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Surf no lixo contemporâneo: a que ponto chegamos! E que mundo deixaremos de herança para Keith Richards?

quinta-feira, 6 de março de 2008


Karl Marx ainda não disse sua última palavra

Por que continuar lendo Karl Marx (1818-1883), o autor de "O Capital"? Por causa da clareza formal dos seus textos, e da força do seu raciocínio, explica o filósofo e lingüista Jean-Claude Milner na entrevista a seguir, concedida a Jean Birnbaum e publicada no Le Monde do último dia 3.

Le Monde - Qual é o lugar que Marx e a sua obra ocupam no seu itinerário de pensamento?
Jean-Claude Milner
-
Em qual momento um estudioso resolve parar com a sua atitude de definir como único objetivo de repetir da melhor maneira possível o que já foi dito? Este momento, para mim, dependeu de Marx. A meta de escrever para si mesmo, e não para satisfazer às exigências acadêmicas, não é tão simples assim; se eu a alcancei de vez em quando - pouco importa que o resultado seja ou não digno de interesse -, foi em primeiro lugar graças a Marx.

Posteriormente, outros nomes tomaram o seu lugar, mas, no caso de Marx, foi uma prioridade, e continua sendo uma dívida para com ele. Não há dúvida de que o impulso inicial foi dado por Louis Althusser (1918-1990, filósofo marxista) foi decisiva, mas o meu interesse subseqüente se deve aos textos do próprio Marx. Eu não diria que eles me ensinaram a pensar, mas sim que eles me ensinaram que o pensamento consiste em abandonar as nossas próprias bagagens. Marx me ofereceu a oportunidade para a minha primeira "emigração filosófica". Se eu tivesse de resumir o que revelou ser mais importante e continua sendo até hoje, mencionaria o seguinte: quando o lemos como se deve, Marx nos torna especialmente sensíveis para o fato de que uma entidade não precisa mudar de natureza para operar efeitos opostos. Isso não se deve ao fato de a entidade se transformar no seu contrário; é justamente porque ela permanece idêntica a si mesma que os seus efeitos se invertem. A máquina, ao permanecer tal como ela é, pode acentuar a servidão ou gerar um princípio de liberdade. A burguesia não se torna diferente dela mesma entre o momento em que ela desencadeia as revoluções e o momento em que ela instala os conservadorismos. O capitalismo precisa ao mesmo tempo de que a mais-valia exista e que nenhum capitalista consiga compreender que ela existe.

Mais perto de nós, foi ao persistir em se inscrever numa mesma estrutura histórica que a Europa democrática produziu, em relação ao nome judeu, tanto a recusa do crime quanto a aceitação dos resultados do crime. Temos nisso um exemplo de reviravolta topológica da mesma ordem do que aquelas que Marx descreve e analisa. Ele recorria a uma linguagem hegeliana e à dialética. Mas isso não é nem um pouco necessário. Outras linguagens revelam-se, da mesma forma, adequadas: estou me referindo a Roman Jakobson ou a Michel Foucault. O que importa é que é preciso ter lido Marx para se dar conta disso.

Le Monde - Qual é o texto de Marx que mais o impressionou, e que mais lhe proporcionou ensinamento, e por quê?
Milner
-
Muitos foram os textos que me impressionaram, de uma maneira ou de outra. Entre outros, os textos do período que vai de 1840 a 1850, que são modelos de inteligência. Mas o mais completo, em minha opinião, é "Salário, preço e lucro". A nitidez da forma, a força do raciocínio, a vontade de não ceder em nada ao politicamente correto, a força explicativa diante de fenômenos paradoxais, tudo nele é admirável.

Le Monde - Em sua opinião, em que este autor encontra hoje a sua atualidade mais intensa?
Milner
-
Eu seria o primeiro a defender a opinião de que as doutrinas econômicas de Marx merecem plenamente o recrudescimento de interesse que as cercam atualmente. Mas isso é o mais importante? Não creio. Para a política, não se pode deixar de mencionar o preço que Marx foi obrigado a pagar por se distanciar de Hegel: a ausência de toda reflexão verdadeira sobre as instituições. Sobre o Estado, sobre o sufrágio universal, sobre os poderes, sobre o direito, não há nada em sua obra, a não ser a crítica altiva. É por esta razão que Lênin foi obrigado a improvisar - o que ele fez de maneira brilhante, em certos casos, é verdade, mas a improvisação nesses campos é proibida: ela conduziu à catástrofe.

