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sexta-feira, 17 de agosto de 2007

O escândalo (tucano) da Vale do Rio Doce

Um vídeo-documentário sobre o processo de privatização da Companhia Vale do Rio Doce está disponível na internet. O filme pode ser assistido no YouTube (clique abaixo) e está dividido em três partes intituladas “A história da Vale”, “A Campanha a Vale é nossa!” e “A Vale e a questão indígena”.

O material foi produzido por entidades, movimentos sociais e profissionais da área de audiovisual de vários Estados do País, com o objetivo de mobilizar a sociedade para o Plebiscito pela Anulação do Leilão da Vale que acontecerá em todo Brasil entre 1º e 7 de setembro próximo. Outra função do documentário é informar, divulgar e formar interessados em participar da campanha "A Vale é nossa".

A mineradora estatal Companhia Vale do Rio Doce foi leiloada em 1997, período em que governo do ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso (PSBD), encabeçou uma política que foi responsável pela privatização de aproximadamente 70% do patrimônio público brasileiro. A Vale, avaliada em R$ 92 bilhões, foi vendida por pouco mais de três bilhões. Atualmente, circulam na Justiça 107 ações que questionam a legalidade do leilão. O Tribunal Regional Federal de Brasília pretende apurar se houve vícios no edital de venda e se a empresa foi sub-avaliada no negócio.

A história da Vale

A Campanha A Vale É Nossa

A Vale e a Questão Indígena

8 comentários:

Carlos Eduardo da Maia disse...

O que se discute na famosa ação judicial da Vale é o valor de avaliação da empresa que serviu de base para sua licitação. A ação judicial visa exatamente isso. Aliás, todas as ações judiciais envolvendo privatização ou desestatização geralmente tem o mesmo objeto: o valor de avaliação da empresa. Eu acho que o Poder Público não tem de ficar administrando e gerindo uma estatal como a Vale. Nesse sentido, fez muito bem o governo FHC. E fez melhor ainda quando desestatizou o serviço público de telefonia. Mas as viúvas do estatismo estão sempre retornando ao mesmo ponto. Jogo uma caixa de malbec da Patagônia que essa tentativa de plebiscito da Vale não vai dar em nada. Quem quer jogar que atire a primeira pedra.

Gustavo Guglielmi disse...

Uma coisa, Maia, é a questão ideológica. Você é a favor da privatização por motivações político-ideológicas. Discorda-se para admite-se. Mas e a questão ética ou não-ética do leilão? Um leilão fraudado, recheado de ilicitudes, com visível direcionamento de resultado, etc. Então, veja bem, estamos tratando de dois temas em um. O primerio se admite, o segundo não se transige, não se admite, se luta para desfazer e anular. É o caso em pauta, doutor sabichão.

Carlos Eduardo da Maia disse...

Quem vai dizer se o leilão foi ou não foi fraudado vai ser a Justiça, não vão ser as "minorias participativas". Licitar uma empresa de mineração não tem nada de ilegal e antiético. Pode-se discutir o valor da alienação, da licitação. Existe outra questão a Vale hoje vale muito mais do que antes por conta da administração privada, mais efetiva, mais eficiente, mais lucrativa, menos burocrática. Tem muito militante querendo emprego na Vale estatal. A pasta cheia de dólares da PDVSA no aeroporto de Ezeiza mostra bem para onde pode ir o dinheiro de uma estatal.

Gustavo Guglielmi disse...

Maia, se você sabe algo relevante sobre o caso de Ezeiza, você revele no seu blog (visitado por milhares de leitores, por sinal). Ou melhor, conta para o seu amigo Políbio ou seu amigo Dieguito Casapiccolla que eles amarão suas secretas revelações. Não adianta vir aqui no blog alheio querer por minhoca na cabeça dos leitores do Feil. Esse pessoal aqui é cabeça feita, meu rapaz. Estás plantando semente transgênica em grooving de aeroporto. Não vinga!

Macanudo disse...

O dinheiro da maleta venezuelana vinha para o Delúbio e para o Diógenes é essa insinuação, por isso a estratégia de misturar alhos com bugalhos.

armando disse...

Pode-se até privatizar, mas o que não se pode aceitar é doar bem público fraudando todo o processo licitatório. Bandidos, a la Capone, entregaram o bem público, assim como tentaram fazer com a Petrobrás. Remember Petrobrax.
Além de que, a Constituição garante que se rediscuta qualquer transação quando o interesse público é levado na mão grande. Simples assim.

Parecido com o que acontece com o Metrô aqui em Sampa. Licitação fajuta entregou a construção da Linha Amarela para um consórcio que é premiado a cada economia de tempo de custos. Qual o resultado previsível?

armando disse...

corrigindo, de tempo e custos.

Paulo disse...

Esclarecedor os videos. tá agendado o meu comparecimento neste ato em prol da reestatização da vale !

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