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Surf no lixo contemporâneo: a que ponto chegamos! E que mundo deixaremos de herança para Keith Richards?

terça-feira, 20 de abril de 2010

Repórter da Globo passa boletim com os "pés molhados"



"Estamos à deriva da natureza" - só faltou dizer "mas zuzo bem..."

O nome dela é Míriam Dutra, vocês a conhecem?

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Para comemorar os nove anos de operações da RádioCom (Pelotas, RS), a emissora lançou uma nova página na internet.

Blogosfera vence batalha contra a TV Globo


TV Globo retira do ar vídeo em favor de José Serra, pelo menos é o que informa o portal G1 da Vênus Platinada - a prova material de que a democracia brasileira é formal e precaríssima.


Ouça o punk do Clash, contemporâneos e inimigos políticos da velha Thatcher, a papisa neoliberal:

The Clash - This Is Radio Clash
Found at skreemr.com


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Acabei de ler em ZH de hoje a nota (acima) sobre o cancelamento da veiculação da Globo. São 11h39. A rigor, a editoria de ZH, ao admitir a babada política da coirmã (ou seria patrão?), como que tira um sarro da trapalhada primária cometida pela Vênus. É a contradição hegeliana entre o escravo (RBS) e o senhor (Globo), exposta para tantos quantos quiserem entender.

Coisas da vida.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

A TV Globo continua a mesma

Propaganda dos 45 anos da emissora da família Marinho é um decalque da campanha eleitoral serrista, veja este vídeo:




Globo - Muito Além do Cidadão Kane (documentário imperdível, na íntegra, abaixo):




"Muito Além do Cidadão Kane" é um documentário produzido pela BBC inglesa - proibido no Brasil desde a estréia, em 1993, por decisão judicial - que trata das relações sombrias entre a Rede Globo de Televisão, na pessoa de Roberto Marinho e sua família, com o cenário político brasileiro. Os cortes e manipulações efetuados na edição do último debate entre Luiz Inácio da Silva e Fernando Collor de Mello, que influenciaram a eleição de 1989. Apoio à ditadura civil-militar e censura a artistas, como Chico Buarque que por anos foi proibido de ter seu nome divulgado na emissora. Criação de mitos culturalmente questionáveis, veiculação de notícias frívolas, estímulo ao consumismo e alienação generalizada. Depoimentos de Leonel Brizola, Chico Buarque, Washington Olivetto, entre outros jornalistas, historiadores e estudiosos da sociedade brasileira. O documentário tem 93 minutos.

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Sete anos, marchando para o oitavo ano, de lulismo de resultados e nada foi modificado na força e no poder da TV Globo, essa prova material e cotidiana de que a democracia no Brasil é apenas formal e precaríssima.

O vídeo produzido pela BBC inglesa é um documento atual e contundente contra a rede dos Marinho.

O lulismo de resultados ajoelhou-se para a TV Globo, agora, colhe os resultados (ver o vídeo acima, a propaganda descarada em favor de José Serra).

Serra já está eleito


Revista Veja faz José Serra sentar na cadeira da presidência da República

Estampando na capa uma fotografia de José Serra com dentes novos e vistosos - ele que tem dentinhos de rato onde a gengiva predomina de forma avantajada na cavidade bucal - e um fotoxópi de luxo, a revista protofascista do grupo Abril, desta semana, praticamente considera o ex-governador paulista como eleito para o que chama de "era pós-Lula".

Nas eleições de 1985, para a prefeitura de São Paulo, o professor Cardoso cometeu o mesmo erro, sentou na cadeira de prefeito antes da hora (seu companheiro tucano, o então prefeito paulistano, Mário Covas, cedeu o gabinete de alcaide para que a Folha tirasse fotos do candidato pimpão). Resultado: perdeu as eleições - que considerava papada - para Jânio da Silva Quadros.

Veja está esquecendo de combinar antes com os eleitores brasileiros.

