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Surf no lixo contemporâneo: a que ponto chegamos! E que mundo deixaremos de herança para Keith Richards?

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Uma página musical dedicada ao ministro Jobim


Eu sou a lembrança do terror de Estado

La Maison Dieu

Banda Legião Urbana
Composição: Dado Villa-Lobos, Renato Russo e Marcelo Bonfá.

Se dez batalhões viessem à minha rua
E vinte mil soldados batessem à minha porta
À sua procura
Eu não diria nada
Porque lhe dei minha palavra
Teu corpo branco já pegando pêlo
Me lembra o tempo em que você era pequeno
Não pretendo me aproveitar
E de qualquer forma quem volta
Sozinho pra casa sou eu
Sexo compra dinheiro e companhia
Mas nunca amor e amizade, eu acho
E depois de um dia difícil
Pensei ter visto você
Entrar pela minha janela e dizer:
- Eu sou a tua morte
Vim conversar contigo
Vim te pedir abrigo
Preciso do teu calor
Eu sou
Eu sou
Eu sou a pátria que lhe esqueceu
O carrasco que lhe torturou
O general que lhe arrancou os olhos
O sangue inocente
De todos os desaparecidos
Os choque elétrico e os gritos
- Parem por favor, isto dói...
Eu sou
Eu sou
Eu sou a tua morte
E vim lhe visitar como amigo
Devemos flertar com o perigo
Seguir nossos instintos primitivos
Quem sabe não serão estes
Nossos últimos momentos divertidos?
Eu sou a lembrança do terror
De uma revolução de merda
De generais e de um exército de merda
Não, nunca poderemos esquecer
Nem devemos perdoar
Eu não anistiei ninguém
Abra os olhos e o coração
Estejamos alertas
Porque o terror continua
Só mudou de cheiro
E de uniforme
Eu sou a tua morte
E lhe quero bem
Esqueça o mundo, vim lhe explicar o que virá
Porque eu sou
Eu sou
Eu sou

7 comentários:

Hélio Sassen Paz disse...

Feil,

Embora não tenhas postado nada a respeito, quero incentivar uma discussão sobre fim da Lei de Imprensa e da obrigatoriedade do diploma de Jornalismo baseado em vários posts que fiz desde o ano passado e na opinião de vários links contidos nesses meus posts.

Ainda, a posição do Rogério Christofoletti, professor da Univali que é um dos caras mais antenados às questões da ética e das tecnologias da comunicação e da informação (TICs), e da profª Ivana Bentes:

http://heliopaz.com/2008/09/22/diploma-de-jornalista-nos-termos-atuais-sou-contra/

http://heliopaz.com/2008/11/02/jornalismo-exigencia-do-diploma-coitadismo/

http://heliopaz.com/2008/11/02/esquerda-nao-sabe-usar-a-internet-nem-fazer-midia-alternativa/

http://heliopaz.com/2008/11/13/midia-ideologia-tendencia-hipocrisia/

http://heliopaz.com/2009/06/16/jornalismo-sindicatos-faculdades-diploma/

http://heliopaz.com/2009/06/18/queda-da-lei-de-imprensa-e-do-diploma-de-jornalismo-tendem-a-melhorar-o-setor/

http://tinyurl.com/lyy3a6

http://www.trezentos.blog.br/?p=1839

Por que diabos as criaturas são induzidas ou esperam ser empregadas ao invés de donas do próprio nariz?! Por que diabos o Santo Graal do bom salário, da fama, da infraestrutura adequada, do conhecimento de gente importante, da aprendizagem e do crescimento profissional é a mídia corporativa?!

Chega de clientelismo, corporativismo, paternalismo, oportunismo, arrogância, sectarismo, presunção e, acima de tudo, ignorância e exclusão feita tanto pela mídia corporativa quanto pelos sindicatos!

[]'s,
Hélio

Carlos Eduardo da Maia disse...

Hélio, existe uma grande nuvem ignorante que espalha chuvas medíocres por ai. O grande motor da sociedade moderna é o empreeendedorismo. Sim, exato, essa palavra que certa esquerda ideológica detesta. Certos "scholars" torcem o nariz quando se fala em empreendedor, mesmo aquele pequeno empreendedor que formou uma sociedade simples para prestar um determinado serviço ou para fazer uma atividade com fim específico. O fato é que uma pessoa para ser dona de seu nariz tem de ser empreendedora. Mas o vivente dono de seu nariz também pode muito bem trabalhar numa grande empresa de mídia. Essas duas alternativas não são vistas com bons olhos por certos fiscais da vida, que antigamente a gente chamava de patrulheiros ideológicos. E assim continuamos nossas vidas de clientelismo, corporativismo, paternalismo, oportunismo, arrogância, sectarismo, presunção e, acima de tudo, ignorância. E viva as manifestações no Irã.

Anônimo disse...

No irã é bom, contra a yeda é ideologia...

Cristiano Freitas disse...

Empreendedores: seres que tem uma idéia, para por em prática pedem financiamento ao Estado, à juros subsidiados, não pagam, prorrogam indefinidamente (também subsidiados), e, quando não recebem mais crédiot, fecham estradas e gritam aos quatro ventos que o "país não lhes dá chance de produzir", que o Estado deveria ser mínimo (exceto na hora do subsídio) e que vão começar a demitir se nada for feito (mesmo que não tenham contratado ninguém).

Hélio Sassen Paz disse...

Cristiano,

Essa é uma visão preconceituosa, ignorante e falaciosa sobre o empreendedorismo. Empreender não significa tornar-se megaempresário, puxa-saco dos graúdos, conservador, sonegador, lobista e nem tampouco especialista em receber benesses públicas e torrar dinheiro.

Empreender com honestidade e com responsabilidade é ter atitude e preparo para lidar com a responsabilidade de não ser paternalista, corporativista nem aproveitador.

O problema na questão do diploma é que muito jornalista ainda se preocupa com autoria, exclusividade, autoridade, individualismo e fama.

Se tu leres os posts que indiquei no comentário anterior, verás que há zilhões de oportunidades para quem não quer ser empregado.

[]'s,
Hélio

Anônimo disse...

Contra a Yeda e contra a corrupção na Petrobrás é bom.
Só contra a Yeda é ideologia...

Anônimo disse...

Pois é. "Eu sou tua morte". Não podemos esquecer nunca os que nos causaram tanta agonia, sejam eles generais, torturadores, cantores, canalhas, etc.

armando

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