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Surf no lixo contemporâneo: a que ponto chegamos! E que mundo deixaremos de herança para Keith Richards?

segunda-feira, 26 de maio de 2008


Memória da ditadura civil-militar

Herdeiro de banco diz: "Torturei uns trinta"

Marcelo Paixão de Araújo debruçou-se sobre uma mesa de vidro, na sala de seu amplo apartamento, em Belo Horizonte, pediu à empregada para trazer biscoitos, água mineral e café — e prestou à VEJA um histórico depoimento de quase duas horas.

Com ele, tornou-se o primeiro agente da repressão a admitir em público que torturava presos políticos durante a ditadura militar. Hoje, passados trinta anos, sua vida é tranqüila. Herdeiro dos

fundadores do sólido Banco Mercantil, Marcelo Paixão de Araújo formou-se em direito e trabalha como corretor de seguros, em Betim, a 30 quilômetros de Belo Horizonte, para onde vai dirigindo seu Toyota do ano. [...]

Continue lendo aqui.

15 comentários:

Carlos Eduardo da Maia disse...

Por isso que continuo sendo um leitor de Veja que continua sendo a melhor revista semanal brasileira.

Sueli-Porto Alegre disse...

Essa entrevista foi dada à Veja em 1998,quando a Veja ainda prestava...
Helôôô...1998...1998...1998
****************************

http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2008/05/420536.shtml

clécio disse...

MAIA NÃO GIRA A CABEÇA TÃO RÁPIDO!!!!!

panoramix disse...

O título está errado o certo é "Torturei uns trinta e daí"!

Sueli-Porto Alegre disse...

Juro que não ofenderei o Maia...juro...juro...tô rezando !!!

Abraço Cris

panoramix disse...

Eu quase chamei ele de burro (aquele da charge sabe?), mas na última hora consegui me controlar, desculpe por ter pensado isto sobre tí Maia, é que as vezes a gente não se controla. Calma sueli-porto alegre, calma!

Carlos Eduardo da Maia disse...

A Veja ainda presta Sueli, porque é fundamental em qualquer país que queira ser SOCIALMENTE democrático uma mídia atenta e vigilante e que não faça parte do PIG (Partido da Imprensa Governista).

Anônimo disse...

A Veja não faz parte do PIG????????
Não sabia juro Maia....

Maria Eduarda

Anônimo disse...

(...o Maia faz propaganda negativa da Veja e nem percebe... rs)

Anônimo disse...

Não alimentem o troll!

Verinha disse...

E por falar na Veja, vcs sabiam que, 'VEJA foi expulsa de reunião do Foro'.

Por Diogo Schelp, de Montevidéu

A reportagem de VEJA foi "convidada a se retirar" de uma das reuniões do Foro de São Paulo, nesta sexta, em Montevidéu. Tratava-se de uma das quatro oficinas com temáticas regionais que aconteciam simultaneamente na parte da manhã. A reportagem assistia à oficina "Andino Amazônica" – em que Ricardo Patiño, ministro de Coordenação Política do Equador, explicava que o ataque que matou o terrorista colombiano Raúl Reyes em território equatoriano havia sido feito com aviões americanos, e não colombianos, como divulgado –, quando um segurança abordou o jornalista e pediu que se retirasse do local.
Curiosamente, a abordagem aconteceu poucos segundos depois de Valter Pomar, secretário de relações internacionais do PT e secretário-geral do Foro de São Paulo, avistar o jornalista de VEJA na platéia. Em seguida, ele saiu da sala, provavelmente para avisar ao segurança. A justificativa é que a imprensa não poderia participar daquela oficina.
A regra, pelo visto, só valia para VEJA: nos corredores do Foro, a reportagem conversou depois com quatro jornalistas uruguaios e um mexicano e todos garantiram que entravam e saíam livremente das reuniões, sem serem importunados. Em algumas salas, equipes de TV da Telesur e de um canal local registravam os debates livremente. Os seguranças foram orientados a manter a reportagem de VEJA longe das salas em que ocorriam as oficinas. O Foro de São Paulo vai até domingo, dia 25, e reúne cerca de 500 representantes de organizações e partidos de esquerda da América Latina.

Fonte: Veja online

SOU TOTALMENTE A FAVOR DESSE TIPO DE AÇÃO!
Como disse o Adauto Melo do Beatrice, "Se a Veja não tem espaço pra gente, por que dar espaço pra Veja?"

Agente 65 disse...

A Argentina e o Chile dão exemplo para os brasileiros condenando militares que participaram de atos de barbarismo durante os regimes militares. Enquanto que aqui, canalhas como este estão soltos e ricos. É um escárnio!

Anônimo disse...

O Maia falor

"porque é fundamental em qualquer país que queira ser SOCIALMENTE democrático uma mídia atenta e vigilante".

Realmente uma midia atenta e vigilante, vem depois de trinta anos (de vigilância atenta)com a novidade da tortura Socialmente Democrática.

O Maia não é burro, ele é um baita facista, e, me parece, que até ganha (ou recebe) com isso.

Claudio Dode

Anônimo disse...

Pelo menos esse ex-torturador admite. Pode ser desfaçatez pela falta de conseqüências desse relato. Mas muitos ainda fingem que são "homens de bem".
Acho muito pior a atitude de quem diminui deliberadamente a podridão dos porões da tortura sob um discurso hipócrita e falsamente já desmascarado. Vide a coluna do (argh!)mendelski (minúsculo, mesmo) de domingo passado no CP.

Anônimo disse...

Ops, onde está "falsamente" leia-se "HISTORICAMENTE".
Obrigado.

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