A propósito, ouça Mentira, com o versátil Manu Chao:

manu chao - mentira
Found at skreemr.com

domingo, 18 de abril de 2010

As Aventuras da Super Classe Média

Allan Sieber

Ouça o andante Manu Chao:

manu chao - a cosa (prince fatty rmx)
Found at skreemr.com

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Julio Cortázar contesta o "boom" latino-americano



O que a mídia e o mainstream da indústria editorial chamou de boom literário latino-americano das décadas de 70/80 é contestado pelo grande Cortázar. Não contesta o fenômeno, mas o nome do fenômeno.

A meu ver, modestamente, a literatura latino-americana desse período foi um elemento essencial para cimentar consciências e fazer com que nos olhássemos no espelho da nossa cultura, ainda que com todas as suas distintas nuances regionais e nacionais. O fenômeno literário em série foi um mosaico com nexo literário e cultural muito importante. Arrisco a dizer que esse movimento literário - quase espontâneo - foi o precursor dos novos cenários políticos que vivemos na América Latina já há alguns anos, agora no plano político mesmo, com afirmação de estratégias próprias, identificação de nossas próprias utopias e busca de um destino autônomo no contexto global. Há muita estrada a percorrer, mas a caminhada já se iniciou faz tempo, e o gatilho - penso eu - foi o da literatura, sem desprezar toda a acumulação de lutas sociais pretéritas (e que a própria literatura local incorpora). Acredite se quiser.

Isso é jeito de falar, abelhinha?


Depois não sabem por que são condenados por assédio moral aos empregados

"Treinamento" é para animais, abelhinha. Saiba disso. Em seres humanos o que se usa comumente é a capacitação, a habilitação, o estímulo à aptidão, a qualificação do conhecimento, etc.

Treinamento é para animais e jornalistas amestrados. Ponto.

Aliás, a RBS e seus veículos usam muito, usam sempre a expressão "treinamento", aplicada a seres humanos. Um dos motivos, suspeito eu, é o cacoete adquirido do inglês, que usualmente conjuga o verbo treinar para designar instrução, capacitação cognitiva. Nos EUA eles chegam ao cúmulo de chamar os instrutores de cursos corporativos e outros quetais de mercado como "coach", o empregado tal está em treinamento (coaching). Ou seja, os novos empregados/estagiários (trainee) ficam no mesmo nível dos animais, estão em treinamento com o treinador (coach). Assim como os cavalos de corrida do turfe, que fazem treinamento para serem vitoriosos nas corridas do hipódromo. A lógica interna é a mesma. O desprezo pelo aprendiz, idem. A falta de estima social pelo não-vitorioso ou mesmo perdedor (loser, em inglês, também sinônimo de babaca) é uma regra de ouro do último capitalismo. Como se vê, mais que uma regra, um dogma, na RBS/Zero Hora.

Mudando de assunto mas não de tema geral, cabe a pergunta: será que é por esse motivo que a RBS foi condenada pela Justiça recentemente por assédio moral a dezenas de empregados seus?

Vocês já ouviram falar de Sul21?


Sul21, não?

Pois bem, aguardem!

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Porto Alegre não tem ônibus elétrico, em compensação...


Têm paradas de ônibus eletrificadas

A busca do déficit zero, tanto na prefeitura de Porto Alegre, quando no governo estadual, têm feito vítimas em todo o estado. São pontes que caem por falta de manutenção, escolas deterioradas, doenças bíblicas (Velho Testamento, contemporâneas do patriarca Moisés) que já estavam erradicadas voltam a causar óbitos, desvio de recursos federais para aplicação no mercado financeiro... e paradas de ônibus eletrificadas pelo completo e desavergonhado descaso tanto da EPTC (prefeitura de Porto Alegre, gestão do prefeito José Fogaça) quanto da CEEE (governo estadual, gestão da governadora Yeda).

Os familiares do estudante que morreu eletrocutado ontem numa parada de ônibus na avenida João Pessoa, em Porto Alegre, devem requerer uma vultosa indenização à EPTC e à CEEE.

As duas empresas estatais - homicidas - foram solidárias no descaso e na omissão como exercem suas funções públicas.

