Você está entrando no Diário Gauche, um blog com as janelas abertas para o mar de incertezas do século 21.

Surf no lixo contemporâneo: a que ponto chegamos! E que mundo deixaremos de herança para Keith Richards?

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

O velho Hegel cantou a pedra


O real enfeitiçado

“O indivíduo está sujeito à completa desordem e aos riscos do todo. A massa da população está condenada ao trabalho embrutecedor, insalubre e inseguro das fábricas, manufaturas, minas, etc. Ramos inteiros da indústria, que sustentam largas faixas da população, entram subitamente em falência, seja porque a moda mudou, seja porque os valores de seus produtos caíram por conta de novas invenções em outros países, seja por qualquer outra razão. Massas inteiras são assim abandonadas à irremediável pobreza. O conflito entre a extrema riqueza e a maior pobreza, uma pobreza incapaz de melhorar sua situação, aumenta sempre. A riqueza…torna-se um poder predominante. Sua acumulação se processa em parte ao acaso, em parte através do modo geral de distribuição… O lucro desenvolve-se em um sistema multiforme que se ramifica por setores nos quais o pequeno negócio não pode lucrar. A máxima abstratividade do trabalho penetra nos tipos de trabalho mais individuais, e segue ampliando sua esfera. Esta desigualdade entre riqueza e pobreza, esta indigência e necessidade, tem como resultado a desintegração completa da vontade, a rebelião interna e o ódio”.

Parece um texto marxista atual. Mas não é. Foi escrito por Hegel, por volta de 1804. Marx viria a nascer somente 14 anos depois, em 1818.

Hegel vai mais fundo nas suas premonições. Chegou a elas através da compreensão do conceito de trabalho e sua crescente centralidade na sociedade burguesa que se afirmava. Ele consegue descrever o modo de integração dominante em uma sociedade de produção de mercadorias em termos que prefiguram claramente a abordagem crítica de Marx, mas que seriam escritos quase 50 anos depois.

“O indivíduo – afirma Hegel – satisfaz as suas necessidades por meio do trabalho, mas não pelo produto particular do trabalho; este último, para chegar a satisfazer as necessidades do indivíduo, tem que se transformar em algo distinto do que é”. O objeto do trabalho que era particular, torna-se abstrato e universal, torna-se mercadoria passível de troca. No ato da troca da mercadoria há uma “volta à concretude”, como diz Hegel, e por meio dela são satisfeitas – socialmente – as necessidades concretas dos homens. Essa universalidade transforma igualmente o sujeito do trabalho – o trabalhador e sua atividade individual. O trabalhador unipessoal vê-se forçado a pôr de lado as suas faculdades e desejos particulares. “Quanto mais o homem domina seu trabalho – diz Hegel – mais impotente ele mesmo se torna. Quanto mais mecanizado se torna o trabalho, menor valor ele tem e mais arduamente deve o indivíduo trabalhar. O valor do trabalho decresce na mesma proporção em que cresce a produtividade do trabalho… As faculdades do indivíduo são restringidas de modo ilimitado, e a consciência do operário é degradada ao mais baixo nível de embotamento”.

Herbert Marcuse, um dos maiores estudiosos de Hegel do século 20 (junto com Kojève e Hyppolite), comenta que o filósofo “como que teria ficado aterrado com o que a sua própria análise da sociedade de produção de mercadorias acabara de revelar”. E teria deixado esses textos (Studien über Autorität und Familie e Zeitschrift für Sozialforschung) inacabados, ficando algum tempo sem escrever.

O pavor paralisante do filósofo derivou para uma solução autoritária, visto do prisma dos nossos dias. Ele propõe um Estado absolutista para coibir as deformações sociais através do império da lei. Hegel é tributário do idealismo alemão, para quem o homem, pelos efeitos da Revolução, veio a confiar no seu espírito passando a submeter a realidade aos critérios da razão. Ele chega a ousar dizer que “o pensamento deve governar a realidade”.Os alemães como não souberam fazer uma revolução burguesa, debruçaram-se arrebatados sobre um novo objeto filosófico: a Revolução Francesa. Assim, o que se convencionou chamar de idealismo alemão, por intermédio de seus filósofos Hegel, Kant, Fichte e Schelling, constitui-se na teoria da Revolução Francesa. O clássico das revoluções burguesas. A fundação do mundo ocidental, tal como é conhecido. O advento de um sistema que – hoje – abisma-se no ocaso: o sistema produtor de mercadorias.

