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Surf no lixo contemporâneo: a que ponto chegamos! E que mundo deixaremos de herança para Keith Richards?

quarta-feira, 19 de março de 2008


O basismo e o renovacionismo de ocasião

Vejam as considerações de José Dirceu (foto) sobre o resultado da prévia petista em Porto Alegre, publicada ontem em seu blog no IG (no IG, o mesmo que extinguiu o blog do Paulo Henrique Amorim, ontem):

“Resultados como os da eleição para o diretório estadual de São Paulo, com a eleição do presidente Edinho Silva, e a vitória da deputada Maria do Rosário como candidata do partido a prefeita de Porto Alegre, na eleição de outubro próximo, são sinais ostensivos do processo de renovação pelo qual passa o nosso partido.

O fato de o Edinho ter sido eleito em dezembro, e a Maria do Rosário indicada no último domingo, em prévias na capital gaúcha, constitui para mim uma indício claro de que esse processo de renovação, iniciado há meses, segue seu curso firmemente. Além desses sinais claros de que a decisão da maioria do partido é pela renovação, outro aspecto salutar que vejo neste processo é que ele é um sentimento forte, que cresce na base e entre os filiados ao PT. É isso que faz com que essa renovação muitas vezes passe ao largo das tendências e das principais lideranças petistas”.

.....

Repito o que escrevi aqui, na última segunda-feira, horas depois de encerrada a prévia que deu a vitória à deputada Maria do Rosário:

“O ciclo petista iniciado em 1995, com a ascensão da hegemonia de José Dirceu – o papa do ultrapragmatismo – encerrou-se ontem na ex-capital do Orçamento Participativo e do Fórum Social Mundial. Com a vitória do dirceuzismo e seus aliados”.

As considerações - com um oportunista sotaque neobasista e renovacionista - de José Dirceu, mal conseguem disfarçar a sua inenarrável e imorredoura alegria de finalmente ter conquistado Porto Alegre, via Maria do Rosário & aliados.

33 comentários:

Anônimo disse...

Não vejo esse catastrofismo todo. Dirceu tem história. É de luta. Muitos bons e que aparecem bastante, não conseguem explicar o que faziam durante duas décadas de ditadura, mas, o mesmo não acontece com Dirceu. Os petistas têm que resolver os seus problemas sem ficar procurando um bode expiatório. Base que tem valores como Rosseto, Olívio, Tarso, Dilma e tantos outros, não pode ficar chorando pitangas e culpando José Dirceu.

André disse...

No blog da Rosana está anunciada a inauguração do conduto da Alvares Chaves. Fiz o seguinte comentário lá, o que vocês pensam disto:

Se o Min. Marco Aurélio diz que as viajens do Presidente Lula, para inaugurar obras do PAC e do Luz para todos, é crime eleitoral pois este ano temos eleições municipais. Então, o que dirá do Prefeito de Porto Alegre, canditado à reeleição, inaugurando esta obra? Crime eleitoral também?

Carlos Eduardo da Maia disse...

André, Lula inaugura a construção de obras do PAC e Fogaça está terminando uma obra em POA. É diferente. E o IG, administrado pelos companheiros petistas, rescindiu o contrato de PHA -- que coleciona demissões. Isso mundo é muito interessante. Daqui a pouco vão dizer que Dirceu é que mandou PHA pastar.

Anônimo disse...

Penso que fizeste muito bem, André, pois disseste o que precisava ser dito sem rodeios através de uma comparação condicional procedente. Claro, porém, que jamais a RBS daria visibilidade a uma declaração de algum agente público que criticasse como eleitoreira a inauguração protagonizada pelo Fogaça.

Bem, agora sobre a lúcida nota do Cristóvão: os argumentos dirceuzistas chegam a ser constrangedores. Pena que ele não saiba o significado dessa palavra.

Parabéns, Cristóvão. Tua cobertura desse fato político histórico, bem como tua percepção mesma dele com a qual nos brindaste, que passaria ao largo da maioria das cabeças oportunistamente renovacionistas, tem sido irretocável.

Anônimo disse...

