
Redação de iletrados
A manchete de ZH on line (acima) é um desrespeito para com o leitor. O típico jornalismo redigido com o dedão do pé, na linha do "café pra louco não precisa açúcar".
Uma explicação tautológica é uma não-explicação: o Grêmio tem fracassado porque não tem ido bem, não tem ido bem, porque tem fracassado. O predicado é uma repetição valorativa do sujeito. E ficamos no mesmo, sem sair do lugar e sem entender.
Uma pequena amostra do quanto o leitor (para a RBS, "consumidor") é desconsiderado pela empresa midiática da família Sirotsky.
4 comentários:
DO BLOG CONVERSA AFIADA:
O filósofo italiano Giorgio Agamben é um dos pensadores mais instigantes da atualidade.
Em “Estado de Exceção”, terceiro lançamento da coleção “Estado de Sítio”, coordenada por Paulo Arantes (*), na Editora Boitempo, ele estuda os momentos que, antes, eram chamados de situações de “exceção”, de “emergência”, que eram invocadas numa guerra ou para justificar a decretação do estado de sítio.
Nessas situações de exceção, o Estado faz as suas próprias leis e usa os dispositivos legais justamente para suprimir os limites à sua atuação: para suprimir a própria legalidade e os direitos dos cidadãos.
Para Agamben, “o estado de exceção apresenta-se como a forma legal daquilo que não pode ter forma legal”.
O “estado de exceção” está além de regulamentações e controle.
Para Agamben, o “estado de exceção”, hoje, não é mais excepcional, mas o padrão de atuação dos Estados.
O melhor exemplo de que o estado de exceção é o padrão vigente é o “Patriotic Act” do presidente George W. Bush, e como o seu vice-presidente Dick Chenney justifica o emprego da tortura no Iraque e no Afeganistão.
Dentro do “estado de exceção” que se tornou regra vive o “homem sacer”.
O “homo sacer” é despojado de qualquer poder e submetido ao poder soberano que se apresenta como lei.
O poder soberano é a lei mas ao mesmo tempo está fora dela.
O poder soberano cria o “estado de exceção” – ou seja, vale a regra que ele criou.
O “homo sacer” dá-se como vida nua aberta à morte.
Se o “homo sacer” for morto por outro, o que mata não é punido, não comete qualquer crime, porque o “homo sacer” foi abandonado pela lei.
Isto é, o poder soberano, quando entra em contato com o “homo sacer”, se comporta como se fizesse parte de um bando.
Quando o poder soberano comete um crime não é ele quem comete, é o bando.
O poder soberano é, individualmente, inimputável, portanto.
A coluna de paulo santana na Zh de hoje é de cortar os pulsos
Chove porque cai pingos das nuvens, impressionante...
Por falar em ZH, se alguém tiver estômago, leia a coluna de hoje do Paulo Senil, quer dizer, Santana.
Doi governos, é hilariante.
grande constatação deles, demoraram só 5 meses para perceber isso!
ironias a parte, eles usam outros artifícios na parte esportiva. sei, de informantes internos, que eles adoram "plantar" notícias em suas páginas de jornal e web.
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