos um banco publico, no qual podemos confiar, o qual é feito por nos mesmos, SAO PESSOAS COMO NòS E ATé MUTOS DE NòS QUE TRABALHAM E ADMINISTRAM O BANCO.

AnTônimo de Santos disse...

Tá, Edu. Mas não entendi nadica de nada do que vc quis dizer com este discurso. Tb sei que o Banrisul é nosso. Minha pergunta foi sobre como andam as ações do Banco na Bolsa. Perdemos (pq como gaúcho sou dono do Banco) ou ganhamos dinheiro com esta aventura yedista?

Outra coisinha: meu nome não é Antônio. É ANTÔNIMO de Santos.

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