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Surf no lixo contemporâneo: a que ponto chegamos! E que mundo deixaremos de herança para Keith Richards?

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Gatos gordos


Papai Noel

A luta de classes – lembra dela? – voltou. Dizem que quem compra em lojas de grife na Quinta Avenida de Nova York está pedindo para botarem as compras em sacolas de supermercado, para evitar olhares raivosos na rua.

A revolta com os “fat cats”, gatos gordos, cuja desonestidade e incompetência estão pondo abaixo a economia americana, foi atiçada quando os executivos das três maiores montadoras de carro do país chegaram a Washington para pedir dinheiro ao governo, cada um no seu jato particular. A desculpa era que teriam ido de carro se seus carros fossem de confiança. Revelou-se que muitas das financeiras subsidiadas para não falirem estão usando parte da ajuda para dar as regalias e os milionários abonos de sempre aos seus executivos.

O socorro ao capital financeiro mundial lembra aqueles programas adotados em países que em vez de combater o comércio de drogas dão dinheiro para o usuário manter seu vício sem precisar recorrer ao crime. As financeiras estão sendo pagas com dinheiro público para manter seus maus hábitos.

Acho que foi o Paul Krugman quem escreveu, esses dias, que a única diferença entre o esquema do megavigarista Bernard Madoff e o que, em essência, faz todo o setor foi que o Madoff se autodenunciou. Senão, ele também acabaria recebendo dinheiro para sustentar seu vício.

Crônica de Luis Fernando Veríssimo, publicada em vários jornais brasileiros, hoje.

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O jornal Zero Hora de Porto Alegre (grupo RBS) publica essa mesma crônica, só que assinada por um certo L. F. Verissimo.

Quem será esse senhor, esse genérico do filho de Érico Veríssimo? Aliás, não é de hoje que o jornal do bairro Azenha vem publicando crônicas desse tal de L. F.

Em Tempo: o grupo RBS de Porto Alegre foi fundado pelo radialista e apresentador de programas de auditório M. S. Sobrinho, no final da década de 50.

10 comentários:

Anônimo disse...

ô, bonzão: nem Erico, nem Verissimo levam acento na grafia correta do nome do pai e do filho.

claudia cardoso disse...

Perspicaz essa tu observação, Feil... O que oculta e o que revela as iniciais no lugar do nome...

Anônimo disse...

Recomendo o blog do Maia.

Mimguem pode perder o "charlie! e o "gravinha", para quem gosta de viadagem é o conal.

Carlos Eduardo da Maia disse...

Feliz 2009 para todos. Que comemorem e comemorem bem. E que 2009 seja o ano que torne esse mundo melhor e possível. Afinal, por que Luiz Fernando não reclama do L. F.?

SBENTENAR disse...

MALA MAIA!! TAMBÉM DESEJO FELIZ 2009 PARA TODOS. SERIA UM GRANDE COMEÇO A RENÚNCIA DE TUA GOVERNADORA - GOVERNA PARA MEIA-DÚZIA DE APROVEITADORES. O RIO GRANDE AGRADECERIA E RECUPERARIA A AUTO-ESTIMA GAUDÉRIA.

SBENTENAR disse...

MALA MAIA!! TAMBÉM DESEJO FELIZ 2009 PARA TODOS. SERIA UM GRANDE COMEÇO A RENÚNCIA DE TUA GOVERNADORA - GOVERNA PARA MEIA-DÚZIA DE APROVEITADORES. O RIO GRANDE AGRADECERIA E RECUPERARIA A AUTO-ESTIMA GAUDÉRIA.

A. Cattani disse...

Cristovão
A propósito do Madoff, ele é responsável pelo desaparecimento de 50 bilhões de dólares. Subtraindo a parte fictícia desse valor (produto da corrente da felicidade) o total deve ficar na
ainda na casa das dezenas de bilhões. Ao prendê-lo, as autoridades descobriram que ele possuia efetivamente apenas algumas centenas de milhões de dólares. Nem o NYT, nem o Financial Times ou The Economist abordam a questão essencial: Where's the money?
Cattani

Cristóvão Feil disse...

Boa pergunta, Cattani.

Abç.

CF

Oscar torres disse...

O texto do Verissimo é excelente...que interessa se tem acento ou não, meus caros?

Anônimo disse...

Falando em Gato Gordo me lembrei do Busatto. não sei porque?


Claudio Dode

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