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Surf no lixo contemporâneo: a que ponto chegamos! E que mundo deixaremos de herança para Keith Richards?

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Capitalismo está conduzindo a humanidade para uma catástrofe ecológica


O planeta e a própria civilização estão em perigo

O sociólogo e pesquisador brasileiro Michael Löwy, membro do Conselho Nacional de Pesquisa Científica da França, afirmou ontem que o sistema capitalista está conduzindo a humanidade a uma catástrofe ecológica.

"O capitalismo conduz inexoravelmente à destruição do meio ambiente e aos gases do efeito estufa. A lógica do sistema está na busca pela expansão e acumulação ilimitada dos lucros, sem cuidado e preocupações com o meio ambiente e com o futuro de recursos naturais que hoje nos servem de alimento, como o milho, por exemplo", afirmou Löwy que participa do Fórum Social Mundial, em Belém do Pará.

Considerando sobretudo o aquecimento global e a crise financeira internacional, o sociólogo, que é um dos intelectuais brasileiros de maior prestígio internacional, avaliou, em entrevista à Agência Brasil, que a civilização atual caminha a passos largos rumo a uma outra crise – denominada por ele de "crise de civilização".

"Estamos caminhando a uma velocidade muito grande para uma catástrofe ecológica e a raiz do problema é o próprio sistema capitalista. Partindo desse princípio, consideramos que não é só o planeta, que possivelmente vai continuar existindo, que está em perigo, mas sobretudo a civilização atual, que talvez não sobreviva caso se concretize essa catástrofe ecológica", acrescentou.

Ainda na avaliação de Löwy, uma das alternativas para evitar essa possível catástrofe ambiental é o ecossocialismo.

"Precisamos de um sistema que alie as causas sociais com ecologia e esteja à altura dos desafios do século 21. Lutar por um sistema eficiente de transporte público é um exemplo disso. Fazendo um balanço crítico das experiências socialistas do século passado e dos movimentos ecológicos atuais, poderemos propor esse outro modelo de civilização, que é o ecossocialismo", resumiu.

9 comentários:

Kayser disse...

Cristóvão, a versão original do Tarzan é o cartum do Santiago, premiado em Piracicaba em 1978: http://2.bp.blogspot.com/_SjBUFj3jDSY/RuBf06F0VGI/AAAAAAAABPs/ayXi346PnBE/s1600-h/tarzan_santiago.jpg

Esta do WWF é de 2007. Antes disso, O Santiago achou mais duas coincidências. Detalhes em
http://grafar.blogspot.com/search/label/ping-pong

Abraço!

Cristóvão Feil disse...

Logo, vamos comentar.
Valeu, Kayser!

Abç.

CF

Guilherme Menezes disse...

sugestão de documentário bem relevante ao assusto do post; "The 11º Hour", desculpe por não saber o titulo em português. Mas tem na internet para baixar(inclusive as legendas), e tem ate trailer no youtube (http://www.youtube.com/watch?v=7IBG2V98IBY)

abraço e continuem com o blog, é uma boa alternativa de leitura.

Noiram disse...

Guilherme,

Em português se chama "A última hora".
Estava assistindo no Youtube e parei na 5° parte.

Realmente é muito interessante.

http://br.youtube.com/watch?v=LHl2g6BDw6s

Abraço.

Ary disse...

Excelente tema para debate Cristof! Começo dizendo que, "apesar dos pesares" o ecossocialismo exige antes,como etapa de transição, a construção do ecocapitalsimo. Esse processo deve ser universal, contínuo e intermitente. Atento, o capitalismo que degradou também quer s eapresentar como solução definitiva. Um abraço a todos e bom debate.

Ary disse...

Eco socialismo, ismo, ismo...
Seus frouxos! Cadê o debate?

Ary Martini disse...

Se não for pelo amor,aprenderemos pela dor. Ary.


Crise é positiva para o meio ambiente, afirma pesquisador do Ipea


Redução das exportações na indústria do aço significa diminuição de mais de 1 bilhão de toneladas em emissões de carbono
A diminuição do volume de exportação dos recursos não-renováveis brasileiros resultou em ganhos ambientais para o país. A conclusão é do coordenador de Meio Ambiente do Fórum Mudanças Climáticas, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), José Aroudo Mota. Ele é responsável pela pesquisa Trajetória da Governança Ambiental, divulgada pelo Ipea durante o lançamento do Boletim Regional e Urbano. Em seu estudo, Aroudo apresentou uma série de dados sobre o que o Brasil deixou de exportar com a crise. “Ela [a crise] resultou em impactos ambientais positivos, apesar de externalidades negativas como a perda de empregos e o impacto que teve nos níveis de crescimento econômico de determinadas regiões”, disse o pesquisador.

Segundo ele, o trabalho buscou mensurar os principais impactos causados pela crise em indústrias como a de alumínio. “O que deixamos de exportar, entre os 32 produtos pesquisados, representa uma economia de aproximadamente 562 mil kilowatts de energia, a partir do consumo evitado. Isso daria para abastecer uma cidade de 25 mil pessoas”, acrescentou, referindo-se à exportação de alumínio. A indústria do aço, segundo ele, deixou de exportar 740 milhões de quilos de aço bruto. “Isso significa uma redução de mais de 1 bilhão de toneladas em emissões de carbono, o que para o processo climático no Brasil é extremamente positivo”, avaliou Aroudo.

“Na indústria de veículos, o Brasil deixou de exportar, em dezembro, 62,1 mil carros, e isso também implica em redução do consumo de energia e de aço. Ainda estamos mensurando o quanto, mas é evidente – e isso pode ser afirmado tendo por base dados oficiais de 2008 – que o meio ambiente teve ganho substancial em função da não-exploração de recursos naturais, tanto renováveis quanto não-renováveis”. Aroudo disse que estão sendo preparados outros estudos, abordando as madeiras e o cimento brasileiros. “Quando certificada, a madeira encontra dificuldades para entrar na Europa por decorrência da crise internacional”, adiantou.

Fonte: Ecoagência

Ary Martini disse...

O planeta precisa de uma "agenda de planejamento estratégico" que seja democrática, participativa e que englobe os aspectos ambientais, econômicos, sociais e culturais. Ações pontuais e isoladas não agregam solidez e dinâmica suficientes para operar a transição de uma modelo (insuportável) para outro (sustentável). É preciso que governos, sociedade civil, setores empresariais e setores produtivos (trabalhadores) retomem a Agenda 21 Global, sugerida na Cúpula da Terra (Eco-92). Se faz necessário a implementação de um pacto honesto e ético com o meio ambiente, onde seja possível operar o desenvolvimento a partir da racional utilização dos recursos naturais (que são finitos). Por isso precisamosabandonar o mito do crescimento econômico e adotarmos o desenvolvimento sustentável como estratégia para a construção de sociedades felizes.

todos são legais disse...

Não precisa ser nenhum gênio pra descobrir que o capitalismo se alimenta das riquezas naturais e sua contribuição para com o meio ambiente é exclusivamente a destruição.

Michael está de parabéns pela iniciativa de expor esse grande problema que será nosso futuro, com toda certeza.

Parabéns também ao blog Diario Gauche e toda equipe. Muito bom!

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