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Surf no lixo contemporâneo: a que ponto chegamos! E que mundo deixaremos de herança para Keith Richards?

segunda-feira, 7 de abril de 2008


A morbidez do PIG

Beira à patologia severa a morbidez do PIG explorando o caso da menina Isabella Nardoni, de São Paulo.

Sei que morbidez patológica é redundância, mas é de redundâncias e excessos que estamos falando. Ontem, o programa Fantástico, da rede Globo, dedicou os primeiros 45 minutos exclusivamente ao caso da menina paulistana de classe média que morreu em circunstâncias cruéis, semana passada.

Jornalismo sério não é isso. O que se constata, neste caso, é jornalismo-espírito-de-porco, sensacionalista e rasteiro – próprio do PIG.

De onde menos se espera, é daí que não sai nada mesmo – já dizia o Barão.


9 comentários:

Anônimo disse...

Hoje, logo após ao meio-dia, a Rede Record que, segundo o Paulo Enriquecendo Favorim, neste horário ultrapassa a Globo em audiência, apresentou longa matéria sobre o mesmo assunto, inclusive com comentários e opiniões dos apresentadores. O PIG está ganhando adeptos?

Verônica

Blogoleone disse...

Record também PIG é. É só ler o Correinho para ver.

Carlos Eduardo da Maia disse...

Se Record também é PIG, o eterno crítico do PIG - Paulo Henrique Amorim - também é PIG. Jornalismo espírito de porco, sensacionalista e rasteiro não é monopólio do PIG. Tem muito jornalismo idêntico na mídia alternativa.

Anônimo disse...

PIG + fundamentalismo + sensacionalismo = LIXO, próprio para porcos.

armando

Farto disse...

Ainda não dá para chamar a Record de PIG. Uma das principais características do PIG é que seus veículos apoiaram escancaradamente a ditadura militar e se percebe neles uma certa nostalgia daqueles anos dourados.

A Record por ser uma rede mais recente ainda não teve esta oportunidade. Mas sendo uma rede privada, seus interesses vão seguir os interesses dos patrocinadores. Pagou levou.

Por enquanto, acho mais adequado classificar a Record como "leitãozinho".

el barto disse...

chega a dar nojo, parece uns urubus na carniça... mas vende jornal e dá audiência, ou seja, pra essa canalha, vale tudo em nome do deu$$$ lucro.

Anônimo disse...

A Record não é o PIG. Pode ter feito sensasionalismo com o caso para manter audiência. Se não prima pelo bom gosto, devo confessar que apesar do deslize acho excelente ver a Globo perder sua audiência. Ver a Globo perder dinheiro não tem preço.

Anônimo disse...

Simplesmente ver a Globo perder sua audiência não é suficiente: não se corrige um erro com outro erro, nem se ganha nada apenas trocando o seis pelo meia dúzia.

A Record News é um canal tecnicamente muito bom e diferenciado. No entanto, a programação local do RS, o Correio do Povo e a Rádio Guaíba AM têm uma agenda política e econômica voltadas aos interesses da FARSUL e da FIERGS, constituindo-se de fato em um PIG só um pouco menos asqueroso do que a RBS.

Isso se deve ao fato de que não se pode romper de soco com um paradigma de estilo e de agenda para um mesmo público, sob pena de deixar de ser concorrência para reforçar a hegemonia do dono do pedaço.

Além disso, a relação comercial e diplomática da antiga Empresa Jornalística Caldas Júnior do latifundiário Renato Bastos Ribeiro com a Igreja Universal do Reino de Deus é das melhores.

Contudo, há sutis diferenças em relação ao modus operandi da RBS.

Mas nada suficientemente digno de elogio.

[]'s,
Hélio

Anônimo disse...

Verônica.
Meus parabéns!
Você iniciou os comentários e surgiram várias colocações nada referentes ao texto. Por acaso você cronometrou o tempo da reportagem como fizeram no Fantástico?

Demétrio

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