Ah, e não dês atenção ao Maia, e não que precises de tal conselho, já que ambos os casos só são diferentes de fato porque ele convenientemente quer que assim seja.

Anônimo disse...

Anônimo, quem está culpando Dirceu? Onde está o catastrofismo? Catástrofe e culpa estão na tua mente.
O que tem no post do Feil é uma constatação apenas. Basismo sim. Renovacionismo sim. Ou é renovação filiar gente aos magotes e carregar pra votar? Só se é renovação à moda PTB e DEM. E que papinho é esse de "bases"? Eu vi domingo é gente muito pobre, que desconhecia o significado do que estava fazendo e sendo conduzida a depositar o seu voto "democraticamente" na RÔ. O RS importou a governadora de SP e agora importa também o modelo "Tatto brothers" de arrebanhar votos.
Que renovação!

Batazuna

Anônimo disse...

A verdade é que o Dirceu e sua turma de falcas arrebentaram com o partido. Todo mundo tá careca de saber que o PT acabooooooooooou! O que vocês querem e esperam? O negócio é participar grande feira eleitoral e só. Bianca

claudia cardoso disse...

Feil, não sei se é o caso de comentar no blog, mas o que me chamou a atenção neste dia 16/03 foi a abstenção dos filiados. Ainda mais, que a Mª do Rosário só teve 56 votos de vantagem.
O que terá acontecido nesta prévia, onde menos da metade foi votar?

marcos trindade disse...

Cristóvão, eu e o Dija te mandamos um forte abraço. Continuamos na luta.

Anônimo disse...

E de boca fechada.

Anônimo disse...

Prá não entrá mosca.

marcos trindade disse...

Mas não estamos mortos.

marcos trindade disse...

ARTIGO
BRASIL DE FATO

Edição 264

18.03.2008

A Ditadura Reencarnada
Alipio Freire (*)

O que leva alguém a escrever e publicar, a partir de uma série de mentiras, um artigo com o título Em 2008 remunera-se o terrorista de 1968, nos dias da visita da senhorita Condoleezza Rice ao Brasil, poucos depois da invasão e bombardeio do território equatoriano pelas forças do narco-presidente Álvaro Uribe, para assassinar militantes das Farc?

O que se pretende ao retomar a expressão "terrorista" no título e corpo de um texto, repetida ad nauseam, quando todos sabem dos esforços de Miss Condie para tentar nos convencer de que invasões de fronteiras e desrespeito a soberanias nacionais devem ser considerados "legítima defesa" desde que se trate de perseguir o que o governo a que serve considere unilateralmente como "terroristas"?

Essas perguntas, pelo menos por enquanto, ficarão sem resposta.

Observado o contexto em que a Folha de S. Paulo publicou o artigo do jornalista Élio Gaspari, vamos ao texto.

O pretexto do artigo é a defesa de supostos direitos do senhor Orlando Lovecchio Filho, que perdeu uma perna há cerca de 40 anos, em conseqüência de bomba colocada no Consulado dos EUA em São Paulo.

Primeiro, o senhor Gaspari omite que houve um processo movido pelo senhor Lovecchio contra o arquiteto Sérgio Ferro, único sobrevivente do comando que colocou a bomba. Nesse processo, os advogados do senhor Lovecchio anexaram dois laudos médicos: o primeiro, dá conta de que, quando a vítima deu entrada no hospital imediatamente após ser ferido pela explosão, a cura do ferimento seria possível. No entanto, a Delegacia de Ordem Política e Social (Deops) retirou o senhor Lovecchio do hospital, levando-o para sua sede na Praça General Osório, para interrogatório, somente depois do que foi levado outra vez para o hospital. O segundo laudo (feito depois dessa volta) declara que, nesse intervalo de tempo, sua perna havia gangrenado, tornando a amputação a única saída possível. O arquiteto Sérgio Ferro ganhou o processo em duas instâncias.

Depois, revela ignorância e/ou má fé o cronista, ao classificar a bomba contra o Consulado enquanto ação "terrorista". Os arquitetos Sérgio Ferro e Rodrigo Lefèvre (falecido em 1984) foram julgados em 1971 pela Auditoria da 2ª Circuscrição Militar de São Paulo. Acusados pela ação contra o Consulado. Esta foi classificada pelo tribunal militar como "propaganda armada". Ou seja, o jornalista Gaspari investindo-se da mesma presunção do governo do senhor George W. Bush, define unilateralmente o que seja "terrorismo" a partir do que se sente autorizado a atacar o que bem entenda.

