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Surf no lixo contemporâneo: a que ponto chegamos! E que mundo deixaremos de herança para Keith Richards?

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Incra/RS municia o argumento da direita


ZH tem franquias dentro do Incra e do Ministério da Agricultura/RS?

Os senhores Mozar Dietrich, superintendente regional do Incra, e Francisco Signor, delegado regional do Ministério da Agricultura estariam abastecendo a RBS com documentos e informações para fazer a disputa com o MST no Rio Grande do Sul.

Hoje, na edição de ZH, foi publicado parte de um caderno manuscrito que seria de agricultores do MST e teria sido achado nas dependências do Incra, em Porto Alegre.

Como ZH teve acesso a esse material, se ele estava num próprio federal?

Cabe, portanto, a suspeita de que os tais "diários" - de conteúdo quase ingênuo - tenham sido alcançados aos repórteres da RBS pelos dois senhores já citados.

18 comentários:

Anônimo disse...

Está explicado na própria matéria como foram obtidos os cadernos. O que só comprova a minha suspeita antiga de que você não lê nada antes de comentar.

Madalena disse...

pela leitura da matéria depreende-se que a zero hora busca suas notícias na lata do LIXO, é isso?

Anônimo disse...

Talvez o editor do DG não creia que a Zero Hora agora esteja buscando notícias nas lixeiras, pode ser isso Sr. anônimo. É difícil mesmo de acreditar....

Anônimo disse...

Claro, e o Zé Otávio também explicou porque disse o que disse, a Yeda explicou como comprou a casa, etc... e também está explicado nas manchetes ao lado, como a 'morte" (não assassinato) de sem-terra 'rende uso político' (ainda que não renda investigação nem cadeia, muito menos dê manchete) e outras coisas tão bem explicadas.
O engraçado é que as gravaçõs na CPI são 'supostas', mesmo assim, jamais ganham capa, já o tal caderno desvela o que realmente estaria acontecendo, sem dar margem a dúvidas.

valeriobrl disse...

Até agora acho bem parecido com a ditadura do passado a atitude da BM de matar pessoas sem ninguém pedir desculpa pela familia do morto.
Agora qualquer um que quisesse demonstrar "contra":
estudante, trabalhadores, burguesia...tem que ter medo de ser morto pela BM?
Esta seria a democracia no RS?

Anônimo disse...

Anônimo: a explicação de que "o caderno foi encontrado numa lata de lixo" beira a ridículo. É um insulto a inteligência de qualquer um, inclusive da sua, apesar de ser pequena e deficitária.

Mesmo que o caderno tenha sido encontrado no lixo, quem encontrou? A RBS?? Humberto Trezzi remexendo em lixo?? a ha ha ha. Me poupe, ele não é um jornalista investigativo para tanto.

Sem contar que o que está escrito no "diário" e que foi divulgado pela RBS é o que TODO mundo já sabe. Inclusive a "linha de imprensa", que o Trezzi tenta demonizar é a pauta, que todo mundo ficou sabendo.

Pior do que essa matéria, só o do "diário" encontrado pelo Trezzi na Fazenda Southall, em que ele diz que o MST é autoritário pq mandava os cachorros ficarem presos no acampamento.

E essa é a valorosa imprensa do RS. Por iss que esse estado não vai pra frente e só afunda.

Ana Maria

Anônimo disse...