A prevalência da idéia de razão, comum a todo o pensamento Iluminista, implicava a liberdade de agir de acordo com a razão.

Hegel, nas suas cogitações, intuiu genericamente algo de extrema atualidade e importância para se entender o mundo da vida, algo que depois seria esmiuçado por Marx: o complexo tema da alienação. Para Hegel, a história do homem era, simultâneamente, a história da alienação do homem - como aponta Marcuse. As instituições e a cultura fundadas e criadas pelo homem acabam por desenvolver leis próprias, leis essas que irão subordinar a liberdade dos indivíduos aos desígnios do estranhamento e da alienação.

O tema da alienação é considerado um dos conceitos centrais de Marx.

“A depreciação do mundo dos homens – diz Marx – aumenta em razão direta da valorização do mundo das coisas. […] Quanto mais produz o operário com o seu trabalho, mais o mundo objetivo, estranho, que ele cria em torno de si, torna-se poderoso, mais ele empobrece, mais pobre torna-se seu mundo interior e menos ele possui de seu. […] O operário põe a sua vida no objeto, a partir de então, esta não mais lhe pertence, a vida pertence ao objeto. […] A alienação do operário em seu objeto apresenta-se, segundo as leis econômicas da seguinte forma: quanto mais o operário produz, menos ele tem para o consumo, quanto mais ele cria valores, mais ele se desvaloriza e perde a sua dignidade; quanto mais forma tem o seu produto, mais disforme é a sua pessoa; quanto mais alto grau de civilização apresenta o objeto, mais rude torna-se o operário; quanto mais poderoso é o trabalho, mais impotente é o seu criador; quanto mais o trabalho se enche de espírito, mais o operário se priva dele e torna-se escravo da natureza. […] Decorre deste resultado que o homem (o operário) não se sente mais livremente ativo senão em suas funções animais: comer, beber e procriar, assim como, ainda habitar, vestir, etc., e que em suas funções de homem ele não se sente mais que um animal. O bestial torna-se humano e o humano torna-se bestial. Comer, beber, procriar, etc. são, é verdade, também funções autenticamente humanas; mas isoladas abstratamente do resto do campo das atividades humanas e se tornando assim, o fim último e único, elas tornam-se bestiais”.

Assim, na modernidade do homem alienado, a consciência dos indivíduos está invertida, porque a própria realidade está invertida. A realidade do mundo das mercadorias é uma representação do real, não é o real. O real está enfeitiçado (fetichizado), reificado, transfigurado em representações subvertidas de sujeito e objeto. As mercadorias são sujeitos qualificados pelos homens, os homens são objetos quantificados pelas mercadorias. O homem sem qualidades, exaurido de humanidade, agora, não se humaniza, por que esbarra sem cessar na hostilidade dos objetos por ele próprio criados, mas que ele não os reconhece como seus. Há um objeto no meio do caminho da nossa humanidade. O nivelamento ético-moral dominante é uma metafórica sarjeta. O resultado dessa desumanização generalizada são os horrores do nosso cotidiano: a violência como reguladora da vida; a morte como normalização do conflito; a crescente fascistização das relações no trabalho, no trânsito, na vida urbana; o capitalismo de quadrilhas; a ciência que conspira contra a Natureza; a divinização do dinheiro; a dinheirização do corpo e dos afetos, etc., etc.

