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Surf no lixo contemporâneo: a que ponto chegamos! E que mundo deixaremos de herança para Keith Richards?

sexta-feira, 30 de maio de 2008


Cresce muito a produção e o consumo de alimentos orgânicos

O setor de alimentos orgânicos tem crescido entre 30 e 50% no Brasil. Estimativas do Ministério da Agricultura apontam que a produção de alimentos agroecológicos vem crescendo, assim como o número de agricultores que aderem ao sistema produtivo limpo e sustentável. A informação é da Agência Chasque.

A soja orgânica lidera a produção, respondendo por 35% dos alimentos sem veneno. Em seguida vem as hortaliças e o café, com 25%. Mas a maioria das áreas plantadas é com frutas, cana-de-açúcar e palmito orgânicos. Para exportação, a preferência é pelo café, açúcar, castanha de caju e óleos vegetais.

Em todo o Brasil, existem sete mil produtores já certificados como agroecológicos.


9 comentários:

Tomás Rosa Bueno disse...

Esse é um nicho de mercado que com certeza tem ainda muita margem para crescimento, o da comida para ricos.

Já eu duvido um pouco da moralidade de se jogar fora mais da metade da produção para que as madames e os rapazotes da classe mérdia possam alardear a sua correção ecológica na hora de comprar comida.

Mas que dá dinheiro, isso dá, não há dúvida.

Anônimo disse...

Feil, neste sábado de manhã, na feirinha da redenção, a maior da América Latina em produtos agroecológicos, será o primeiro dia sem sacolas plásticas. Nenhuma banca terá sacolas plásticas para oferecer. É uma boa tentativa de conscientização. De repente coloca essa chamada aí no teu blog.
...
Ao Rosa Bueno: logo se vê tua ignorância. Dinheiro não dá para os agroagricultores, o que os move são outras relações de trabalho/vida, que não cabem no teu estreito horizonte mental/conceitual.

abs.

Mariátegui.

Carlos Eduardo da Maia disse...

Isso ai, gente, vamos amanhã na feirinha da Redenção -- de longe a melhor de Porto Alegre -- e fazer como fazem os alemães: rejeitar as sacolas de plástico. Vou fazer esse chamado no argh, depósito.

Tomás Rosa Bueno disse...

Mariátegui, meu anônimo, veja com quem está se metendo antes de falar besteira.

Pode ser que você que conheça algum "agroagricultor" que faça isso por amor à arte – duvido, pois todos os ecologistas de salão como você que eu conheço, aqueles que dão pulinhos de alegria quando ouvem dizer que uma feira vai oferecer os seus produtos em bolsas de papel (árvores) em vez de plástico, nunca viram uma roça de perto.

A "agricultura biológica" movimenta cerca de cem milhões de reais por ano e prevê-se que o tamanho do mercado brasileiro esteja próximo do bilhão. Em algum bolso essa dinheirama toda vai parar.

E é comida para ricos, sissinhô. O custo de um pé de alface orgânico chega a ser cinco vezes maior que o da alface "comum". E a produção da sua ecoalface ocupa de três a quatro vezes mais terra. Mais de 50% da produção vão pro saco, vira comida de bicho, em um mundo em que pelo menos 50% da população não têm o que comer.

Mesmo assim, eu disse que "duvido" da moralidade da coisa, não que sou totalmente contra. Alguma solução para o problema do envenenamento da comida precisa ser encontrada; mas afirmo que essa solução está muito além da própria agricultura – é uma questão de modelo de sociedade, não de técnica de cultivo.

Mas daí a se regozijar pelo aumento da produção de cenoura de madame vai uma enorme distância.

Anônimo disse...

Perolas do Maia

"vamos amanhã na feirinha da Redenção -- de longe a melhor de Porto Alegre -- e fazer como fazem os alemães:..."

É por este e outros que os argentinos nos camam de macaquitos.

O cara não pode pensar por ele próprio. Colonização é uma coisa marcante.

Claudio Dode

Anônimo disse...

Se a feirinha dependesse dos leitores do Depósito do Maia, já tinha fechado faz muito...

Claudio Dode

sisqueci disse...

"Mais de 50% da produção vão pro saco, vira comida de bicho" daonde tu tirou esta informação nobre cientista?

Em tempo: na semana passada conversei com um proprietário rural que arrendou uma parte do campo para plantio "mercadológicamente correto" de batatas. Tá apavorado, diz que não está crescendo nem capim de tanto veneno que os arrendatários usaram.

Cuidado aí com as batatinhas fritas a preços populares Tomás.

fernando disse...

Tomás,

Acho até a discussão válida, mas em outro contexto. Os "50% da população que passa fome" certamente não está relacionada com a produção de alimentos (!) orgânicos, e sim de um produção voltada para o mercado onde se produz mais ração para boi do que comida. Uma coisa é certa a produção agricola nunca vai se equipara (talvez com muito veneno...) em produtividade urbana, e por isso, sempre, deve ser subsidiada. E por um problema lóogico, ela depende da terra, e não apenas da intervenção humana.

O q gera mais alimento, a produção organica, ou, a monocultura voltada para o mercado ( de luxo, ai sim!), para exportação, para os grande centros, que gera concentração e americanos obesos, para os bois???? Fico com a primeira.
Será que ela resolve o problema da fome do mundo? Se bem distribuida aposto que sim. Se não voltamos a essa discussão, ai sim com fundamento, onde a necessidade de matar a fom sobrepuje a qualidade da existÊncia humana.

fernando disse...

Favor desconsiderar os erros de concordÂncia, mas recém acordei...

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