Hããã ... a explicação da ZH basta ??
Vejamos: em primeiro lugar o falecido não virou bandeira do MST, a bandeira do MST é Reforma Agrária na forma da lei.
A postura do MST é muito digna em jamais usar o falecido, ao mesmo tempo prestando-lhe as devidas exéquias.
A espectativa dos adversários do MST é que é essa, de que Elton Brum vire uma bandeira. O caderninho vai ao encontro do que pensam a cúpula da Brigada, do Piratini, ZH e MPE.
As idéias da cúpula reacionária acerca do confronto são o DNA do texto. As impressões digitais do texto sussurram "PM 2/ PSDB/ INCRA".
O que se cobra aqui no DG é apuração do assassinato e responsabilização dentro da lei.
Aliás quem está devendo nesse caso é a Brigada.
Ok, então devemos aceitar a hipótese de que um colono sem terra seja letrado o suficiente para escrever o diário, mas despreendido de seus próprias palavras e pensamentos o suficiente para jogá-lo fora?
E essa pessoa hipotética não vem a publico falar o que pensa, quando tem gente tão disposta a fazer o estado regredir e esquecer que módulos pequenos são a base do progresso.
Me arrranja esse colono pelamordedeus. Esse colono decerto nem existe.
É por isso que a Yeda não caiu.
Tá explicado !!!
Aqui acreditam no golpe do bilhete, igual ao bilhete do Serra convocando a favela para brigar com a polícia!!!
Isso virou motivo de piada em São Paulo e aqui e resolveram escrever um caderno inteiro.
Antes de sexta-feira esse factóide terá caído.

Anônimo disse...

Trabalho jornalistico tbm é furungar no lixo. O prédio foi aberto a imprensa depois da vistoria. Erraste a mão, Feil.

Anônimo disse...

A quantas anda o inquérito que a briosa tinha de entregar ?

Anônimo disse...

Não achei no site essa "matéria".
Já "sumiu" ?
Decomposição rápida né ?

Anônimo disse...

Ô Anônimo, Ou será o Direitriche?, só tu acredita que foi achado na lata de lixo. Muito embora eu acho que é o lugar predileto dos repórteres da RBS. Senão saíaram dali, para lá se vão....

Demétrio Cherobini disse...

RBS, como bom aparelho privado de hegemonia, canalizando novamente as energias intelectuais coletivas para longe dos conflitos que realmente interessam...

Anônimo disse...

Esse é o jornalixo de ZH.

Chama de "escritos secretos" um caderninho de anotações que encontraram no lixo.

Fazem tempestade em copo d'água em cima de uma coisa corriqueira em qualquer movimento social.

Espantam-se com o "uso político" da morte do sem terra, entrevistando justamente o Adão Paiani, este sim que fez uso político.

Aliás, esse cara disse que foi um oficial quem matou. Pq a ZH não foi atrás dessa história?

Estão tentando "provar" que o MST quis a morte do sem terra. Foi o mesmo Trezzi que escreveu que o MST "ganhou seu mártir".

Quanto à versão da PM, publicaram sem questionamentos nem investigações no lixo oficial.

Daqui uns dias ZH vai dizer que foi o MST quem matou o sem terra.

Enquanto isso, denúncias e mais denúncias contra a Yeda, e a ZH desviando o foco. Semana passada teve até manchete de capa sobre a previsão do tempo.

ZH está consagrando um novo estilo de jornalismo: o jornalixo.

msilvaduarte disse...

Madalena e Ana Maria complementaram o raciocínio de Feil. Bravos.

Ricardo disse...

Conspiracionistas, a RBS é sempre culpada de tudo. O conteúdo do caderno é convinientemente ignorado, ficam apenas procurando uma forma de descreditar a denúncia.

Anônimo disse...

Princípios do bom jornalismo:
1) Se tem uma fonte é versão, se tem duas (independentes e confiáveis, óbvio), é fato
2) Matérias polêmicas são investigadas por duas equipes (tirei isso da wikipedia em inglês, os gringos falam em equipes mesmo)
3) E o princípio da minimização do dano: pessoas vulneráveis tem a sua intimidade protegida, como o que NÃO ocorreu com o italiano no Ceará.
Então temos um jornal suspeito fazendo matéria sobre um texto apócrifo repetindo a mesma jogada da FSP com o bilhetinho que a PM paulista diz que é forjado.
Díficil suspeitar da ZH ?
Quase pedem por isso.

Anônimo disse...

Eu acredito: em gnomos, em viagem astral, na cromoterapia, no Flávio Cavalcanti, nos livros da estante e .... em ZH.

Anônimo disse...

Revirar o lixo de fontes suspeitas ou de locais de delito é prática antiga no jornalismo e já rendeu furos históricos. Aliás, é prática herdada da polícia investigativa, que tem isso como procedimento. Não há nada de surpreendente nisso.

De resto, os cadernos não revelam porcaria nenhuma mesmo...

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