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segunda-feira, 3 de março de 2008



A auto-representação de cada um

O jornal Zero Hora veicula hoje pequenas entrevistas com os dois pré-candidatos do PT à prefeitura de Porto Alegre: a deputada federal Maria do Rosário, e o ex-ministro do MDA, Miguel Rossetto.

Rossetto é o único que faz menção ao Orçamento Participativo e à necessidade de se retomar a participação popular em Porto Alegre. Rosário esqueceu deste tema tão caro à militância petista e que está sendo chamada às urnas em 16 de março para decidir quem será o candidato do Partido ao Paço Municipal.

Mas o que mais chama a atenção são as fotos (posadas) que ilustram as entrevistas (ver acima): enquanto a deputada Maria do Rosário está adornada à sua esquerda por um pôster estampando a sua própria imagem, e à direita, por uma representação da Nossa Senhora do Rosário, da fé católica, Miguel Rossetto está escudado por uma fotografia de Porto Alegre vista do lago Guaíba e a estrela do PT, à esquerda.

Cada um se auto-representa como quer (ou como se vê).


11 comentários:

Anônimo disse...

Bah! A Rosário é uma narcisa cafona. Olha o que está escrito no poster de auto-homenagem "o amor é maior que a política".

Eu não sabia que existe uma disputa entre o amor e a política. E que o amor vence. Parece essa subliteratura que a gente recebe nos e-mails. Filosofia de Ana Maria Brega.

Blearrrggghhh!!!!!!!

Lustosa

Anônimo disse...

Estás coberto de razão, Cristóvão, assim como o Lustosa. Personalismo, narcisismo, subliteratura falaciosa e catolicismo pragmático misturados à política são, no final das contas, sua própria ruína.

Guillermo disse...

É só ver o que essas duas pessoas e seus grupos fizeram pelo partido e pelos seus eleitores. A escolha certa é óbvia.

DÁ-LHE GRÊMIO!!!

Anônimo disse...

Quando a "esquerda" começa a trocar a literatura política pela de "auto ajuda", aí é foda. Esse negócio tá parecendo aquela campanha das tampinhas da cocacola, "o amor é", lembram?

Eugênio

Anônimo disse...

Amar é nunca ter que pedir perdão!

Não é lindo, gente?

Eu fico até arrepiada.



mari

Anônimo disse...

Rosário? Me poupe, gente!

Anônimo disse...

o "debate" é altamente "politizado", como se pode sentir, no PT.


jr.

S - Porto Alegre disse...

Não vou rezar Novena nenhuma e nem votar nessa senhora!

abraço Sueli

Anônimo disse...

Reza, Rosário, reza!




O Bispo

Anônimo disse...

A Rosário se acha. E quem se acha, vive se perdendo.

Su

claudia cardoso disse...

Putz... papinho mais despolitizado esse: o amor, bem ao gosto da direita guasca! Pronto: com "amor", não há confronto de idéias, disputas necessárias para a busca de soluções que visem ao bem comum numa sociedade diversificada. A luta de classe tb fica escamoteada.
Agrava-se o fato da desvinculação ao PT. Está certo que o anti-petismo grassa em nossas terras, mas é gravíssima a alusão de que a política não é nada! Além disso, o amor, neste contexto, insere-se numa relação autoritária, verticalizada, uma vez que só os "amorosos" é que "sabem das coisas e que podem fazer muito", afinal, está "na sua natureza".
Papo enganador, mas que cai como uma luva à turma do coraçãozinho, do manter o que está bom e do novo jeito de governar.
Ai ai ai... parte do PT está caindo na mão de marqueteiro e suas "fórmulas apaziguadoras"...

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