Você está entrando no Diário Gauche, um blog com as janelas abertas para o mar de incertezas do século 21.

Crianças afegãs refugiadas brincam na cidade de Islamabad, Paquistão, em 02/fev/2014.

(Muhammed Muheisen)

quarta-feira, 29 de abril de 2009

O nome da gripe é Smithfield Foods


É a doença originada do agronegócio internacional

Eu sempre insisto aqui neste blog Diário Gauche que o nome que se dá a coisas, objetos, projetos, episódios e até a doenças é muito importante.

Vejam o caso dessa epidemia mundial de gripe viral. Estão chamando-a – de forma imprópria – de gripe suína. Nada mais ideológico. Nada mais acobertador da verdade.

O vírus dessa gripe se originou da combinação de múltiplos pedaços de ADN humanos, aviários e suínos. O resultado é um vírus oportunista que acomete animais imunodeprimidos, preferencialmente porcos criados comercialmente em situações inadequadas, não-naturais, intensivas, massivas, fruto de cruzamentos clonados e que se alimentam de rações de origem transgênica, vítimas de cargas extraordinárias de antibióticos, drogas do crescimento e bombas químicas visando a precocidade e o anabolismo animal.

Especulações científicas indicam que o vírus dessa gripe teve origem nas Granjas Carroll, no Estado mexicano de Vera Cruz. A granja de suínos pertence ao poderoso grupo norte-americano Smithfield Foods, cuja sede mundial fica no Estado de Virgínia (EUA).

A Smithfield Foods detém as marcas de alimentos industriais como Butterball, Farmland, John Morrell, Armour (que já teve frigorífico no RS e na Argentina), e Patrick Cudahy. Trata-se da maior empresa de clonagem e criação de suínos do mundo, com filiais em toda a América do Norte, na Europa e China.

Deste jeito, pode-se ver que não é possível continuar chamando a gripe de “suína”, pois trata-se de um vírus oportunista que apenas valeu-se de condições biológicas ótimas – propiciadas pela grande indústria de fármacos, de engenharia biogenética, dos oligopólios de alimentos e seus satélites de grãos e sementes. Todos esses setores contribuiram com uma parcela para criar essa pandemia mundial de gripe viral.

O nome da gripe, portanto, não é “suína”. O nome da gripe é: “gripe do agronegócio internacional” – que precisa responder judicialmente o quanto antes – urgentemente – pela sua ganância e irresponsabilidade com a saúde pública mundial.

Leia o dossiê sobre a transnacional Smithfield Foods aqui (em inglês).

38 comentários:

gustavo disse...

Como se vê, Feil, também nos porcos e na comida existe luta de classes.

E vc aponta muito bem o problema, dando nome aos...... porcos.

panoramix disse...

Perfeito Feil! Esta noticia estava até bem pouco tempo sendo sonegada na grande mídia. Mas como sempre o culpado é o porco (ou o bugio). No Egito o governo vai sacrificar todo o rebanho suíno! Aqui na república dos pampas que é responsável por 45% da porcada nacional, incluindo alguns politicos, desbravadores grileiros, jornalistas e empresários, estão literalmente apavorados!

Théo Palhares disse...

Não é bem assim, camarada!! Um vírus, imagino eu, é algo bem complicado de se rastrear, especialmente saber sua origem. Dizer que o vírus ataca animais imunodeprimidos, tudo bem; dizer que esses animais sofrem alterações genéticas e tudo mais visando o aumento dos lucros, às vezes ao custo da saúde da população, vá lá; mas dizer que a gripe é obra da Smithfield Foods é um pouco demais. Esse é justamente o tipo de raciocínio que vai ao infinito, em busca da culpa primeira. vai ver a culpa é do capitalismo internacional. Ou sei lá, do canalha do Adam Smith (ou de sua mãe, aquela parideira). vai ver é culpa de todo mundo que come os pobres dos porquinhos, coitados, impedidos de viverem em paz, ou então, quem sabe, do Lênin, que foi morrer antes de conseguir derrubar essa merda toda.

Noiram disse...

pessoas = consumo = lucro = pandemia

O correto é campanha de controle mundial da natalidade.
Um casal não pode ter mais de 1 filho e ponto final. Separou e achou outra mulher, vasectomia nele.

Anônimo disse...

O Noiram quer cortar a população mundial pela metade, vai ser difícil.

Anônimo disse...

E a febre amarela é por causa dos calipio do pampa!

Andréa N. disse...

Certissimo. E o que cada um de nos pode fazer a respeito eh nao comer esse tipo de coisa. Simples assim.

Luiz disse...

