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Surf no lixo contemporâneo: a que ponto chegamos! E que mundo deixaremos de herança para Keith Richards?

quinta-feira, 15 de maio de 2008



Opção lulista é um atalho fácil mas perigoso

Ao optar pelo ecologista de araque Carlos Minc, o governo Lula faz uma escolha ambientalmente desastrosa e uma aposta política perigosa. Se a alternativa Jorge Viana era ruim, a de Carlos Minc é péssima.

Minc tem a aparência de ecologista, mas na essência revela-se um hiper-ultra-pragmático nos temas que envolvem o ambientalismo na relação com as demandas e disputas com o mercado imobiliário, mercado de terras, grandes projetos industriais, agronegócio extensivo, mineração e agrocombustíveis.

Assim, a decisão do presidente Lula de entregar o Ministério do Meio Ambiente a Carlos Minc significa optar por um modelo de desenvolvimento que fará vista grossa às necessidades de sua própria sustentabilidade.

Certamente, o lulismo sopesou e avaliou o quanto de conflitos e mobilizações ambientais está voluntariamente desde já provocando contra si – seja no plano nacional, seja internacional.

Mais uma vez o lulismo aposta em fazer a política que agrade os fazendeiros do agronegócio, os madeireiros, os grileiros de terras devolutas, os falsos arrozeiros invasores, e os desmatadores em geral, para não falar nos grandes laboratórios da transgenia e da agroquímica em detrimento do desenvolvimento sustentável e harmônico com a Natureza e as comunidades humanas.

O presidente Lula – de forma cerebral e consciente – pega um atalho no explosivo e complexo tema do ambientalismo brasileiro, acaba de nomear gerente do aviário um indivíduo chamado Mister Fox.

10 comentários:

Fabrício disse...

Com a saída de Marina podemos dizer, no embalo do ditado popular, que ela "apagou a luz"...
Nada mais resta no governo daquele falecido PT de lutas. O negócio, agora, é o agronegócio - com redundância e tudo o mais...

Anônimo disse...

Cristóvão,

Tanto fez o Governo Lula que finalmente conseguiu a seu favor a adesão de grande parte da classe média antiga e da classe alta antiga, conservadores e ignorantes porém não-reacionários (que é a única possibilidade de massa crítica capaz de convencer alguns de seus piores inimigos de que o sapo barbudo não é tão ruim quanto parece).

Porém, ao contrário do Governo Olívio, o Governo Lula faz muito menos do que poderia para ajudar àqueles que mais precisam.

O custo é irrecuperável. Vale tudo por dinheiro...

[]'s,
Hélio

Anônimo disse...

Cristóvão,

Tanto fez o Governo Lula que finalmente conseguiu a seu favor a adesão de grande parte da classe média antiga e da classe alta antiga, conservadores e ignorantes porém não-reacionários (que é a única possibilidade de massa crítica capaz de convencer alguns de seus piores inimigos de que o sapo barbudo não é tão ruim quanto parece).

Porém, ao contrário do Governo Olívio, o Governo Lula faz muito menos do que poderia para ajudar àqueles que mais precisam.

O custo é irrecuperável. Vale tudo por dinheiro...

[]'s,
Hélio

Carlos Eduardo da Maia disse...

Péssima por que? Porque ele é rápido? Porque ele é eficiente? Porque ele não é burocrata? Porque ele não tem preconceito com projetos de desenvolvimento? O importante, o fundamental é que se execute os relatórios de impacto ambiental em tempo razoavel, mas na gestão da Marina - tendo em vista certas má vontades -- esses relatórios custavam a se realizar. Adormeciam nas prateleiras da má vontade.

Anônimo disse...

Em 1976, em Lisboa, o sr. Carlos Minc, que também gosta de se apresentar como defensor dos direitos da mulher, foi testemunha de caráter da acusação em um processo de custódia contra uma cidadã portuguesa, acusada pelo ex-marido, o capitão Raul Dias, de consumir drogas e ter relações sexuais na frente da filha menor – únicos motivos que seriam aceitos pelo tribunal para determinar a perda da custódia. Detalhe: a cidadã em questão, Rosa Maria Coutinho Aguiar Dias, era ex-namorada do Minc, cuja esposa atual, a Guida, era a melhor amiga dela.

Em resumo, um mau-caráter. Cuja avidez pelas câmeras e microfones só perde para a do Gabeira (que, aliás, aprovou o testemunho do Minc no tribunal português).

Anônimo disse...

Se o Agrobanditismo (Bancada do Bando dos Caiado, etc.) apóia já o Maia perfila junto.

Apoia com perguntas sem nenhuma certeza, inclusive para qualificar a gestão de Marina como de "má vontade".

Achar que liberar rapidamente é agir sem preconceito é muita leviandade.

Preconceito é esta falta de argumento para atacar o trabalho sério e competente se for olhado seriamente a preservação da floresta.

É bom registrar que em pouco mais de um ano na gestão da Secretaria de Meio Ambiente do Rio de Janeiro, poucio mais de 300 dias uteis, liberou mais de 2.000 projetos, ou seja, 6/7 por dia.

Isto não é só por não ter burocracia, com certeza.

Claudio Dode

Fabrício disse...

Deixem o Maia... por favor!
O que interessa é o que representa a saída de Marina: uma clara opção pelo mercado, coisa incompatível - sabemos - com a preservação ambiental.
Como me disse um vereador petista, meu amigo, o PT está fazendo sucesso no capitalismo...
Estou errado?

Carlos Eduardo da Maia disse...

Fabrício, não é opção pelo mercado, é opção pela eficiência, é uma opção contra a burocracia. Minc já mostrou no Rio que ele é rápido no gatilho. Não se trata de manipular licenças, porque se o empreeendimento causar grande impacto ele não sai e nem deve sair. Se trata apenas de agilizar o resultado das licenças e isso a gestão da Marina foi pífia.

Anônimo disse...

ô Maia,

Para mim se trata de manipular licenças sim! Como se fez na questão das papeleiras no RS.

Quem precisa de gente rápido no gatilho é Hollywood.

E você que é tão eficiente diga:

Uma licença de empreendimento que deixou de sair; o prazo excessivo que demorou; e o "injusto" motivo que emperrou a liberação.

Fora disto o Maia é só pregação religiosa do mercado.

Claudio Dode

Giovani Montanher Madruga disse...

Colaborando que o ministro será Carlos Minc e o responsável pelas politicas ambientais na amazônia sera Jorge Viana. Se um já era bom, dois é melhor ainda.

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