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Surf no lixo contemporâneo: a que ponto chegamos! E que mundo deixaremos de herança para Keith Richards?

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008


A guerra contra Cuba

Os difamadores ideológicos de Cuba insistem em criticar possíveis erros macroeconômicos na ilha, dizer que há atraso e falhas graves no sistema de trocas, etc. Pois esses detratores deveriam saber os motivos reais das dificuldades de um pequeno país que vive há mais de quarenta anos sob um pesado bloqueio comercial, financeiro e diplomático contra si, orientado e conduzido pelos diferentes governos dos EUA.

Os exemplos são inúmeros e graves. Os bancos internacionais quando fazem conversão de moeda para pagamentos de créditos de exportação à Cuba, o fazem com erros grosseiros (a menor, por supuesto), prejudicando o recebedor do crédito, o governo e os produtores cubanos. Em 2006, a União de Bancos Suíços foi multado pelo governo dos EUA em 100 milhões de dólares por ter feito uma simples transferência de moeda para o território cubano. Quando uma empresa japonesa quer vender sua mercadoria aos EUA, os carros da Mitsubishi, por exemplo, precisa ser inspecionada antes por agentes norte-americanos a fim de ficar provado que aqueles veículos não usam o níquel cubano na composição de seus metais em peças automotivas. E assim por diante.

Assista aqui um vídeo, de uma série de sete, sobre o tema da guerra comercial e financeira (e midiática) contra Cuba, e suas graves repercussões internas. Esse vídeo dura 10 minutos. Os outros seis segmentos podem ser pescados e vistos aí no Youtube (estão juntos, na coluna à direita). São depoimentos de dirigentes do governo cubano, como Ricardo Alarcón, Felipe Pérez Roque e outros. Vale a pena assistir.


12 comentários:

Anônimo disse...

De fato é uma guerra branca e surda contra dez milhões de habitantes, não é contra Fidel, mas contra a população civil da ilha, que sofre duras conseqüencias deste bloqueio desumano e persecutório.

Callado

MASQUINO disse...

No blog do Nassif:
"A falsa vitória

É blefe essa história do presidente do Banco Central Henrique Meirelles, de que a “zeragem” da dívida externa significa que “estamos superando gradativamente um longo período caracterizado por vulnerabilidade e crises”.

O que garante a superação dessas crises é o superávit nas contas correntes, principalmente a solidez do superávit na balança comercial. O risco Brasil começou a despencar quando consolidou-se o superávit comercial.

O que o Banco Central fez foi mais um ataque impiedoso às contas públicas, ao trocar dívida externa por interna – a um custo muitíssimo mais elevado -, acumulando reservas cambiais e permitindo a apreciação do real.

Se a balança comercial é robusta, a dívida externa não significa risco algum. É perfeitamente possível mantê-la e reduzir gradativamente, sem peso maior sobre o Tesouro.

O contribuinte pagou a conta (do custo fiscal das reservas) para permitir aos grandes grupos endividados em dólar reduzir o peso da sua dívida externa e ao mercado ter uma sobrevida de ganhos com a apreciação do real.

Como trabalho muito, mas não sou dois, vou deixar para explicar melhor essa lógica na Coluna Econômica – que vai para os jornais e é publicada na aba de Economia aos domingos".

O que fazemos nós,do PT que saiu de moda e reclamava da dívida?Vamos privatizar,mais ainda,a democracia?

Marco Aurelio(MSM),Teresina,Piauí.

Franz Neumann disse...

Adivinhem quais foram os países que mais cresceram na AL no último período? Argentina, Venezuela e Cuba.Deem uma olhada nos daos da Cepal.Claro que estes dados podem ser relativizados. Por exemplo, apenas agora a Argentina começa a recuperar o nível de produção industrial de 1998! Assim temos a medida das políticas predadoras de Menem...A Venezuela tem , por outro lado , sabido aplicar de forma diferente os recursos advindos do petróleo, antes utilizados pela elite venezuelana em shows de exibicionismo em Miami e Caracas.Imperdoável! Cuba , uma vez passada a crise dos anos noventa soube manter a diginidade e os recursos acumulados (turismo, biotecnologia...)tem sido utilizados em programas extensivos, por ex., de política habitacional. Hoje, está em curso na ilha que tem população um pouco menos que a gaúcha um program habitacional de 110 mil novos apartamentos.Populismo irresponsável deste sanguinário ditador!

Anônimo disse...

Arrisco a dizer que se não fosse o bloqueio, a guerra do bloqueio, chamemos assim, Cuba seria hoje uma economia mais pujante que a do Chile, que teve que pagar o pedágio do pinochetismo e a concertação que continua drenando energias nacionais para fora.

Neste sentido, a politica de guerra dos EUA contra Cuba é ainda um estilhaço da Guerra Fria. Não fosse o bloqueio, Cuba seria uma vitrine da propaganda socialista bem defronte o nariz dos ianques, com os melhores índices educacionais, de saúde pública e gratuita, de pesquisa tecnológica, biotecnologia, turismo, agricultura sustentável, cultura horizontal, esportes e qualidade de vida (sem automóvel).

Ora, convenhamos, seria demais para o imperialismo. Neste sentido, o bloqueio é uma forma de autopreservação do decadente american way life.

Juarez Prieb

Gerson Rodrigues Leite disse...

É sempre bom lembrar das atrocidades que a capital da ditadura burguesa fez e faz com Cuba. Isto sem contar com o terrorismo praticado contra os cubanos que obrigou o país a sacrificar todo o rebanho suíno do país, entre outras atrocidades. Infelizmente as notícias que ouvimos de Cuba são feitas de forma maliciosa.
Quem quiser saber mais informações sobre Cuba acesse o blog:

http//gerson.leite.zip.net

Anônimo disse...

Que coisa bem boa poder ler 4 comentários seguidos com argumentos que complementam o post publicado!!!
Como leitora assídua do blog, senti necessidade de expressar meu contentamento.
Claudia Cardoso

Carlos Eduardo da Maia disse...

Pois é, Cláudia, o importante é "complementar" o post publicado, sem questioná-lo ou criticá-lo. É como se fosse um jogral. Hoje, no Brasil, quem critica, questiona, coloca os pontos nos is é o chamado PIG. Quem diria, o Brasil viveu uma ditadura que calava a nossa voz hoje vivenciamos a ditadura do pensamento politicamente correto que não admite criticas ou questionamentos, mas apenas complementação. E Cuba, finalmente, se transformou numa dinastia. E, por incrível que pareça, tem gente que defende o regime. Favor, tirar o mofo do museu sem grandes novidades.

Carlos Eduardo da Maia disse...

Difamadores ideológicos é ótimo. Gente, não se pode falar mal de Cuba, porque tudo que existe de errado na ilha prisão é culpa dos americanos. Aliás, gostei do Obama que - ao contrário de Hillary - disse que vai se encontrar com o Raul Castro, independentemente da questão dos direitos humanos. Obama é o cara e a melhor forma para acabar com a vergonhosa dinastia ditatorial cubana é revogar os embargos. A história já mostrou e provou que ditadura socialista não rima com pleno mercado, pois é este - e a conscientização que este agrega -- que ajuda a derrotar os regimes totalitários. Um povo que tem liberdade econômica não admite privações políticas.

Anônimo disse...

" um povo que tem liberdade economica não adimite privações políticas"

Esta perola é do próprio Maia, ou do Fernandinho Beira Mar, ou do Marcola, ou do Macalão...

Claudio Dode

Marcelo disse...

Férias? Censura? Preguiça? Desesperança?

Anônimo disse...

Ganhou na loteria?

Anônimo disse...

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