O Theo Palhares disse tudo!

Anônimo disse...

"gripe do agronegócio internacional"

INFARTEI. FEIL, PÁRA. VOU MORRER QUALQUER DIA LENDO ESSE BLOG. JESUS ME CHICOTEIA HAHAHAH

Anônimo disse...

Théo,
com certeza a culpa primeira pode ser achada no infinito, diríamos que a gripe não existiria não fosse o big bang. Não sei se resolveriamos todos os problemas ao voltar o bigbang e nem sei se seria a solução ideal, mas é certo que não podemos desfazê-lo. Já regular as ações da Smithfield Foods, o próprio agronegócio ou quem sabe até derrubar o capitalismo me parecem um opção melhor e viável....

André F. disse...

Esses animais viram mesmo umas bombas químicas!Essa merda só pode gerar nova merda!Puta merda!!

Anônimo disse...

E Tem gente que ainda quer ouvir a Miriam Leitão...

Claudio Dode

André F. disse...

...Pior,Claudio Dode;tem gente querendo COMER a MIRIAM LEITÃO...

juruna urbano disse...

Quem comer a Miriam Leitão será que fica gripadinho?

Maurício disse...

Muito bom, Feil. A imprensa, mais uma vez, não aprofunda o assunto. Ela só é "investigativa" quando interessa. Quanto a esta pandemia, é claro que é consequência do nosso consumo de carne e da indústria que sustenta isso; ocorreu o mesmo com a gripe aviária. Felizmente, não participo desta máquina de manipulação, tortura e massacre de animais porque sou vegetariano; sugiro o mesmo aos amigos.

Anônimo disse...

Achei muito criativo o texto, voce tem uma imaginacao muito boa.
O que posso garantir e' que a origem dessa gripe nao foi em uma granja suina da Smithfield ou sequer outra empresa no Mexico. "Cientificamente" falando, este virus H1N1 nao esta presente em nunhuma granja de suinos do Mexico ou Estados Unidos.
Seu paragrafo numero 4 esta completamente errado e um bom objeto para interpelacao judicial por parte desta empresa lesada.

christian disse...

Mandou bem vou trascrever no meu blog e claro citar a fonte

panoramix disse...

"Swine-flu outbreak could be linked to Smithfield factory farms" - esta é a questão "a gripe PODE estar linkada..." (grist.org)!
http://tinyurl.com/d7zops
-------------------------------
ou "Pork processor Smithfield Foods shares drop on worries about swine flu"
http://www.medicinehatnews.com/content/view/94868/70/
-------------------------------
Estão especulando lá nos Estados Unidos, onde é a matriz da empresa, que a gripe pode ter ligação com a Smithfield Foods em Vera Cruz/México e esta evidentemente está negando(não é noticia de comunista terrorista), basta procurar um pouco no google que aparecerão várias noticias sob este angulo:
"Mexico Government Probes Veracruz Case For Swine Flu Source "
http://www.advfn.com/news_Mexico-Government-Probes-Veracruz-Case-For-Swine-Flu-Source_37458425.html
-----------------------------
Quanto ao fato de estarmos praticamente brincando com a genética (algo ainda muito novo) concordo em número e grau com Cristovão!

Ruy disse...

Tá aí!

Os cientistas pesquisadores em infectologia do mundo inteiro com dúvidas sobre este novo vírus.

E não é que, neste blog, pelo post e os comentários dos "especialistas", que agora sabemos como surgiu este vírus , chamado gripe suína.

Vou recomendar este blog para a OMS.

Ruy

Marcelo Venturi disse...

Vejam artigo do México, abaixo:

Epidemia de lucro

Silvia Ribeiro


La nueva epidemia de influenza porcina que día a día amenaza con expandirse a más regiones del mundo, no es un fenómeno aislado. Es parte de la crisis generalizada, y tiene sus raíces en el sistema de cría industrial de animales, dominado por grandes empresas trasnacionales.

En México, las grandes empresas avícolas y porcícolas han proliferado ampliamente en las aguas (sucias) del Tratado de Libre Comercio de América del Norte. Un ejemplo es Granjas Carroll, en Veracruz, propiedad de Smithfield Foods, la mayor empresa de cría de cerdos y procesamiento de productos porcinos en el mundo, con filiales en Norteamérica, Europa y China. En su sede de Perote comenzó hace algunas semanas una virulenta epidemia de enfermedades respiratorias que afectó a 60 por ciento de la población de La Gloria, hecho informado por La Jornada en varias oportunidades, a partir de las denuncias de los habitantes del lugar. Desde hace años llevan una dura lucha contra la contaminación de la empresa y han sufrido incluso represión de las autoridades por sus denuncias. Granjas Carroll declaró que no está relacionada ni es el origen de la actual epidemia, alegando que la población tenía una gripe común. Por las dudas, no hicieron análisis para saber exactamente de qué virus se trataba.