Prefiro situar Marx em outro campo. Do lado da escrita e do lado do pensamento. Leo Strauss insistiu sobre a existência de uma arte de escrever por parte de quem é vítima de perseguição. Que seja, mas é preciso se perguntar também como os autores fizeram, depois das Luzes, lá onde todos podiam escrever a respeito de assuntos polêmicos sem temerem a perseguição. A resposta é simples: foi preciso desenvolver uma nova arte de escrever. Esta foi a mais gloriosa empreitada do século 19; os que se dedicaram a ela não são tão numerosos assim. Na língua francesa, só consigo me lembrar dos romancistas e dos poetas. Na língua alemã, Marx é certamente um dos mais importantes.

Ele praticou dois modos de escrita. Eu chamarei o primeiro de 'a corrosão do presente pela esperança no futuro' - uma categoria na qual se incluem os textos sobre a atualidade, "As lutas de classes na França de 1848 a 1850" (1850), "O 18 Brumário de Luis Bonaparte" (1852), os artigos do "New York Tribune" (1852-1862). Ou ainda os comentários ocasionais a respeito de obras literárias - estou me referindo, por exemplo, à espantosa desmontagem de "Os Mistérios de Paris" (um romance de Eugène Sue, publicado em 1842-43) em "A Santa Família" (1845). O outro modo de escrita diz respeito ao saber - o qual Marx separa explicitamente de toda esperança. Sobre esta questão, leia o prefácio de "O Capital".

Mas, voltando aos dois modos de escrita, trata-se de escrever sem temer a perseguição. Estou me referindo evidentemente à perseguição policial, mas existem outras formas de perseguição mais sutis. Por exemplo, a desaprovação daqueles dos quais nós deveríamos, em nome da esperança, nos tornar amigos. Não há nada mais estimável em Marx do que a sua vontade de não dar ouvidos para as lamúrias dos bem-intencionados que tentam convencê-lo de que ele está equivocado em não se enganar. Mas é preferível aqui não nos deter aos detalhes. A verdadeira questão diz respeito ao futuro da arte de escrever sem reservas mentais, uma arte que é mais recente do que aquela de Strauss, mas que caiu ainda mais no esquecimento.

Eu sei que a perseguição reapareceu. As matanças, as maldições, a prisão, tudo recomeçou. Então, a arte de escrever sob a perseguição é um tema que está se tornando novamente inevitável. Mas, nos lugares onde o pior ainda não se instalou, ninguém precisa se apressar a renunciar a esta outra arte de escrever, da qual Marx foi um mestre. As virtudes da sua abordagem são muitas: nem prudência nem respeito, raciocinar sem dobrar-se; não fingir estar errado quando se está certo, não deixar para intermediários a tarefa de dizer o que se pensa, não misturar aquilo que se tem como verdadeiro em meio a declarações de submissão e de fidelidade àquilo que se tem como falso. Estas são as virtudes que conservei de Marx. Ora, andei constatando que há uma grande indiferença em relação a esta questão por parte daqueles que dizem ser os seus herdeiros.

Resta o pensamento. Nós sabemos que Marx declara ser um materialista. A proposta materialista por excelência tem o seu enunciado: nada se perde, nada se cria. Resumindo, a matéria é um jogo no qual a soma é nula. Ora, o materialismo de Marx afirma abertamente o contrário: existe algo material que se cria por meio apenas do jogo das forças materiais. Tal é a teoria da mais-valia: a força de trabalho cria valor lá onde este não existia.

Todos os grandes pensamentos materialistas se baseiam numa operação análoga. Ou alguma coisa se perde, ou alguma coisa se cria. É possível detectar a existência de materialismos do "menos um" (tal como defendeu Freud nos seus textos finais) e de materialismos do "mais um" (o "clinamen" de Lucrécio, filósofo epicurista do século 1 a.C.; ou ainda o aleatório darwiniano como origem das espécies, etc.). O "nem tudo" de Lacan opera uma abertura para as duas leituras. Esses diversos operadores enunciam que o jogo não resulta numa soma nula. Ou que o único jogo que valha é um jogo cuja soma não é nula. Negativa ou positiva, isso depende das doutrinas.