Karel Kosik diz que “Marx nunca abandonou a problemática filosófica, e que especialmente os conceitos de alienação, reificação, totalidade, relação de sujeito e objeto, que alguns canhestros marxólogos [refere-se aos stalinistas] proclamariam prazerosamente como o pecado da juventude de Marx, continuam sendo, ao contrário, o constante equipamento conceitual da teoria de Marx. Sem eles "O Capital" é incompreensível”. Sem eles o capitalismo seria incomprensível.

Foi, portanto, com fundadas razões que o nazismo na Alemanha investiu contra Hegel e seu pensamento idealista. Alfred Rosemberg e Carl Schmitt, dois dos principais ideólogos do nacional-socialismo, se pronunciaram furiosamente contra Hegel, dizendo que em conseqüência da Revolução Francesa, “surgiu uma doutrina de poder estranha ao nosso sangue; ela chegou ao seu apogeu com Hegel e foi, então, em nova falsificação, retomada por Marx”. Schmitt chegou a dizer que no dia em que Hitler subiu ao poder, “Hegel, por assim dizer, morreu”.

Isso prova que a força de uma filosofia deve ser avaliada, para muito além do seu valor em si, mas pelos frutos que pode gerar e, sobretudo, pelas mãos que a apedrejam. Cada um a seu modo, tanto Hitler quanto Marx, valorizou como pôde o velho professor alemão.

No presente tempo global de crise terminal, boçalidade, “fezes, maus poemas, alucinações e espera” (Drummond), uma visita aos clássicos ilumina o espírito e aquece o coração.

Artigo de Cristóvão Feil, sociólogo.

26 comentários:

Anônimo disse...

Importante. Aliás, não se precisa ler toneladas de livros inúteis, como fazem os advogados (cada código pesa em média 3 kilos), mas os essenciais que não passam de 50 (chute) , entre eles os escritos do recém-(re)nascido K. Marx.

armando

Carlos disse...

caro feil,

bastante instigante seu texto. uma visita aos clássicos, quer seja da filosofia, literatura ou científica nos reserva surpresas que nem esperávamos.

talvez seja bobagem, mas como se aplicaria o cerne do texto no caso brasileiro se estamos, creio eu,em pleno processo civilizatório?

parabéns

Carlos Eduardo da Maia disse...

Não sei quantos leitores deste blog conhecem a Alemanha de hoje, mas se eu tivesse que escolher um modelo de país para o Brasil ele seria exatamente a Alemanha de hoje. Lendo Hegel no início do século XIX, poucos anos depois da queda da Bastilha, a gente percebe que existe uma diferença imensa entre o passado, a história e o presente e a atualidade. A crise econômica e social naquela época estava em todos os lugares, em todos os espaços. Apenas a nobreza, os fidalgos, os grandes artesãos é que tinham alguma qualidade de vida. Todo o resto da população era pobre e miserável e se tinham que trabalhar tinham que ir para as minas, para as fábricas insalubres etc... A Alemanha de hoje é completamente outra e atingiu esse estágio de desenvolvimento econômico e social seguindo uma linguagem. É um pais que conheceu os dois sistemas, pois foi dividido entre o leste capitalista e o oeste socialista e o povo unido que jamais será vencido escolheu o sistema menos pior -- que certa esquerda brasileira ainda acredita que é o melhor dos mundos.

Anônimo disse...

Feil, parabéns, não lia um artigo seu tão bom há tempos. Bela síntese, e oportuna.
Bjs.

Anônimo disse...

Feil, lendo seu ótimo post me veio a idéia de um post dedicado ao Maia. É que ele é tão fiel, tão sutilmente dissimulado. Já cheguei a imaginar que você tinha dupla personalidade e ele era seu demônio interior...
Abrçs.

Anônimo disse...

Caro Feil
Texto magnífico.Vou pedir licença para ligar os eu blog com esse texto ao blog UnB Livre.
Abraço
Vanner

Anônimo disse...

Maia Maia
Lambe-La ambe

Maia Maia
Lambe-la ambe

Maia Maia
Lambe-La ambe

Maia é um lambedor!!!!

Jonny

Queiros disse...