En contraste, las conclusiones del panel Pew Commission on Industrial Farm Animal Production (Comisión Pew sobre producción animal industrial), publicadas en 2008, afirman que las condiciones de cría y confinamiento de la producción industrial, sobre todo en cerdos, crean un ambiente perfecto para la recombinación de virus de distintas cepas. Incluso mencionan el peligro de recombinación de la gripe aviar y la porcina y cómo finalmente puede llegar a recombinar en virus que afecten y sean trasmitidos entre humanos. Mencionan también que por muchas vías, incluyendo la contaminación de aguas, puede llegar a localidades lejanas, sin aparente contacto directo. Un ejemplo del que debemos aprender es el surgimiento de la gripe aviar. Ver por ejemplo el informe de GRAIN que ilustra cómo la industria avícola creó la gripe aviar (www.grain.org).

Pero las respuestas oficiales ante la crisis actual, además de ser tardías (esperaron que Estados Unidos anunciara primero el surgimiento del nuevo virus, perdiendo días valiosos para combatir la epidemia), parecen ignorar las causas reales y más contundentes.

Más que enviar cepas del virus para su secuenciación genómica a científicos como Craig Venter, que se ha enriquecido con la privatización de la investigación y sus resultados (secuenciación que, por cierto, ya fue hecha por investigadores públicos del Centro de Prevención de Enfermedades en Atlanta, Estados Unidos), lo que se necesita es entender que este fenómeno se va a seguir repitiendo mientras prosigan los criaderos de estas enfermedades.

Ya en la epidemia, son también trasnacionales las que más lucran: las empresas biotecnológicas y farmacéuticas que monopolizan las vacunas y los antivirales. El gobierno anunció que tenía un millón de dosis de antígenos para atacar la nueva cepa de influenza porcina, pero nunca informó a qué costo.

Los únicos antivirales que aún tienen acción contra el nuevo virus están patentados en la mayor parte del mundo y son propiedad de dos grandes empresas farmacéuticas: zanamivir, con nombre comercial Relenza, comercializado por GlaxoSmithKline, y oseltamivir, cuya marca comercial es Tamiflu, patentado por Gilead Sciences, licenciado en forma exclusiva a Roche. Glaxo y Roche son la segunda y cuarta empresas farmacéuticas a escala mundial y, al igual que con el resto de sus fármacos, las epidemias son sus mejores oportunidades de negocio.

Con la gripe aviar, todas ellas obtuvieron cientos o miles de millones de dólares de ganancias. Con el anuncio de la nueva epidemia en México, las acciones de Gilead subieron 3 por ciento, las de Roche 4 y las de Glaxo 6 por ciento, y esto es sólo el comienzo.

Otra empresa que persigue este jugoso negocio es Baxter, que solicitó muestras del nuevo virus y anunció que podría tener la vacuna en 13 semanas. Baxter, otra farmacéutica global (en el lugar 22), tuvo un accidente en su fábrica en Austria en febrero de este año. Le envió un producto contra la gripe a Alemania, Eslovenia y la República Checa, contaminado con virus de gripe aviar. Según la empresa, fueron errores humanos y problemas en el proceso, del cual no puede dar detalles, porque tendría que revelar procesos patentados.

No sólo necesitamos enfrentar la epidemia de la influenza: también la del lucro.

___________________________________________________________



Enquanto isso, no Jornal Valor de ontem...

"Segundo Enori Barbieri, vice-presidente da Federação da Agricultura de Santa Catarina (Faesc), o controle sanitário é alto nas granjas, onde em média são colocados dois animais por metro quadrado, quando em terminação (100 quilos de peso). "As granjas suínas são tecnificadas e um dos modelos mais higiênicos de produção. O modelo antigo [sem confinamento] é que denegriu a imagem do setor", disse.

André F. disse...

Então, RUI,eu recomendo este blog pra tí.até porque aqui não se recebe salário pra emitir parecer.Mas quem comer a Miriam Leitão;Juruna;vai gozar prá valer onde todo mundo só mete o pau...

Leti disse...

... E esse comentário vai para o Théo Palhares, Luiz, Rui e alguns anônimos que não têm a menor percepção do que está acontecendo:

Se liga aí ô galera:
- Nem tudo é de propósito, mas tudo é pelo lucro!

