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Foto-legenda:

Gostaria de conhecer o cálculo moral e o balanço ético feito pelo Dr. Marcio Thomaz Bastos para defender e posar ao lado do Cachoeira. O ex-ministro da Justiça do governo Lula sentado com um operador da bandalheiras da direita parlamentar em conluio com a direita midiática. Sentado, defendendo e referendando a conduta pestilenta e antissocial de um inseto político.

Esse Marcio Thomaz merece o desprezo de todos nós. Como foi feito, durante a ditadura, com o cantor Wilson Simonal. Um desaparecimento cívico total e definitivo.





domingo, 12 de abril de 2009

Porque nela faz ninho o futuro


A companheira

Mais do que nunca a poesia, hoje mais que nunca, com seu exorcismo de chacais, com uma chama purificadora e sua memória obstinada.

Açoitada por uma história vertiginosa, onde nos perdemos no redemoinho astronômico da informação, a poesia mais do que nunca: seus olhos seletores fixando o que não temos o direito de esquecer, salvando pássaros, instantes mágicos como o brilho de luzes cintilantes, como auroras soberbas, luas, a beleza, a dignidade da vida.

Mais do que nunca, ali onde abutres de fora e de dentro assanham-se contra os olhos abertos de um povo, arrancam e destroçam as flores do sorriso e o sonho: caricaturas de si mesmos, milionários e coronéis cheirando à morte; contra eles, mais que nunca, a poesia.

Na memória dos homens que lutam, ela é sempre uma fonte de armas, a chama do fogão e a espessura dos montes, o trago d’água, a que estende a mão à batalha e ao repouso.

Mais que nunca a poesia, porque nela faz ninho o futuro.

Julio Cortázar

2 comentários:

Beto Silva - Recife/PE disse...

A propósito da bela Cardinale e das lembranças de "Il Gattopardo", que tantos ensinamentos nos traz, em um tempo de ideologias e propósitos cambiantes e reconvetidos: “Se vogliamo che tutto rimanga com’è, bisogna che tutto cambi”

Sabugosa disse...

"Il gattopardo" é um romance histórico, único do escritor Giuseppe Tomasi di Lampedusa. O autor buscou sua inspiração nas histórias de sua antiga família e em particular na vida de um seu antepassado que viveu nos anos cruciais do Risorgimento.

Escrito entre os fins de 1954 e 1957 foi apresentado inicialmente aos editores Einaudi e Mondadori, que refutaram a publicação, vindo a ser publicada apenas postumamente pela Feltrinelli, com prefácio a cargo de Giorgio Bassani. Em 1959 recebeu o "Prêmio Strega" e em 1963 Luchino Visconti o adaptou para o seu filme homônimo: Il gattopardo.

O nome do romance teve origem no brasão da família Tommasi e é assim referido no romance: "Nós éramos os leopardos, os leões; esses que nos substituíram são os chacais, as hienas; e todos os leopardos, chacais e ovelhas continuarão a acreditar no sal da terra."

O filme é da tia Luchina, a maior e melhor cineasta da Terra, em todos os tempos.

E que elenco! Burt Lancaster, Alain Delon, La Cardinale, e outros cobrões.

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