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Surf no lixo contemporâneo: a que ponto chegamos! E que mundo deixaremos de herança para Keith Richards?

quarta-feira, 13 de abril de 2011

O fado é belo


Com a autêntica viola portuguesa, mais o fadista lusitano António Zambujo e a brasuca Roberta Sá. Imbatíveis!

terça-feira, 12 de abril de 2011

O lendário Sonny Boy Williamson II


Help Me, para mim, está entre os grandes hits do jazz, junto com Take Five, do Dave Brubeck. Robert Plant foi um cara que sempre procurou copiar a genialidade de Sonny Boy, sem nenhum demérito para o vocalista do Led Zeppelin.

domingo, 10 de abril de 2011

Hugo Chávez é candidato no Peru?


A fixação da RBS em Hugo Chávez compromete o jornalismo que pratica. O psicologismo vulgar do editor aponta que o medo ao chavismo (como ele constatou e mediu esse temor?) é um fator determinante na eleição presidencial peruana. Não é. Não foi. O candidato da esquerda, Ollanta Humala, venceu o primeiro turno, hoje.

Quem diria, Plant virou ringtone em celular de bundão


Dias atrás, estava eu numa fila em algum lugar (tudo tem fila, agora, os filhos do lulismo querem consumir à tripa forra), e ouço o uivo gutural de Roberto Plant, no início do Immigrant Song, com o velho e bom Led Zeppelin. Virei num repente pra ver o sujeito que havia colocado aquele ringtone no telefone. Era um tipo faceiro, com pulôver nas costas e os braços do mesmo amarrados cuidadosamente no peito, onde havia uma corrente dourada. O famoso bundinha mimado por papi e mami. O cara acabou de avacalhar com o velho Plant. Nesta sociedade de hiper-ultra-consumo tudo é digerido, absorvido e regurgitado sem o menor respeito pelo significado de origem. Fetichizaram Roberto Plant. O mesmo que fizeram com o Che e tudo o mais.

Coisas da vida.

A galega Mercedes Peón



sexta-feira, 1 de abril de 2011

Banqueiros usam a TV Globo para retomar velho truque



O Jornal Nacional da decadente TV Globo está sendo o braço midiático do sistema financeiro na cruzada por juros mais altos como forma de combate a uma vaga e hipotética nova ameaça inflacionária.

Para tanto, trouxe às telas dos televisores o ex-ministro Maílson da Nóbrega, fracassado ex-ministro da Fazenda do governo Sarney, colunista de Veja, e velho serviçal da banca imiscuído no aparelho de Estado. Maílson não é um economista tout court, é um periférico, um sub do sub do sub dos banqueiros brasileiros e de alhures.

Os editores do JN têm a cara de pau de apresentar Maílson como um singelo “consultor”, fazendo crer que se trata de uma opinião autêntica, isenta de suspeitas, um eco da verdade científica muito além da crítica e do interesse econômico imediato. Nada disso, Maílson é um piolho dos banqueiros, sua opinião vale tanto quanto uma cédula de três reais. Ontem à noite, sub-sociológico, Maílson disse que o brasileiro é “viciado em indexação”, e sugeriu que o Banco Central está “perpetuando o nível de inflação muito mais elevado”.

O velho truque de invocar a inflação para provocar alta nos juros e assim drenar amazonas de dinheiro para a banca está no ar. Basta ligar a TV Globo.

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