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Foto-legenda:

Gostaria de conhecer o cálculo moral e o balanço ético feito pelo Dr. Marcio Thomaz Bastos para defender e posar ao lado do Cachoeira. O ex-ministro da Justiça do governo Lula sentado com um operador da bandalheiras da direita parlamentar em conluio com a direita midiática. Sentado, defendendo e referendando a conduta pestilenta e antissocial de um inseto político.

Esse Marcio Thomaz merece o desprezo de todos nós. Como foi feito, durante a ditadura, com o cantor Wilson Simonal. Um desaparecimento cívico total e definitivo.





sexta-feira, 16 de maio de 2008


MPF responsabiliza ex-chefes do Doi-Codi por torturas, mortes e desaparecimentos

O Ministério Público Federal em São Paulo entrou com uma ação pública contra a União e os dois ex-comandantes ainda vivos do Destacamento de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna (Doi-Codi), do 2º Exército, em São Paulo, no período de 1970 a 1976: Carlos Alberto Brilhante Ustra e Audir Santos Maciel. As informações são do MPF e foram divulgadas pela Agência Brasil.

Na ação, o MPF acusa o Exército de ser o responsável pelo sigilo ilegal de documentos do Doi-Codi de São Paulo e pede que os ex-comandantes do órgão sejam pessoalmente responsabilizados por torturas, mortes e desaparecimentos.

Os procuradores da República Eugênia Augusta Gonzaga Fávero, Marlon Alberto Weichert, Adriana da Silva Fernandes, Luciana da Costa Pinto, Sergio Gardenghi Suiama e Luiz Fernando Gaspar Costa, que assinam a ação, requerem à Justiça o reconhecimento do dever das Forças Armadas de revelar o nome de todas as vítimas do Doi-Codi de São Paulo, as circunstâncias de suas prisões e os atos de violência que sofreram, bem como tornar públicos todos os documentos relacionados ao funcionamento do órgão; e a declaração de que Ustra e Maciel comandaram um centro de prisões ilegais, torturas, homicídios e desaparecimentos forçados no Doi-Codi de São Paulo.

Os procuradores ainda pedem que Ustra e Maciel sejam obrigados a reembolsar à União os custos das indenizações pagas, na forma da lei, às famílias das 64 vítimas do destacamento durante a gestão dos demandados, e que ambos sejam condenados a não mais exercerem qualquer função pública.

Ilustração de Rubem Grilo

3 comentários:

Carlos Frederico Callado disse...

O Brasil é o único país do Cone Sul em que os torturadores andam soltos e dando palestra por aí, escrevendo livros e bancando os heróis que lutaram e afastaram "terroristas" da iminência de chegarem ao poder.
Chega a ser surrealista. Esse Brilhante Ustra é um torturador reconhecido por todos os que sobreviveram às suas brutalidades mortais.
Esse tipo ainda por aí, bancando O CARA! Parece o Romário versão trash-sangue.

claudia cardoso disse...

Finalmente, uma ação que reconhece culpados e exige algum tipo de reparação ao mal causado pela ditadura civil-militar no BR.

Anônimo disse...

Canalhas e covardes é o que são!

armando

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