Bom o texto!
Porém, não esqueça que Hegel fez de sua filosofia, especialmente da Filosofia do Diretio, uma justificação do Status Quo do Estado Prussiano da Época para evitar uma nova constituição e o fim da monarquia. Podemos extrair consequências extremamente conservadoras da dialética hegeliana. Foi obra de Marx essa nova abordagem da teoria hegeliana, numa relação amor/ódio com Hegel.

Queirós - Filósofo

Ary da Silva martini disse...

Alemanha como modelo? Você deve estar brincando, né, Maia? Se o mundo tivesse 20 países produzinfo e consumindo como a Alemanha o planeta teria se esgotado. Sugiro, como modelo, a Costa Rica ou a Guatemala. Pesquise e não se deixe seduzir pelo mercado de consumo, Maia.

Carlos Eduardo da Maia disse...

A grande sacada do professor de Tübingen -- que conviveu de perto com o processo da revolução francesa ( Queda da Bastilha, fuga, prisão e morte do Rei e Rainha, Terror promovido por Robespierre e Cia. guerras napoleônicas) foi de construir sua teoria dialética, levando em conta sempre os ideais "revolucionários burgueses" de igualdade e liberdade. Mas a dialética hegeliana não é conservadora, porque tudo acaba e se desenvolve na formidável síntese. E os caminhos da síntese, da convergência, do consenso não tem nada de conservador. O que é conservador e atrasado é a intolerância da dialética sem síntese.

Carlos Eduardo da Maia disse...

Ary, tive a oportunidade de permanecer um dia em San Jose na Costa Rica. É uma grande cidade de cimento, com casas pequeninhas ligadas umas as outras, com pouca qualidade de vida e com pouquíssimas árvores. Entre no google earth e dê uma olhada na cidade. Porto Alegre é muito mais arborizada do que San Jose. Por outro lado, a sociedade alemã é diversificada e conta com os benéficos resquícios do Estado de Bem Estar Social, tem excelente sistema de educação e saúde e o povo tem uma grande consciência política e ecológica. É o Estado perfeito da atualidade.

Anônimo disse...

CALA A BOCA MAIA!!!!

claudia cardoso disse...

Feil,

em tempos de chinelagem total no RS, o resgate das teses hegelianas e marxistas ajuda a levantar o astral, porque permite a compreensão do momento em que vivemos, no sentido de que alguém faz a denúncia da alienação do homem.

Porém, como a alegria do pobre dura pouco, bate uma enorme aflição no sentido de como anunciar tal alienação de modo a buscar a sua superação.

Blog já é um começo, eu sei. Alguns movimentos sociais tb se mobilizam, mas precisamos de mais massa consciente. Assim, não chegariam até aqui, no blog, indignados apenas quando a BM ataca torcedores...

Bueno, avante! Parabéns pelo post.

Queirós disse...

Prezado Feil!

A propósito do novo record na pesquisa datafolha sobre a popularidade do presidente Lula gostaria de instigar um pequeno fórum com os amigos leitores do teu excelente blog:

De 1 a 100, que percentual do Lula que julgávamos conhecer em 2002, antes de assumir a presidência, ainda existe no Lula de hoje?

oscar disse...

Parabéns, Tóia...excelente texto!!

Anônimo disse...

Queirós:
Essa é uma discussão sem muito fundamento, pois se julgávamos conhecer era a partir do nosso conceito e do nosso lugar, deves dizer tb que julgamos que exista hoje, outra questão é que nós tb não somos os (as) mesmas (os) de 2002, é um processo dialético, o rio que passa hoje não é o mesmo que passou ontem.....
Camila Vieira

Anônimo disse...

O Maia é desinformado e fantasista: nunca ouviu falar, por exemplo, da sucessiva onda de cortes nos benefícios sociais promovidos pelo estado alemão atual... Enfim, o Maia é um Prof. Pangloss que não fala alemão... rsss

Remindo disse...