Mas, não param aí as mandracarias do jornalista que se propõe expert sobre a ditadura, a respeito da qual já publicou alguns livros que, com esse artigo publicado na Folha, tornam-se, na melhor das hipóteses, fontes absolutamente suspeitas.

De acordo com o cronista, a ação teria sido da autoria da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), planejada por Diógenes Carvalho de Oliveira que, juntamente com os dois arquitetos e a então produtora cultural Dulce Maia, teriam sido seus executores.

Aqui, incorre o arrogante expert em pelo menos três outras inverdades: a ação foi uma decisão da Ação Libertadora Nacional (ALN) e nem Diógenes ou Dulce (militantes da VPR) tiveram qualquer tipo de participação.

A partir desse conjunto de mentiras sucedem-se os ataques pessoais, sobretudo contra Diógenes de Oliveira. A certa altura, lemos:

"Durante o tempo em que esteve preso, ele [Diógenes] foi torturado pelos militares (...). Por isso, foi uma vítima da ditadura, com direito a ser indenizado pelo que sofreu. Daí a atribuir suas malfeitorias a uma luta pela democracia iria uma enorme distância. O que ele queria era outra ditadura".

Mais uma vez, investindo-se da postura imperial do senhor W. Bush, o cronista que, segundo consta, foi o enfant gâté (criança mimada) dos generais Ernesto Geisel e Golbery do Couto e Silva, se coloca acima de qualquer lei (sim, pois existe uma Lei de Anistia), e decide dar aulas sobre o que deve ser considerado "malfeitoria" e "democracia".

De repente, além de outros interesses mais ou menos escusos que possa ter para se expor com mentiras tão rudimentares, o cronista volta a uma das suas mais velhas teclas: as indenizações recebidas pelos perseguidos durante a ditadura.

Desta vez, tenta cunhar uma graciosa expressão: "Bolsa Ditadura".

Desrespeito e indignidade parecem não ter limites.

Sobre as indenizações

A respeito das indenizações, qualquer pessoa minimamente informada sabe que todo Estado é responsável pela integridade de seus cidadãos sob sua custódia e que, não cumprindo esse seu dever, pode e deve ser processado. Do mesmo modo, todos sabem que é dever das Forças Armadas, além de defender o território nacional de agressões estrangeiras, garantir a Constituição que rege o Estado.

Em 1964, setores hegemônicos das Forças Armadas, aliados ao grande capital internacional, à mais alta cúpula da Igreja, à chamada "direita ideológica" e com o apoio do governo dos Estados Unidos (democracia pela qual parece pugnar o cronista que aqui glosamos) rasgou a Constituição brasileira, depôs seu presidente constitucionalmente eleito e implantou a tortura e o assassinato de adversários enquanto política de Governo e de Estado.

Explicado o óbvio, repetirei aqui, para encerrar, apenas um trecho de uma das minhas falas perante a Comissão de Anistia, quando do julgamento do meu processo, em outubro de 2004:

Se o Congresso Nacional houvesse aprovado a nossa proposta de Anistia Ampla, Geral e Irrestrrita, que incluía a apuração das responsabilidades pelos crimes cometidos e punição de seus autores e mandantes nos termos da lei, certamente teríamos como desdobramento o confisco dos bens dos que enriqueceram ilicitamente naquele período à custas da violência e do herário público. Em todos os sentidos, e também por saber que nossas indenizações seriam pagas por esses confiscos justos e legítimos, nos sentiríamos certamente muito mais realizados em nossos objetivos.

No entanto, foram exatamente os que pensam como o senhor Gaspari, que preferiram que esse tipo de solução não se concretizasse.



Nota

As informações aqui utilizadas foram dadas diretamente com Sérgio Ferro e Dulce Maia. Infelizmente, não pudemos ouvir Diógenes Carvalho de Oliveira. Os três, bem como o já falecido Rodrigo Lefèvre, foram meus companheiros de prisão, e tenho profundo orgulho de privar da amizade de todos eles.

