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Surf no lixo contemporâneo: a que ponto chegamos! E que mundo deixaremos de herança para Keith Richards?

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Organiza-se a greve geral na Europa



Protestos populares reforçam a luta contra a deliquencia financeira protegida pelos governos conservadores da Europa

“Denunciamos que esta crise especulativa está sendo utilizada para acabar com o Estado de Bem-Estar Social na Espanha e no conjunto da Europa”, destaca a Resolução da Conferência Territorial da ATTAC/Espanha que sugere uma greve geral europeia para combater a presente crise econômica.

Denunciamos o abandono da defesa da soberania espanhola por parte do governo em favor dos especuladores financeiros internacionais e nacionais com a desculpa de que é preciso dar confiança aos “mercados” no lugar de enfrentá-los, como tem feito o povo da Islândia, denunciando e julgando os seus banqueiros delinquentes.

Denunciamos que a guerra financeira e comercial mundial entre as oligarquias internacionais é a causa da instabilidade e da crise nos países periféricos da zona do euro. Merkel e Sarkozy impedem a defesa do euro para favorecer os interesses de seus exportadores nacionais, impedindo que defendamo-nos dos especuladores internacionais que se encontram, sobretudo na City de Londres [Square Mile, o núcleo financeiro londrino].

Denunciamos que esta crise especulativa está sendo utilizada para acabar com o Estado de Bem-Estar Social na Espanha e no conjunto da Europa.

Denunciamos os acordos do último conselho de ministros, os quais são resultantes da pressão especulativa sobre a dívida espanhola, infladas pelos planos de resgate da banca financeira e privilégios fiscais. Nestes acordos suprimiu-se sem debate algum, o pagamento dos 426 euros para pessoas desempregadas em situação de longo prazo; voltou-se a redução de impostos das corporações enfraquecendo os impostos diretos e aumentando os impostos indiretos; privatizam-se os grandes aeroportos espanhóis, Barajas e o Prat, agravando a viabilidade econômica futura da AENA; e se privatiza 30% da Loteria Nacional do Estado. E tudo isso se faz ao mesmo tempo em que se socializam novamente as perdas das empresas de autoestradas privadas no valor de 200 milhões de euros às escondidas da opinião pública.

Manifestamos que a saída da crise passa pela cobrança dos que a causaram, estabelecendo um imposto sobre as transações financeiras na Europa, aumentando os investimentos públicos com mais impostos diretos e acabando com a fraude fiscal e os paraísos fiscais. Convocamos os parlamentos autônomos que exijam um imposto sobre as transações financeiras (ITF) já!

Consideramos fundamental a elaboração de estratégias e articulações para uma convocatória de uma greve geral européia para dar uma resposta da mesma dimensão ao âmbito do que as políticas estão promovendo, atacando o Estado de bem-estar social.

Por tudo isso, convocamos que saiamos às ruas no próximo dia 18 de dezembro apoiando a convocatória dos sindicatos europeus e das organizações da sociedade civil contra os planos de ajuste em todos os países europeus e na defesa da Europa social e da democracia.

Pescado do portal IHU-Unisinos e do portal Rebelión.

3 comentários:

Tupamaro disse...

Existe alguém, ainda, que tenha a audácia de afirmar que a luta de classes já era, que este é um assunto ultrapassado e segue o blá, blá, blá...Os acontecimentos na Europa comprovam que a luta de classes está mais viva do que nunca, até mesmo porque o capitalismo continua o mesmo de sempre.
O que não existe, aquilo que verdadeiramente faz falta é um partido ou organização revolucionária capaz de aglutinar e sinergizar todas estas lutas no rumo da ultrapassagem do sistema capitalista.

Zé Gotinha disse...

Já no Brasil é o "deboche de classe" que comanda o rumo da pátria amada!
No congresso, com letra minúscula mesmo, é aumento de salário para toda a cambada...
E tem gente que, mesmo sem óleo de peróba, tenta nos convencer que o país está mudando!??? Haja estômago!

Demetrio disse...

Muito boa a foto do blog e a matéria em destaque.

Queria ver meu antigo professor de sociologia, ultra pós-moderno, uma pessoa "super prafrentex", que adorava pregar sobre o "fim das lutas de classes", "fim da ideologia", etc., comentando sobre o que está acontecendo na Europa.

Temos que criar, cada vez mais, entre os trabalhadores, a consciência da LUTA DE CLASSES, negar o reformismo, o oportunismo e as mistificações de todo tipo. Acabar com todos os tipos de fetiches de um sistema que vive de produzir fetiches. PODER DE DECISÃO para os trabalhadores, em todos os níveis e em todos os assuntos, já!

Abraço.

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