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Surf no lixo contemporâneo: a que ponto chegamos! E que mundo deixaremos de herança para Keith Richards?

terça-feira, 17 de junho de 2008




Atenção, esta informação não está publicada hoje em nenhum diário de Porto Alegre. Alguém aí saberia explicar o motivo?


Confirmado, contrato do Banrisul teve "sumiço" de 18 milhões



Relatório preliminar do TCE (Tribunal de Contas do Estado) do Rio Grande do Sul aponta irregularidades como "omissão de receita" de cerca de R$ 18 milhões em contratos do Banrisul com a Faurgs (Fundação de Apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul) para desenvolver projetos de modernização tecnológica. A informação é da Folha de S. Paulo de hoje.


A Faurgs apresentou em seus demonstrativos contábeis receita de R$ 6,2 milhões no exercício de 2006. Naquele ano, recebeu só do contrato com o Banrisul R$ 24,2 milhões.


O tribunal considerou irregular também o fato de a fundação, contratada sem licitação, subcontratar empresas para desenvolver os projetos.


A inspeção no Banrisul foi feita com base em dossiê com denúncias encaminhado pelo vice-governador do Estado, Paulo Afonso Feijó (DEM), no fim de 2007 ao TCE e ao Ministério Público Estadual.


O banco é presidido por Fernando Lemos (PMDB) desde o primeiro ano do governo Germano Rigotto (2002-2006). Ele foi mantido no cargo pela tucana Yeda Crusius, que não aceitou pedido de Feijó para que ele fosse demitido.


As críticas do vice à gestão de Lemos no Banrisul foram, segundo Feijó, o principal motivo de ter gravado clandestinamente o então chefe da Casa Civil, Cesar Busatto, que acabou demitido após ser divulgada declaração em que diz que "o Detran é uma concessão do nosso governo ao PP, e o Banrisul, uma concessão ao PMDB."


"Tentei entregar há cerca de um mês o relatório à governadora, que não quis receber. Depois disso, passei a ser assediado pelo Busatto, que me pedia para esquecer o assunto. Então fui aconselhado por advogados a gravar as conversas para me proteger", disse o democrata.

Segundo ele, a Faurgs não poderia ter sido contratada porque não tinha condições de fazer os projetos pedidos, recorrendo à terceirização. "O que justifica a dispensa de licitação para contratar fundações é o notório saber, que, no caso, não existe", disse Feijó.


O relatório do TCE, ao qual a Folha teve acesso, não é conclusivo e não inclui os esclarecimentos prestados pela direção do Banrisul, que contesta as irregularidades apontadas na inspeção. O processo, segundo o TCE, está em fase de análise.


No texto preliminar, o tribunal aponta que a Faurgs fez uma intermediação de contratos celebrados de modo irregular, "uma fórmula encontrada para burlar o processo licitatório". Em outro trecho, os auditores questionam as subcontratações feitas pela Faurgs, que também foram realizadas sem licitação ou qualquer outro meio de seleção pública, "fato que se constitui como um agravante à dispensa de licitação procedida pelo Banrisul".


Para o TCE, a fundação "omitiu" receitas nos seus demonstrativos contábeis ao informar receita de R$ 6,2 milhões e não incluir os valores recebidos pelo contrato com o banco. A inspeção questiona ainda o fato de uma empresa terceirizada ter prestado contas de que um funcionário fez 800 horas de consultoria por mês à fundação de junho a agosto de 2007: "Não seria logicamente possível ao consultor ter efetivamente prestado o número de horas informado, se um mês de 31 dias (o que não é o caso de junho) possui 744 horas."


A inspeção do TCE abrange os exercícios de 2001 a 2007, sendo que as principais irregularidades apontadas teriam ocorrido a partir de 2004.

....


E agora, sai a CPI do Banrisul?


9 comentários:

Asterix disse...

Simon, o senador gaúcho mais mineiro em seu modo de ser, tem de sair de trás do toco, mostrar a cara e então poderemos finalmente saber se a reserva moral da nação existe ou se é mais um conto do vigário que aplicaram na gauchada amiga !!!!!!! CPI do Banrisul, já !!

joca disse...

CPI do BandalheiraSul, djá!!!!!

Carlos Eduardo da Maia disse...

Sou amplamente favorável a CPI do Banrisul. E que essa CPI demonstre para o povo do RS, de uma vez por todas, que não vale a pena o RS manter um banco estatal.

Anônimo disse...

O Maia é daqueles que entra numa investigação já sabendo quem é o culpado e qual a punição. Pra quê investigar, então, seu Maia?

Anônimo disse...

Olha. O Maia, como muitos que consideram o sistema público frágil a falcatruas, além de condenar por antecipação, não quer abrir um comentário importante, o de que os agenciadores da corrupção e das falcatruas têm ligações diretas com as empresas privadas, e o motivo é óbvio, elas obtêm benefícios diversos em seus negócios. Quer exemplos? Verifique quem são os financiadores de campanha.

Carlos Eduardo da Maia disse...

Anônimo das 16:10h, CEEE, Banrisul, CRT foram SEMPRE entidades onde a politicagem empregou afilhados, militantes e simpatizantes e se beneficiou. Isso sempre aconteceu, inclusive no governo do PT. A desestatização dessas empresas diminuiria o campo de corrupção. E é questionável que essas empresas beneficiem o povo do RS. Uma coisa é o político empregar simpatizantes nas estatais, fazer licitações ilegais, financiamento de campanha, tirar recursos públicos para proveito próprio e do partido. Isso é ilegal. Outra coisa, é empresas privadas doarem recursos privados para campanhas eleitorais. Isso é legal. Mas eu sou contra o financiamento privado de campanha. Acho que o financiamento de campanha deve ser apenas do fundo partidário, mas o PT que está no poder, parece ser contra isso, porque recebe muiiiita graninha de doação, né mesmo?

Anônimo disse...

Gozado o argumento pró-privatização. Os caras maneiam a fiscalização, mamam nas tetas e depois argumenta que ESTE tipo de ocorrência justifica a venda. Não tem projeto de Estado, não tem p... nenhuma, só eles se convenceram, a partir da experiência própria, que estatal é prá roubar.

edu disse...

Pois é.... TEM DE VENDER ESSA ESTATAL, EU NAO RESISTO A ROUBA-LA!!! simon é meu amigo, vendam o Banrisul pq ele rouba o banco...

Anônimo disse...

É a DS aí né...manés...

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