Mas, na realidade, os jogos de soma nula são aqueles que predominam efetivamente. Eles têm por nome matéria, ou espírito; ou grande desígnio, ou ordem mundial, ou revolução mundial, ou Papai Noel, pouco importa - é o infame. Contra este inimigo, os textos de Marx contêm um operador eficiente, embora este seja demasiadamente oculto.

Tradução de Jean-Yves de Neufville.

15 comentários:

Anônimo disse...

Impriscindível para todos que querem entender o mundo em que vivemos. E mais: fundamental para o transformarmos. É o norte, é o meio, é o fim. Tudo isso, apesar de terem decretado sua morte tantas vezes.

armando

Eduardo Martinez disse...

ECO DO EGO
QUANDO A ESQUERDA ENDIREITA

O mais paradoxal na dialética da vida (aquela que não pode ser corrompida pela retórica) é quando a esquerda cai na armadilha da direita: a dependência cultural de heróis, personalidades e do individualismo em detrimento da construção coletiva e do despreendimento pessoal, ou seja, do comprometimento com a classe que diz representar.

É tão difícil perceber que esses são os pilares do capitalismo?

Ainda por cima, são lâminas afiadas nas mãos dos conservadores (aqueles que têm o que conservar, incluindo coisas materiais e imateriais, objetivas e subjetivas, além de certas carreiras políticas, acadêmicas e profissionais, ou tudo ao mesmo tempo) usadas como armas letais no aniquilamento da reputação do adversário reduzido a um só-cialista.

Estão faltando marxistas no marxismo: pessoas que traduzam com suas próprias vidas as idéias que defendem para que o chamado senso comum (expressão muito conveniente para os acomodados) compreenda e seja protagonista no desenvolvimento de sua própria consciência crítica, sem virar dependente químico e psíquico de mandatos-muletas.

Por que nossas ruas e locais públicos levam o nome de pessoas e não das causas pelas quais essas pessoas (e as outras, as que não aparecem na foto oficial) lutaram, com raras exceções?

O exército de um homem só luta contra seus inimigos interiores, nada mais. Ninguém faz nada sozinho, essa é a grande diferença entre ser de esquerda e ser de direita.

A direita é um exército de homens sós lutando contra seus pesadelos imaginários, sonhando sonhos diferentes uns dos outros, exclusivos. Dom Quixote que o diga, Cervantes tarde do que nunca.

A esquerda é um exército de homens sonhando juntos, acordados, o mesmo sonho: transformar o pesadelo real criado pelos sonhos diferentes dos homens sós, derrotados por eles mesmos, em sonhos iguais, inclusivos, construídos por todos ou, pelo menos, pela maioria.

Mas certos teóricos de esquerda só ficam na platéia quando estão no palco, seguindo o roteiro que eles mesmos escrevem e não abrem mão do aplauso ou da vaia. Essa, ao que parece, é a única democracia que oferecem aos "protagonistas" figurantes: aplaudir ou vaiar.

Raras vezes ou nunca trocam de lugar com eles.

Alguns, inclusive, participam do espaço democrático e republicano que é a internet como professores avaliando alunos.

Contra isso eu grito: carteiraço na blogosfera, não.

Aqueles que tiveram acesso ao conhecimento construído pela humanidade e guardam para si, incapazes de compartilhar o que receberam de graça (mesmo o ensino pago é um espaço público oferecido pela sociedade, que o sustenta com seus impostos ou sacrifícios), são tão conservadores quanto as oligarquias rurais financiadas com recursos públicos, sem prestação de contas ou contrapartida social.

A figura retórica da geração de emprego ou produção intelectual, apresentada aos ingênuos, nem se compara com a verdade dialética do lucro ou do status quo que usufruem.

Como diz Tetê Catalão: "Se é do eu é céu, se é do ego é cego".

Há mais contradições para trazer à tona, pelo menos do ponto de vista de alguém que não passou para o outro lado, o lado das celebridades de direita ou de esquerda, e por isso representa em parte a parte que sustenta esse debate com o seu anonimato, tão útil quanto desprezada: o povo.