... Ainda para vocês: (continuem lendo... senão jesus te chicoteia!)

-----------
do blogdaterra
http://blogdaterra.com.br/2009/04/29/empresa-americana-detectou-virus-da-gripe-suina-no-comeco-de-abril/

Empresa americana detectou vírus da gripe suína no começo de abril

A empresa norte-americana Veratect identificou o vírus da gripe suína no dia 6 de abril. A empresa foi chamada para monitorar casos de doenças respiratórias que começaram a aparecer na comunidade de Las Glorias, no estado de Perotes, no México. No local funciona uma granja suína que é uma joint venture entre a norte-americana Smithfield e a mexicana Agroindustrias Reunidas de Mexico.
Desde o dia 30 de março, a empresa havia começado a analisar os dados relacionados a novos casos de doenças respiratórias naquela região mexicana. A consultoria também enviou um alerta para a Organização Mundial de Saúde (OMS) e outros organismos internacionais que trabalham com saúde. A OMS, contudo, emitiu o primeiro comunicado publico no dia 24 de abril, em resposta às primeiras ações tomadas pelo governo mexicano.

A Smithfield, por sua vez, emitiu dois comunicados – em 26 e 28 de abril – informando que suas granjas no México não apresentaram sintomas da gripe suína entre os animais e funcionários. Afirmou ainda que os porcos na granja são vacinados contra a gripe suína e que realiza testes regulares para prevenir um surto da doença.

De acordo com comunicado da Veratect, desde o dia 16 de abril ela já publicou mais de 100 alertas a respeito do surto da doença. A empresa também tem feito alertas sobre suspeitas de novos casos no Twitter.

ary disse...

Continuem comendo carne...

David_V8BigBlock disse...

É gripe suina, sim!!!! Essa são as consequência q começam a surgir da manipulação vil do humanos em relação a todos animais, que morrem aos milhões, além de serem torturados durante todas suas vidas. Antes de ser uma gripe do agronegócio, é uma gripe da exploração animal, que estão relacionadas já que pra todos terem o luxo de consumirem animais mortos, há a necessidade de maximizar a denominada produção. Quantas mais pandemias virão? Doença da vaca-louca, gripe aviária, gripe suina....

SEJA VEGETARIANO!

Helena Reis disse...

Parece realmente a Teoria da Conspiração mas prá quem vem acompanhando nos últimos anos o desenvolvimento científico não em prol da humanidade mas para enriquecimento das multinacionais dos Laboratórios farmaceuticos ,da industria de pesticidas, dos trangênicos, etc ... sabe perfeitmente que a realidade hoje parece ficção científica -cito a MontSanto como a n.1 dos transgênicos e que não apresenta nenhuma ética . Também merece atenção um tema que ninguém fala - parece a conspiração do silêncio e se relaciona a nanotecnologia onde se chega a transmutação da matéria.Em 2005 no Forum Social de P.Alegre acompanhei debates estarrecedores .Na época ao voltar queria debater o tema mas ninguém estava interessado e pregava no deserto . Tenho um ótimo material de uma ONG Canadense que poderia enviar ao Blog se houver interesse . Na brincadeira vamos ns informando de coisas muito sérias pra nós e para a humanidade.
Helena Reis de Piratiningabar

Helena Reis disse...

Helena Reis disse...
Parece realmente a Teoria da Conspiração mas prá quem vem acompanhando nos últimos anos o desenvolvimento científico não em prol da humanidade mas para enriquecimento das multinacionais dos Laboratórios farmaceuticos ,da industria de pesticidas, dos trangênicos, etc ... sabe perfeitmente que a realidade hoje parece ficção científica -cito a MontSanto como a n.1 dos transgênicos e que não apresenta nenhuma ética . Também merece atenção um tema que ninguém fala - parece a conspiração do silêncio e se relaciona a nanotecnologia onde se chega a transmutação da matéria.Em 2005 no Forum Social de P.Alegre acompanhei debates estarrecedores .Na época ao voltar queria debater o tema mas ninguém estava interessado e pregava no deserto . Tenho um ótimo material de uma ONG Canadense que poderia enviar ao Blog se houver interesse . Na brincadeira vamos ns informando de coisas muito sérias pra nós e para a humanidade.
Helena Reis de Piratiningabar
2/5/09 15:46

Transgênicos Não! disse...

Concordo... a culpa é da forma como são criados os porcos, aumentando a chance de propagação de doenças.

Agora, a propaganda que vem sendo dada a esta gripe é algo absurdo. Tudo para colocar pânico nas pessoas e se esquecerem dos assuntos que relamente devem ser tratados (ambiente, energias limpas, emissão de CO2, e aqui no Brasil, uso indevido de passagens aéreas).

