Você está entrando no Diário Gauche, um blog com as janelas abertas para o mar de incertezas do século 21.

Surf no lixo contemporâneo: a que ponto chegamos! E que mundo deixaremos de herança para Keith Richards?

domingo, 3 de julho de 2011

Eric Clapton



O pop é a música internacionalista por excelência. Não há como identificá-lo com um país ou cultura em específico. Carrega um sem-número de influências que borram as suas origens musicais.
Certo, nominalmente é Beatles, mas em que fontes os caras beberam, fumaram ou cheiraram?

sexta-feira, 1 de julho de 2011

O clássico Brothers In Arms: homenagem a Mandela



A emocionante homenagem política por ocasião dos 70 anos de Nelson Mandela foi realizada no estádio de Wembley, em Londres, no dia 11 de junho de 1988. 

O evento foi transmitido em broadcast para 67 países e alcançou uma audiência de 600 milhões de espectadores/ouvintes. A Fox TV (EUA) censurou as imagens com expressões políticas contra a segregação racial na África do Sul. 

No vídeo, o guitarrista Mark Knopfler e sua banda Dire Straits (com a participação de Eric Clapton) realizam uma performance perfeita com “Brothers In Arms”. Mandela só foi libertado em fevereiro de 1990. Estava preso desde 1962. Em 1993, foi agraciado com o Nobel da Paz. 

Diretor da Petrobras sugere negócio com o grupo Odebrecht


O diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, foi objeto de notícia da Agência Estado (Estadão), na última quarta-feira 29/6. O diretor Costa – indicado ao cargo por um movimento híbrido de PP e PMDB - afirmou que não há uma definição sobre a possibilidade de a Braskem incorporar a Innova, petroquímica de segunda geração, que foi adquirida pela Petrobras da controlada Petrobras Argentina em março deste ano, e que funciona dentro do Polo Petroquímico de Triunfo (RS).


O diretor de abastecimento lembrou que "a Innova produz estireno, que é um produto que não faz parte do portfólio atual da Braskem. Não definimos se iremos consolidar esse ativo dentro da empresa".


..............................


É preocupante a manifestação (oblíqua) do diretor Paulo Roberto Costa. Ainda que na negativa, há um tom de oferta, de antessala de negócio entre a Innova (que pertence à Petrobras) e a Braskem (controlada pelo grupo privado Norberto Odebrecht). O mais curioso é o fato de um diretor da Petrobras estar afirmando que “o estireno da Innova não faz parte do portfólio atual da Braskem”. O não-dito, neste caso, porta mais expressão do que o dito, ou seja, “o estireno não está no portfólio atual da Braskem, mas poderá comparecer no futuro”, é o que está sugerindo claramente o diretor de abastecimento da estatal.


A notícia do Estadão acaba, assim, revelando-se como um recado cifrado ao grupo Odebrecht, controlador da Braskem. Paulo Roberto Costa está dizendo, mesmo que por linhas transversas, que se a Braskem quiser, a Petrobras vende a Innova do Rio Grande do Sul ao grupo Odebrecht.


Como se vê, há um fio de astúcia e esperteza nesta declaração do diretor da Petrobras. Aliás, os mesmos ingredientes ardilosos usados para montar a malograda empresa privada Sete Brasil, que iria abocanhar o negócio de sondas do pré-sal e a frota de petroleiros da Petrobras. Como se sabe – noticiamos aqui, dias atrás – essa empreitada de espertos foi desmontada pela presidenta Dilma Rousseff, sem vacilação.


Mas os promotores de bandalheiras com o patrimônio público são incansáveis e determinados, há que estar atento para as suas próximas investidas em favor do interesse pessoal e de grupos.

Mudanças climáticas: repercussões no RS

Jobim faz discurso-fofoca em homenagem sabuja à FHC



O ministro Nelson Jobim (Defesa) fez um discurso ontem na homenagem ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que foi interpretado como sinal de insatisfação com sua situação no governo Dilma Rousseff. A informação é do jornal Folha de S. Paulo, edição de hoje.


Começou dizendo que faria um "monólogo" dedicado a FHC -de quem foi ministro da Justiça e que o indicou para o Supremo Tribunal Federal-, e que deixaria "vazios" que o tucano iria "compreender perfeitamente".


Jobim elogiou o estilo conciliador do ex-presidente. "Nunca o presidente levantou a voz para ninguém. Nunca criou tensionamento entre aqueles que te assessoravam", disse. A referência foi interpretada como uma alusão ao estilo duro de Dilma com seus auxiliares.