(*) Alipio Freire é jornalista, escritor e membro do Conselho Editorial do Brasil de Fato

Anônimo disse...

Cristovão, a carta do Sérgio Ferro foi postada domingo no Post O General em Seu Labirinto. Só para os curiosos.

Anônimo disse...

Eu, pessoalmente, acho que a maior tortura sofrida pelo Diógenes adveio do Promotor Mor Vieirinha, lembram?, aquele que obrigou o Diógenes a jurar falar a verdade com a mão na Sagrada Bíblia.

Anônimo disse...

Ouvi dizer que o PDT, do VIEIRINHA, é o preferido para compor a chapa do PT à PMPOA. Onde anda o Vieirinha?

Anônimo disse...

Dizem por aí que o PT quer fazer aliança com o PDT do vieirinha. Será verdade?

Carlos Eduardo da Maia disse...

Gostaria de perguntar ao Sr. Alípio Freire, que mentiras o Élio Gaspari escreveu? Isso é que irrita na mídia de esquerda: a patrulha ideológica. Não se pode escrever nada - nadica - contra o pensée unique da nossa gauche, mesmo de um picareta de marca maior como Diógenes de Oliveira ou como o pessoal das FARC. Enquanto o pessoal da esquerda brasileira ficar namorando com o fascismo da ultra esquerda fica difícil qualquer diálogo.

Anônimo disse...

Releia Maia e vai ver claramente onde está a mentira.

Não é patrulha ideológica, e nem que não se possa escrever nada. O que não pode é se usar de mentiras e meias verdades, como fazes costumeiramente aqui.
E porque vocês da direita, Maia, não escrevem qualquer coisa: ou já classificam, seguindo doutrina do Bush, de terrorista ou já vem esculhambando. Quem és tu para com este dedo cheio de mentiras para apontar Diógenes, ou qualquer outro, de picareta.
O que tenho visto aqui, da tua parte, é com mentiras e distorções da verdade, permanentemente tentar desqualificar quem defende um pensamento de esquerda, ou qualquer movimento popular.
Quem é minimamente de esquerda, não anda namorando com Yedas, Brittos, FHC e caterva...

Claudio Dode

Carlos Eduardo da Maia disse...

Quer dizer, então, que colocar bomba num consulado não é ação terrorista, Cláudio???? A gente vive e desaprende com os cantos da esquerda radical.

Anônimo disse...

Muito simples, o Diógenes não participou do tal "ataque terrorista" ao consulado. Aí mentira do Gaspari.

Anônimo disse...

Repito: o que o Dirceu tem a ver com problemas existenciais do PT do RS? Rosário é militante como os outros. Não voto nela, mas não posso esculhambá-la, querendo impor minha vontade e, pior, culpando Dirceu. Resolvam os problemas existenciais sem buscar desculpas de fora. Dirceu sempre lutou a boa luta, ao contrário de muita gente boa que ficou em baixo da cama, ou fazendo salamaleque nos prédios da Rua da Praia (aqueles onde desfilam um monte de gente de verde).

Outra coisa: Maia deixe de ser direitoso torto e não tire do contexto uma luta dura e que deixou muita agonia. O que aconteceu nos anos 60 e 70 devem ser analisado a partir do que existia, ou seja, repressão, falta de liberdade e alinhamento com ditaduras fascistas. Todo ato de luta contra fascismos é um ato de guerra. Por isso mesmo, os que combatem os fascismos pagam alto preço pessoal, que, aliás, o próprio Diógenes, Dirceu, etc, pagaram.

Anônimo disse...

O Dirceu precisa explicar ainda um velho erro dele. Como foi o congresso de Ibiúna da UNE. Ele que foi líder estudantil da época. E nada além disso. Como organizou um congresso com centenas de pessoas num local rural, pacato, sem querer chamar a atenção da repressão? Aí tem gato na tuba,desde aquela época. Hoje sabendo-se como é Dirceu, dá pra desconfiar do gajo. Foi ingenuidade ou foi má fé? Estou só perguntando. Nada além disso.

leocádio

Anônimo disse...

