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Surf no lixo contemporâneo: a que ponto chegamos! E que mundo deixaremos de herança para Keith Richards?

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Há salvação para a mídia conhecida?



Jornal só serve mesmo para embrulhar peixe?

A crise estrutural (e terminal) do capitalismo conhecido pode precipitar a longa agonia da mídia impressa, tal como a conhecemos. É um fenômeno mundial, de Nova York à Cabrobó do Judas.
Os grandes órgãos dos Estados Unidos e Inglaterra têm tratado do assunto em suas linhas editoriais. Aqui no Brasil, além de ocultarem essa tendência preocupante (para eles), divulgam periodicamente dados autovalidados, portanto sem a menor credibilidade, de que crescem as tiragens brasileiras de jornais e revistas impressas. Cascata pura – líquida, gasosa ou sólida. Cascata. Mentira. Como não conseguem engrupir mais ninguém, ficam contando lorotas para reforçar o autoengano.

A revista Time (grupo CNN) publicou uma longa matéria sobre o tema. A coisa está ruça e rombuda para os barões da mídia hegemônica. Semanas atrás, o The New York Times hipotecou a sua sede para fazer frente a uma rombo bancário tamanho GM/Ford, e o poderoso grupo midiático Tribune Company, que detém doze diários nos EUA, entre eles Los Angeles Times e Chicago Tribune, pediu concordata por estar igualmente afogado em dívidas.

No Brasil, vários latifúndios midiáticos também estão ameaçados, apenas não querem dar o gostinho de mostrar o sapato furado e de estarem bebendo uísque nacional, há anos. O Estadão, dizem, está na bacia das almas, assim como incertos grupos que buscam em desespero outras formas de sobrevivência, nem que seja no fabuloso ramo do entretenimento de massas - um nome up to date para circo, o velho e bom circo romano.

Como se vê, o papel social dos jornais e revistas tradicionais está se desmanchando no ar, mas isso não significa dizer que a função social da comunicação está igualmente sendo extinta. Ao contrário, está sendo atomizada e socializada, de outras formas, modalidades e plataformas tecnológicas. A internet e a presente crise sistêmica estão precipitando tudo, mas as pessoas continuarão buscando notícia e informação como uma das dimensões simbólicas da expressão humana.

Coisas da vida.

6 comentários:

el barto disse...

as imundícies da rede bunda suja nem pra enrolar peixe serve.

heliopaz disse...

Enquanto isso, a Construtora Tedesco está terminando a obra do maior parque gráfico de jornal da América Latina para o PRBS.

De onde vem essa grana?! Como eles vão pagar o empréstimo?! Pra que investir em papel?!

[]'s,
Hélio

Carlos Eduardo da Maia disse...

A mídia impressa vai continuar vendendo seus jornais. Logo que apareceram os vídeos VHS falavam que os cinemas iriam desaparecer. De fato, no início as pessoas deixaram de ir ao cinema como antes, mas depois eles voltaram com força total e estão ai mais fortes do que nunca. Prefiro mil vezes ler um jornal ( e um livro) folhando as páginas do que manuseando um teclado ou mouse. Assim como é muito melhor assistir a um filme no cinema. A grande mídia impressa vai continuar fazendo seu papel. Não se preocupem.

Job disse...

"Prefiro mil vezes ler um jornal ( e um livro) folhando as páginas do que manuseando um teclado ou mouse."
Realmente esses Maia é muito engraçado. Por que será então que ele passa horas fuçando em blogs de esquerda? Será masoquismo?

Anônimo disse...

Não, Job, já falei mil vezes, "ele" GANHA para isso, e és tu que pagas,

Cristiano Freitas Cezar disse...

Para começar, o verbo preferir não admite complementos, portanto, "prefiro mil vezes", é uma construção equivocada, um pleonasmo, como "subir para cima", "descer para baixo", "direitoso vendido"...
A resposta para a pergunta que fizeste no título do teu post, Feil, deixei registrada aqui: http://naoestaavenda.blogspot.com/2009/03/mais-um-pouco-de-promiscuidades-publico.html.
Há braços.

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