"Se estou aqui, foi por tua causa", afirmou, sem mencionar Lula nem Dilma.


Disse que, quando presidente, FHC construiu "um processo político de tolerância, compreensão e criação".


"E nós precisamos ter presente, Fernando, que os tempos mudaram." E citou Nelson Rodrigues: "Ele dizia que, no seu tempo, os idiotas chegavam devagar e ficavam quietos. O que se percebe hoje, Fernando, é que os idiotas perderam a modéstia. E nós temos de ter tolerância e compreensão também com os idiotas, que são exatamente aqueles que escrevem para o esquecimento".


Esse encerramento da fala provocou perplexidade em governistas da plateia. "O que ele está querendo dizer?", indagou um petista.


Questionado sobre a fala, FHC disse que não viu nenhuma tentativa de fazer "comparações". Sobre os "idiotas", FHC sorriu e concordou: "É, aquilo foi forte".


Já o presidente do Instituto Teotonio Vilela, Tasso Jereissati, avaliou que o titular da Defesa "fez um discurso cheio de recados".


Aliados do ministro dizem que ele está, de fato, insatisfeito com Dilma. Recentemente se queixou a correligionários de que não é convocado para opinar política e direito, como Lula fazia.


Ele também ficou incomodado com o corte do orçamento de sua pasta. Assessores da Defesa negam que Jobim tenha manifestado a vontade de deixar o cargo. Hoje pela manhã o ministro tem audiência agendada com a presidente.

-----------------------------

Esse sujeito desqualificado cada vez dá mais provas que deveria estar longe da Esplanada dos Ministérios.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Os bancos são um novo império persa



As imagens são de ontem, quarta-feira 29/6. Observem que o cachorro baio (que dizem ser anarquista, mas sobre isso nada lhes posso assegurar, haveria que perguntar ao próprio) continua em combate. Ele está em quase todas as tomadas, valente, participativo e vanguardista. Viva o cachorro baio! 


De outra parte, é de registrar a observação de Hegel, segundo a qual os fatos relevantes da história ocorrem, por assim dizer, duas vezes. Vejamos: a história antiga ensina que aconteceram grandes guerras de conquista ("guerras de raças", como diz Foucault), povos e territórios foram escravizados, saqueados, destruídos, esbulhados por dezenas, às vezes, centenas de anos. Lembro do velho império persa (século 5 a.C) tão bem reconstruído pela cativante narrativa de Gore Vidal, em sua obra "Criação", de 1981. 


Pois bem, hoje, a Grécia repete um pouco - sob novos métodos, agora, bem mais ideológicos - a saga sacrificial dos povos da Babilônia, da Índia e de partes da China, então, submetidos aos reis da Pérsia, obrigados a se despojarem de tudo para satisfazerem a grandeza material de um reino de força militar e ambição desmedida. A "nova Pérsia", hoje, são os bancos, o sistema financeiro, que obriga países inteiros a se submeterem aos mais severos sacrifícios a fim de manter as burras do sistemão abastecidas do sangue, do suor e das lágrimas de populações inteiras. Sempre contando com autoridades locais (no caso o Pasok - Partido Socialista Grego) para fazerem o trabalho sujo de limpar a área para propiciar o pleno e completo (legalizado sob cerrada chantagem ideológica) saqueio nacional. 
              

O sinistro jogo “Planet Master”



O desastre global em 4 minutos e meio.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

O pós-punk pop da Pulp

A verdade sobre os “piratas” da Somália



Um documentário imperdível sobre o badalado assunto da pirataria nas águas internacionais da Somália (leste da África). Como sempre, a imprensa internacional oculta as motivações e a realidade dos fatos noticiados. Antes disso, trata de criar versões mentirosas e distorcidas sobre um país que vive há anos em pleno "estado de natureza", numa insólita situação hobbesiana, sem governo estabelecido, em guerra civil permanente, fome generalizada, centenas de milhares de refugiados, guerra de raças, etc.


Como se isso não bastasse, a Somália ainda é vítima da pesca ilegal de grandes companhias, mas sobretudo, mais recentemente, serve de depósito de lixo tóxico e nuclear de empresas europeias e asiáticas. Veja tudo isso em 23 minutos deste importante documentário. Ao final, você verá que o alcance geopolítico e econômico do caso somali alcança muitos e importantes interesses das esgotadas economias centrais.

A bela Cat Power



Interpretando a composição do Oasis, "Wonderwall".

Contato com o blog Diário Gauche:

cfeil@ymail.com

Arquivo do Diário Gauche

Perfil do blogueiro:

Porto Alegre, RS, Brazil
Sociólogo