O Maia, tu é muito burro. A Europa da segunda metade do século é a América Latina de hoje. Graças aos comunas e revolucionários daqueles tristes anos é que a miséria sumiu daquelas terras, mesmo enfrentando monstros como Hitler, Mussolini e vários tiranos coroados. O Maia, te flagra.

Remindo disse...

Maia, o Lula nestes 6 anos fez mais pelo Brasil do que tidos os outros imperadores, regentes, presidentes, militares golpistas junto. O cara até acha petróleo em todo litoral do Brasil. Maia, te curva ao PT.

Remindo disse...

Com homens como Hegel e Marx, a Alemanha só podia mesmo dar certa. Né, Maia?

Ary da Silva Martini disse...

Depois do"entre no Google Earth",peço licença para me retirar.

MASQUINO disse...

TERÇA-FEIRA, 18 DE DEZEMBRO DE 2007 http://blogdomello.blogspot.com/2007/12/andr-lara-resende-verdade-que-voc.html
- André Lara Resende, é verdade que você enriqueceu com informações privilegiadas no governo FHC?
Na coluna do Ancelmo:

André de volta
André Lara Resende, após temporada em Londres, está voltando para o Brasil. É considerado um dos economistas mais brilhantes de sua geração.

O Blog do Mello aguarda ansiosamente qual será o veículo de nossa “grande imprensa” livre, democrática e plural que vai sair na frente e aproveitar a presença do brilhante economista em nosso país para entrevistá-lo, a respeito das gravíssimas acusações que lhe faz o jornalista Luís Nassif.

Podem começar a entrevista com a pergunta que é o título desta postagem. E para facilitar o trabalho da equipe que vier a procurar por Lara Resende, repito aqui postagem anterior deste blog, de abril de 2007:

Enriquecimento de Lara Resende é real em dólar

A acusação é do jornalista Luis Nassif em seu mais recente livro, Cabeças-de-planilha (Ediouro, 320 pgs.,RS 39,90). Volto ao assunto, porque ele ainda nem começou a ser esclarecido. Segundo Nassif, o economista André Lara Resende, um dos formuladores do plano Real, fez uso das informações privilegiadas de que dispunha - como formulador do plano Real e membro da equipe econômica – para ganhar muito, mas muiiiiiito dinheiro, como mostra este trecho do livro:

“... algumas instituições começaram a atuar pesadamente no mercado de câmbio..."

Carlos Eduardo da Maia disse...

O Ari e sua resposta medíocre. Uma das grandes ferramentas da atualidade é o google earth, a imagem real, a fotografia de satélite que não mente. E o mundo inteiro está ali. Os vilarejos de Gana, as vilas de Alvorada, o subúrbio de Islamabad, as construções precárias de San José na Costa Rica, a muralha da China. E as fotos são precisas. É possível ver com razoável nitidez o prédio onde você mora. E o Ary acha que google earth é brinquedinho. É por isso, por manifestações com a do Ary que o cérebro de certa esquerda tem que se livrar das algemas do preconceito de quem não sabe nada e pensa que sabe.

Ary da Silva Martini disse...

Google Earth e Wickpédia, né Maia. Se você acha minhas respostas medíocres, avalie os comentários dirigidos a você. Já sei a resposta: são ranços de um certa esquerda. Obs: nunca te chamei de medíocre (nem de mala,viado, gazela, anta, etc.).

Carlos Eduardo da Maia disse...

Wikipédia é uma coisa, Google Earth é outra. Um é texto e o outro fotografia real. Um pode ser medíocre e o outro não.

Anônimo disse...

Eu acho que uma fotografia tem algum valor quando agrega algum valor, revela algum sentimento.

O Google Earth não revela nada é só uma imagem, não agrega nada além de despertar a curiosidade no ócio.

Agora o ruim é que ele permite a alguns embusteiros a revelação de realidades que desconhecem, e o pior com a pretensão de mostrar alguma sapiência.

Claudio Dode

Contato com o blog Diário Gauche:

cfeil@ymail.com

Arquivo do Diário Gauche

Perfil do blogueiro:

Porto Alegre, RS, Brazil
Sociólogo