Por essas razões sou muito mais nós. É nossa única chance de mudar esse quadro antigo.

O resto é shareware: o usuário pode instalar, testar e se quiser continuar utilizando deve comprar a licença de uso para receber o serial que destrava o software, inacessível para pobres diabos.

Pelas mesmas razões, respeitando todos que pensam diferente, não entro nessa corrida inútil de prêmio Ibest e tal: não voto em saite algum e nem entro na correria.

Embora valorize e respeite o trabalho dos militantes da blogosfera de esquerda e os independentes.

Acho que os blogues não devem terceirizar seu papel na divulgação dos outros e na multiplicação das informações no combate ao PUM do PIG.

Tem muita gente perdendo mais tempo pedindo voto do que prestando atenção nos outros.

Essa lógica é conservadora: the best, o mais acessado, o melhor, o rei da rede, o campeão e etc.

É como aquelas eleições de raínhas estudantis que arrecadam fundos para as escolas, nas quais quem vende mais votos vence.

Até nisso a direita leva vantagem e nos bota no bolso.

Deixo isso para quem vive e se alimenta da competição sem perceber que acaba vendo os outros como concorrentes e não como companheiros.

É assim que eles nos dividem e mantém ocupados enquanto fazem das suas longe das nossas vistas, soltos de pata, como se diz no Rio Grande.

Nada substitui a diversidade e a pluralidade.

Não quero ser mais ou menos que ninguém.

Tô fora dessa corrida maluca.

Chega de ser pautado pela direita.

Carlos Eduardo da Maia disse...

Marx, assim como Freud, foi um grande escritor. Sua linguagem é clara, cristalina e direta. Marx tinha uma carga histórica e filosófica invejável. Era um devorador de livros. Mas nem sempre foi assim. A influência de Engel -- filho de um grande empresário e que ajudou financeiramente a Marx nos problemas do fim de sua vida -- foi prejudicial. Marx, a partir de então, começou a escrever panfletos infantis como o Manifesto Comunista e a parte final do Capital. Deixou de lado a crítica intelectual ao capital para se dedicar à ficção da construção (pela via do totalitarismo) de um mundo perfeito. Definitivamente, o jovem Marx era muito mais brilhante do que o velho.

Guga Türck disse...

Eduardo, vou publicar na íntegra o teu comentário lá no Alma da Geral.

Há braços.

Eduardo Martinez disse...

O Guga me fez perceber uma frase escorregadia, que peço licença para deixar revisar: "Acho que os blogues não devem terceirizar seu papel, que é divulgar, reproduzir e multiplicar constantemente uns aos outros no combate ao PUM do PIG. Uma autêntica construção coletiva.

Anônimo disse...

Influência de Engels? Definitivamente, você enlouqueceu!

armando

Carlos Eduardo da Maia disse...

Carteiro? Poeta? Não existe essa história de ser pautado pela direita ou pela esquerda, pela religião, pela ideologia, pela individualidade ou pelo coletivo, pela Yeda, pelo Olivio, FHC, Uribe ou Chávez. Tudo é muito mais complexo do que isso. As pessoas são pautadas pelo que vem a frente, pela diversidade, pelo pluralismo, pela complexidade, pela perplexidade. Que mania é essa de sempre querer colocar os pingos nos is, na geografia de um maniqueísmo infantil. O direitoso, então, é aquele que elogia o egoísmo, o eu, o ego singelo. O esquerdista é o que aposta em nosotros, o bonde dos sonhos de todos nós. Como se assim caminhasse a humanidade. Mas nada disso ocorre no mundo que estamos embutidos. O mundo melhor e possível não é do maniqueísmo ideológico (ser de direita e esquerda, fhc ou lula, olívio ou yeda), da revanche, da inveja, da imposição ideológica, mas da convergência e o respeito à divergência e á diversidade. O mundo melhor e possível não é o do enfrentamento, mas do consenso. Não é o mundo do capital e nem o mundo do trabalho. É o mundo do diálogo, do pacto, do consenso. Pensar a humanidade como uma legião de soldadinhos de passo certo que marcha corretamente para orgulho de uma elite política que acredita e impõe que somos todos iguais e esconde -- debaixo dos porões dos tapetes -- a falta de liberdade. É por isso que os regimes sintéticos e artificiais ruiram e se desmoronaram como castelos de carta. Apenas as ilhas alimentadas pelo turismo do capital sobrevivem. Existem fatos como o mercado que são sociais e que não podem ser menosprezados ou desprezados em nome de uma doutrina ilusória e idealista. Como diz o filósofo Luc Ferry o velho materialismo histórico deu lugar a um idealismo determinista. Sorry por pensar assim. Ando lendo muito Nietzsche ultimamente e não - n u n c a - estou além do bem e do mal.

