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Surf no lixo contemporâneo: a que ponto chegamos! E que mundo deixaremos de herança para Keith Richards?

terça-feira, 14 de agosto de 2007



Quilombolas foram despejados ontem de área da Aracruz

A Polícia Militar cumpriu ontem ordem de despejo das quarenta famílias quilombolas que haviam ocupado uma área da empresa Aracruz Celulose em Linharinho, no Espírito Santo (fotos). As famílias estavam no local há vinte dias. Elas reivindicam a área de mais de 9.500 hectares que já foi reconhecida como quilombola pelo Incra, mas o governo ainda não fez a desapropriação. As famílias relatam que a área pertence a seus ancestrais há mais de 100 anos e que a Aracruz tomou as terras há quarenta anos. Os quilombolas prometem seguir pressionando o governo federal para conseguirem de volta as suas terras. As informações são da Agência Chasque.

O BNDES, banco estatal de fomento, detém parte das ações da empresa Aracruz Celulose, uma das grandes papeleiras do Brasil, e já abriu inúmeras linhas de crédito para a expansão dos seus negócios, inclusive no Rio Grande do Sul.

Sexta-feira passada, em Brasília o atual presidente do banco, Luciano Coutinho, admitiu que a liberação dos créditos de fomento não passam por critérios sócio-ambientais. Coutinho prometeu rever a modelagem de fomento do banco estatal.

Clique sobre a foto para ampliá-la.

Um comentário:

Juarez Prieb - Flópis disse...

Absurdo isso, é o que se pode chamar de Estado comitê dos interesses da burguesia (predadora). Um banco estatal não pode ter critérios como os demais bancos do sistemão.

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