Resposta ao Leocádio: quem organizou o congresso de Ibiúna foi a UNE. Organizou e fez a "segurança". Claro, havia infiltrações, como as há hoje, dentro do PT. Dirceu participou como outras centenas de líderes. Nada além disso, como diz você.

Anônimo disse...

A UNE são paredes, cadeiras, carimbos, documentos de burocracia, portas, etc. A UNE era a direção (Dirceu) e seus estudantes. Quem "organizou" aquela ratoeira foi Zé.
E agora?

jucah

Anônimo disse...

Novamente:

A UNE são paredes, cadeiras, carimbos, documentos de burocracia, portas? NÃO.
A UNE era a direção (Dirceu) e seus estudantes. Quem "organizou" aquela ratoeira foi Zé.
E agora?

jucah

Carlos Eduardo da Maia disse...

No Brasil ao contrário do Chile, do Uruguai e da Argentina, foram meia dúzia e apenas meia dúzia de militantes radicais que pegaram em armas. Estavam tentando fazer uma revolução sem povo. Aliás, tais atos - a radicalização do confronto -- justificaram a tirania da ditadura. Mas muita gente - a imensa maioria - não pegou em armas e fez outro tipo de oposição ao regime e que foi muito mais eficiente e salutar ao país. O próprio Lula não pegou em armas, mas organizou manifestações no ABC que foram muito mais importantes para ajudar a derrocada do fascismo do que os atos de Marighella. Não é necessário pegar em armas para se lutar contra uma ditadura totalitária, até porque o povo não gosta de armas.

Anônimo disse...

Parabéns jucah, agora v. está na companhia do Maia. É isso que dá repetir críticas da direita, sem pensar nas conseqüências. Ou seja, de que lado estão os que fazem críticas irresponsáveis? Respondo: do lado dos Maias da vida. Bom proveito!

Anônimo disse...

Outra dica aos "inocentes" que repetem críticas da direita: falta v. citarem que ele abandonou sua esposa no Paraná. Em frente, que os fascistinhas agradecem.

Anônimo disse...

Os dirceuzistas são dogmáticos. Criticar o chefe Dirceu é como atirar pedra na cruz, eles rogam praga pra mão do cara secar.
Eu não reconheço no Dirceu nenhuma identidade com a esquerda, pelo menos desde que ele começou a mandar no PT e desvirtuar os propósitos originais do partido. O PT hoje está irreconhecível por causa do Dirceu e do dirceuzismo. Me responde, Anônimo, qual o motivo de Porto Alegre ter 12 mil filiados ao PT e somente 4 mil votaram nas prévias? Os 8 mil que não acreditam mais no PT por acaso são "caciques", como diz a RBS?
É preciso investigar porque o PT se esvaziou tanto nestes anos, o que até é contraditório, pois está finalmente no poder com Lula. Portanto, Anônimo, tem algo aí que não está explicado e não adianta ficar no ufanismo babaca de Dirceu de repetir que é a base, a renovação.

jucah

Anônimo disse...

Jucah, não se trata de ufanismo defender Dirceu, mas respeitar a história, da qual somos pobres e até mesmo mendicantes. Haja vista, a importânicia que damos a Tirandentes, um conversador fiado. Entretanto, o problema do RS é o mesmo de SP e de MG. Ou seja, partidos de esquerda, acabam sendo instrumentalizados pela direita, mais por competência deles do que por falhas nossas. Dirceu fez e faz seu papel. É pragmatico, mas honesto e socialista. Um detalhe: não voto em Dirceu, assim como não voto em Rosário, mas respeito a história de ambos. Essa é a diferença entre os inocentes que levam água ao moinho da direita e nós outros que olhamos criticamente o companheiro dirceu. Que tal v. prestar atenção ao que está a sua volta?

fernando disse...

Anonimo, concordo em partes com vc, mas falar q o dirceu ainda é socialista é forçar a barra...demais...
Leia a piaui...

Anônimo disse...

Depois de Ibiuna, e lendo a entrevista da Piauí dava para fazer um filme:

Cabo Ancelmo - O Retorno

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