Eduardo Martinez disse...

Uma vez Bernard Shaw discutia o contrato com o editor. O "mercado" disse ao "produto" que tinha muitas despesas e tal, que precisava valorizar a literatura e que o autor deveria ser mais "reducionista" em benefício da humanidade. Só restou ao explorado dizer ao explorador, dez culpas, o empreendedor ao empreendido, que não havia acordo porque o escritor estava mais preocupado com os seus negócios e o editor apenas com a literatura. Roubo emprestado um pedaço da postagem que estamos comentando: "O capitalismo precisa ao mesmo tempo de que a mais-valia exista e que nenhum capitalista consiga compreender que ela existe". É dessa simplificação que falas Maia, ou ela é complexa demais para o carteiro.

Eduardo Martinez disse...

Outro ponto que não pode ser reduzido, Maia:

"Mas, voltando aos dois modos de escrita, trata-se de escrever sem temer a perseguição. Estou me referindo evidentemente à perseguição policial, mas existem outras formas de perseguição mais sutis. Por exemplo, a desaprovação daqueles dos quais nós deveríamos, em nome da esperança, nos tornar amigos. Não há nada mais estimável em Marx do que a sua vontade de não dar ouvidos para as lamúrias dos bem-intencionados que tentam convencê-lo de que ele está equivocado em não se enganar".

Acredito que é aí que somos diferentes. Quem fala para os amigos e quem fala apesar deles.

Há bração...

Carlos Eduardo da Maia disse...

Nada se resolve, carteiro, poeta, no maniqueísmo explorado e explorador. Entre o mercado e o produto as opções são inúmeras, basta escolhê-las. Se o produto é bom e o editor quiser economizar, basta procurar outro editor. Nada se resolve pelo discurso fácil do 8 ou 80. A vida não é tão simples assim. Foi preciso o professor Boaventura aterrisar em Porto Alegre, no FSM 1, para dizer a todos que hoje o que efetivamente importa é a inclusão social dos excluídos. E esse é o verdadeiro imperativo categórico. É a fala aos amigos, é o motivo pelo qual estamos aqui. Não interessa a ninguém a exclusão, a ignorância, a falta de educação e de cultura. Interessa a todos a inclusão social, a boa qualidade de vida com responsabilidade. É isso o que eu defendo e é por isso que estou aqui, porque não sou conservador e luto por um mundo melhor e possível. Saúde e Ação.

Anônimo disse...

Citar Luc Ferry, é como citar Olavo Carvalho no Brasil. Filósofo trânsfuga do marxismos que se vendeu ao poder e se deslumbrou com Nietzche, o enlouquecido, não a toda usado pelos nazistas. Como dizia o velho:... " trata-se de transformá-lo" e, para isso, a metodologia marxista, não Marx de sua época, é claro, é o caminho, pois afronta os canalhas que utilizam todo o instrumental ideológico para o diversionismo que leva água para as máquinas exploradoras. Simples como parece.

armando

Anônimo disse...

digo, não a toa usado pelo teórico Robert Ley, nazista de primeira...

Carlos Eduardo da Maia disse...

O Armando não leu Luc Ferry.

Anônimo disse...

Intelectualzinho de butique. Pára de citar leituras tua, cara. Por acaso tu não tem pensamento próprio?!
Que argumentação mais pedante!
Aposto que tu só lê as orelhas dos livros e anota os títulos e os autores só para citar nos blogs e parecer mais que os outros. É bem típico esse comportamento. É só para incomodar...

Anônimo disse...

Sugiro ao maia o blog marx-hoje.blogspot.com

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cfeil@ymail.com

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