Cristóvão Feil disse...

Prezada Helena Reis,

Já estou no aguardo do teu material.
Abç.

CF

Geovaneto Vilar disse...

O texto é fantástico e os comentários deixados até aqui são enriquecedores.
Porém quero dizer ao Theo Palhares que identificar a origem é fundamental. A OMS está aí para confirmar isso diante de outras situações parecidas.
Acredito que tudo isso é fruto de um sistema capitalista falido que busca apenas o lucro.
Acredito também que algumas grandes corporações contribuem substancialmente nesse processo auto-destrutivo.
O texto serve pelo menos de reflexão para contrapor o que a imprensa, de um modo geral, impõe a grande massa.

Groo disse...

Que pipocam teorias conspiratórias de todos os naipes nestas horas é verdade, mas há alguns fatos dos quais não podem ser considerados "teorias vazias".

Existe um escritor chamado Mike Davis que é autor do livro "O Monstro bate à nossa porta" e que fala sobre o vírus que deu origem à chamada "gripe aviária".

O autor analisa, com base em documentos, dados, médicos e infectologistas as condições a que estes animais (frangos e porcos, principalmente) são confinados em granjas industriais de grande porte e nas megafazendas e de como estes ambientes são propícios para o surgimento deste tipo de vírus e prováveis mutações.

Em suma, isso não aconteceu "por um simples acaso". Pode não ter sido "deliberado", mas as condições para que este vírus sofresse mutação e se espalhasse já eram conhecidas e nada foi feito - e não seria, afinal em tempos de "crise mundial" já viu...

Anônimo disse...

A culpa é de quem financia a indústria da carne consumindo seus produtos advindos da exploração animal.

Anônimo disse...

Parece que a Smithfield e outras empresa foram para o México fugindo da legislação sanitária Norte-Americana e para explorar a mão de obra barata mexicana, tornando a suinocultura bastante insalubre e sujeita ao surgimento de um novo vírus. Quanto ao governo mexicano e a Empresa Veratect , eles também devem explicações: não é crivel que uma cidade inteira (La Gloria) fique doente e apenas um garoto tem o H1N1 ( só a amostra do garoto foi para o Canadá , as das outras pessoas ainda estão no México), ou seja , o surto é mais antigo! e sonegar informações numa situação desta é muito grave.

Rodrigo disse...

O vírus da gripe (influenza) realmente tem origem em porcos e aves. Daí a dizer que o negócio começou em uma granja específica é um grande salto (não comprovado ainda, pelo menos). embora esta granja tenha apresentado recentemente seríos problema ambientais. Vale lembrar também que o problema nào se limita às criações comerciais. A última epidemia séria da história começou com simples e pobres pessoas que viviam da caça e da coleta. Matavam macacos para se alimentar. Deu na AIDS. Nesses temos estranhos recomendo a leitura do A História da Humanidade Contada pelos Vírus. Esclarece muita bobagem que estamso lendo e ouvindo nesses dias.

Extraterrestre disse...

Vejam isso...

http://www.youtube.com/watch?v=0K2LdGUca9w

Tudo é feito... Pelo homem...

martha disse...

Essa Smithfield pertence a um grupo americano grande, Bunge, Conagra ou Cargill.....?

Bruno Pinheiro disse...

Olá Cristóvão...

Escrevo só pra comunicar q tomei a liberdade de publicar sua postagem no Portal da REJUMA (rejuma.org.br)

Bastante esclarecedor.

paz e bem!

Anônimo disse...

aff véi
tomem vergonha na cara
história inventada
sem credibilidade...

Luciana Moreira disse...

Olá, parabéns pelo blog!
Realmente um dos assuntos mais discutidos atualmentenos é a respeito da gripe suína.
Percebemos que a gripe não possui preferências, já que vem sendo registrado casos em diversos lugares, mas um organismo saudável é sempre mais resistente a ela.

E enquanto não encontram um tratamento definitivo contra a gripe suína veja remédios para a gripe comum que auxiliam no fortalecimento do seu organismo.

Ajude a divulgar e contribua para a saúde dos seus leitores. Faça um link da matéria no seu blog. http://www.bancodesaude.com.br/gripe/remedios-gripe-0

Contamos também com suas idéias e sugestões.

Luciana Moreira
Banco de Saúde
relacionamento@bancodesaude.com.br

Contato com o blog Diário Gauche:

cfeil@ymail.com

Arquivo do Diário Gauche

Perfil do blogueiro:

Porto Alegre, RS, Brazil
Sociólogo