
O PBQP (Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade) desenvolveu modelos de avaliação amplos, sistêmicos. Avaliam-se não apenas indicadores financeiros, mas visão estratégica, clima organizacional, liderança. Enfim, o conjunto de variáveis que permitem prever o futuro da empresa como um todo.
A Exame continua presa ao balanço.
Por exemplo, para melhorar sua rentabilidade, no plano contábil a TAM passou a comprar aeronaves usadas – algo inadmissível na era Rolim. Cortou no atendimento, comprometeu substancialmente um de seus grandes ativos – a marca. Não revelou visão estratégica, ao privilegiar os resultados imediatos em detrimento de um tipo de atendimento que lhe permitia, inclusive, cobrar preços mais altos e fidelizar a clientela. Hoje em dia, o mercado corporativo (que era cativo dela) está escancarado, à espera de quem quiser ocupar com competência.
Já no ano passado estava claro a perda de valor da marca – elemento que bate diretamente nos gastos futuros de marketing, reduz as barreiras de entrada aos novos competidores.
Dentro dessa complexidade, limitar-se a analisar balanço dá nisso. São gritantes as diferenças entre a superficialidade desse análise contábil-financeira e os sistemas de avaliação da Fundação Nacional de Qualidade, e até mesmo da reformulação do sistema ISO.
Pescado inteiramento do ótimo blog do Nassif.
9 comentários:
Será que ao usar as técnicas de qualidade total, não daria para descartar o irmão do Agripino Maia e primo do Cesar Maia?
Pois é. E gostam de arrotar que o mercado resolve tudo e que o Estado deve ficar pequeno e de longe. Mas na verdade, não sabem é administrar, preferindo ganhar tudo no curto prazo e perder e quebrar no longo prazo. Os exemplos são abundantes na Terra de Vera Cruz. É a mesma mentalidade da época da chegada dos portugueses e espanhóis: retirar o máximos sem criar raízes e produzir, de preferência permanecendo no litoral, para bater em retirada mais rápido.
Vejam que a lógica do colonizador permanece, pois a oligarquia das empresas muito mais financeiras do que produtivas (todas as grandes empresas têm ou estão arranjando uma financeira)posicionam-se de costas para o país real, "ficando" no litoral ou "administrando" diretamente da capital (sic) que é Miami.
A premiaçaão da TAM como empresa do ano é um atestado de falência do jornalismo da Editora "1.o de" Abril.
Na época do Rolim a TAM comprou os execráveis Fokker 100. Para quem não sabe, a Fokker não existe mais. Fez muito bem a TAM em substituir os Fokker pelo A 319 (o mesmo do Aerolula) e o A320 (do acidente de Congonhas). São aviões muito mais seguros e mais modernos do que o Fokker. Acidentes ocorrem por diversas causas, mas inegavelmente o A 320 é um avião moderno e seguro e com tecnologia muito avançada e que não permite manobras bruscas, como a que deveria ter sido feita em Congonhas na frenagem. Quem viajar para a Europa vai verificar um número significativo de A320. As grandes companhias brasileiras de aviação hoje são a TAM e a Gol. Infelizmente não há uma terceira grande concorrente. A escolha da Exame era uma ou a outra. Escoheu a TAM. Na verdade, repito o que antes disse, o Brasil deveria deixar o preconceito de lado e permitir que o capital estrangeiro invista no mercado aéreo. A questão não é de soberania nacional, mas de serviço.
Não, caro Maia, a questão não é binária, ou uma ou outra. Se Exame fosse séria. seria nem uma, nem a outra, ambas pelo conjunto da obra. Veja que a palavra qualidade se presta a uma série de barbaridades, principalmente, assédio moral, consciência adormecida, vida para e na empresa, enfim, uma porção de canalhices, mas serve também para fazer certo e com excelência, signifique isso o que significar, assim como atender a vítima, digo cliente. Noves fora, nem Gol nem Tam, atenderam aos requisitos ditados pelos próprios "consultores" de qualidade.
Outra cois, precisas ajustar o teu "manete", pois quem lhe disse que o Airbus são mais seguros? Não são mais, podendo ser no máximo iguais aos da Boeing, o que contradiz as revistas especializadas. Leia-nas.
Airbus, como esse blog já demonstrou, é produzido por uma financeira mundial (dirigida por financistas), a EADS. Você subiria num avião dirigido por um banqueiro? Hem?
Semana passada fui a SP num airbus sem problema algum. Armando, não importa quem é o dono da Airbus, o que eu quero, o que os brasileiros querem é que este país funcione, que tenha um serviço público e privado eficiente. Se o dono do negócio é uma estatal, uma multinacional ou um banco, pouco me importa (não tenho esse preconceito infantil de século XIX), eu quero que o serviço seja bom, responsável e seguro. Nada mais além disso.
Então meu caro, aí reside o problema, pois depende sim de quem é "o dono", porquanto, se for banqueiro ou ligando às finanças, a segurança, os direitos, a dignidade, etc, estarão, na lista de prioridades, a partir do 3º lugar, pois em 1º sempre estará o lucro, ou o "nada substitui o lucro", primeiro mandamento de empresas como a Tam.
perguntei, na literalidade, se um banqueiro, desses que pululam pelo país, estiver no manche, alguém sobe no avião? São bons para destruir a dignidade em prol do lucro, nada mais. Hoje no leme de empresas como a Tam, estão banqueiros. Esse é a tragédia.
Pelo que deu para ver o Maia ão está nem ai para quem é o dono, quem dirige e quem produz seja nacional ou estrangeiro. Ele é apenas um consumidor. Consciência de um projeto de pais para o Brasil de um futuro que possamos vir a ter e assim contribuir com uma cultura, comportamente para com o resto da humanidade nem passa pela cabeça dele ao que parece. Avião, cinema, cultura já vem tudo pronto então porque se preocupar com quem é o done, com quem fez??
Falando nisso porque será que as TAM, GOL não usam os aviões da Embraer? São vendidos para todo o mundo mas no Brasil... Será que por terem a capacidade de mais opu menos 100 pessoas? Bem, botando 180 pessoas claro que dá mais lucro
João, estamos falando em prestação de serviços. É isso e nada mais que isso. Quero um serviço público e privado bom para o Brasil. O resto é ranço de uma ideologia caduca. COncordo contigo em relação a Embraer, mas acho que a boeing impõe a Gol comprar aviões deles e o mesmo ocorre com a Airbus e TAM. Por isso é necessário que entre um mercado uma nova empresa que possa colocar aviões da Embraer no céu do Brasillll.
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