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Surf no lixo contemporâneo: a que ponto chegamos! E que mundo deixaremos de herança para Keith Richards?

quarta-feira, 28 de julho de 2010

A Metade Sul sai do marasmo secular por graça dos fazendeiros ou das papeleiras?


O que era para Zero Hora informar, mas não informa

Quem lê essa matéria de Zero Hora (edição de hoje, página 18) pode supor que as coisas - como o desenvolvimento de uma região antes estagnada por décadas - se modificam pela capacidade empreendedora de abnegados homens de visão e intrepidez capitalista. Mas não é nada disso. Esses investidores estão sendo induzidos pelo Estado brasileiro, esse ente tão aviltado e desprezado pelas cartilhas do fanatismo neoliberal. Não há sequer risco, um dos elementos constitutivos fundantes do capitalismo. O recurso já está provisionado, basta que eles entreguem as mercadorias encomendadas pelo Estado.

Uma empresa estatal, a Petrobras, está disponibilizando cerca de 1,5 bilhão de dólares para a compra de plataformas, navios e demais equipamentos de exploração petrolífera. Como informa ZH, um consórcio de investidores está se habilitando a fornecer à Petrobras o rol de compras. Este é o papel do Estado, para além da visão estreita e sectária dos novos ultraliberais. Mas essa mecânica interna, vamos dizer assim, da decisão política estratégica (e histórica) do governo federal não é revelada pela matéria de ZH.

É melhor deixar que o leitor fique pensando que a Metade Sul do estado está se desenvolvendo pela capacidade empreendedora dos seus fazendeiros, ou das papeleiras, ou ainda do governicho de dona Yeda. Para quê contar a verdade dos fatos e seus meandros secundários? Por quê esclarecer e informar tudo ao leitorado? Bobagem! - cacarejam os editores de ZH.

6 comentários:

Alberto disse...

Feil, meu comentário se refere não ao post da metade sul, mas sim a tua abertura com a foto legenda sobre a Copa de 2014.

Estás nos passando um contrabando da Agência Estado. Associam descaradamente a imagem de Ricardo Teixeira a de Lula.

Os acertos ou erros CBF nada tem a ver com o governo, ela não é uma empresa pública. Quanto aos clubes de futebol, só uma criancinha nascida na Lua vai achar que entidades que tratam com milhões de reais, dólares ou euros, podem estar falidas. Como das 20 equipes do grupo A, só uma ou duas conseguem algum título por ano, a idéia do fracasso esportivo acaba sendo associada ao desempenho financeiro.

A Copa do Mundo nestes 4 anos vai gerar milhares de empregos, uma grande exposição do país numa fase em que amplia sua participação na comunidade e no mercado mundial. Vai dar roubalheira. Claro. Isto dá em tudo e em todo mundo. Não somos, nem mais nem menos corruptos, do que a maioria.

Alberto disse...

Imagine só o contorcionismo que o redator é obrigado a fazer para evitar as palavras Petrobras, Governo Federal, Lula, Dilma. Mas não tem problema, os blogs estão por aqui, para cumprir esta função. Depois eles não sabem por que estão cada dia a perder mais leitores. Enquanto isso lançam cadernos jovens que mais parecem suplementos da Capricho. Só faltam os coraçõezinhos.

Anônimo disse...

Não seria o peso da Dilmá empacada?

Carlos Eduardo da Maia disse...

Faltou dizer que o movimento do porto do Rio Grande também aumentou por conta do agronegócio que continua bombando. E o Estado serve também para isso, para induzir desenvolvimento. Liberalismo ou neoliberalismo é que nem socialismo ou neosocialismo: não existe.

Anônimo disse...

Ei, anônimo das 14:14. Empacado está o Serra, desde 2002.

E o Maia entregou o jogo da turma dele, o neoliberalismo é o velho liberalismo de sempre.Gol contra, hem?

Anônimo disse...

Ei, anônimo das 14:14. Empacado está o Serra, desde 2002.

E o Maia entregou o jogo da turma dele, o neoliberalismo é o velho liberalismo de sempre.Gol contra, hem?

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