Oligopólio dos bancos impede a queda dos juros, diz o ministro Mantega


Presidente Henrique Meirelles estava junto quando o ministro da Fazenda fez a declaração

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, voltou a criticar os bancos privados na manhã de ontem. Para ele, o setor financeiro é "oligopolizado" e a falta de competição é um dos limitadores para a queda dos juros para os tomadores finais. A atuação mais agressiva das instituições financeiras públicas nos últimos anos, que oferecem taxas mais baixas, segundo o ministro, melhorou a situação, mas ainda não é o suficiente. A informação está no jornal Valor Econômico, edição de hoje.

"Falta concorrência no setor financeiro, que é oligopolizado. Mas está sendo estimulado pelos bancos públicos. Graças a eles, há mais competitividade. Mas está aquém do que gostaríamos", disse o ministro em audiência pública na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Dívida Pública, na Câmara dos Deputados. "Quando o crédito for mais barato teremos uma expansão maior", completou.

Aproveitando a oportunidade para enaltecer o ritmo de expansão do PIB, "o maior ciclo de expansão da economia nos últimos 30 anos", o ministro afirmou que a economia brasileira "não tem medo de crescer", mas que o país tem de ir "devagar para não atropelar" um crescimento sustentado. "A virtude do nosso crescimento é que é equilibrado. Se crescêssemos a 10% ou 11%, geraríamos desequilíbrios. Entre 5% e 5,5% é um patamar satisfatório para a economia", disse, ao comentar se o Brasil poderia crescer em ritmo chinês.

Com relação ao nível de endividamento público, tema da CPI, Mantega afirmou que "não é pecado ter dívida pública". Ele completou dizendo que a situação hoje é diferente do passado, quando a dívida externa era "um sério problema para o país, nos deixava de mãos atadas, à mercê dos credores internacionais, seguindo ordens, uma coisa vexaminosa".

Também presente à audiência, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles fez uma rápida apresentação sobre a trajetória cadente do custo da dívida pública. O Brasil fez "uma inversão de um ciclo vicioso para um ciclo virtuoso" na economia. "Uma política econômica deve ser medida pelos resultados. Não se pode analisar apenas itens pontuais", afirmou, ao discursar sobre a melhoria dos indicadores macroeconômicos.

Meirelles disse ainda que a economia brasileira apresenta uma situação de "indubitável" melhora, cabendo ao governo trabalhar e aguardar que as agências de rating revisem a classificação do país. "Vamos deixar as agências de riscos fazerem o trabalho delas. Estamos fazendo o nosso e esperamos ser reconhecidos", disse em rápida entrevista coletiva ao final da audiência.

O presidente do Banco Central preferiu não fazer comentários sobre política monetária e também não confirmou as chances de nova elevação nos depósitos compulsórios para os bancos. "Não pré-anunciamos decisões de política monetária", afirmou, reiterando que a recente devolução de quase R$ 71 bilhões para os cofres do BC restabeleceu o compulsório a níveis próximos aos praticados antes da crise e que a medida está ligada apenas à liquidez do sistema financeiro.

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Guido Mantega foi no nervo da questão, justo no momento em que o presidente do BC se sente livre para anunciar que o Copom vai decretar nova corrida altista nos juros brasileiros. Henrique Meirelles, o soberano da política econômica do lulismo de resultados, anunciou em Porto Alegre, segunda-feira passada que os juros subirão em 15 dias - na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil.

Guido Mantega está querendo dizer que o Brasil está colonizado pelos poderosos senhores do oligopólio bancário-financeiro. Este é o ponto. Vive-se no Brasil sob o jugo da hegemonia do mercado financeiro. Gostaria que isso não fosse verdade, sei que os petistas torcem o nariz para esse enunciado amargo, porém realista, mas eles tem que torcer o nariz é para o presidente Lula que ficou sete anos prisioneiro na jaula de ferro do pacto financeiro. E cumpre-o à risca, sem direito à liberdade condicional. O que Mantega está dizendo é o seguinte: é hora de denunciar esse compromisso, o pacto Palocci/bancos está vencido, fizemos a nossa parte, os bancos se verticalizaram mais e mais, os bancos ganharam muito dinheiro com o nosso governo, os rentistas e especuladores ficaram mais obesos de riqueza amealhada à custa do trabalho da Nação, é hora, pois, de dar um basta nisso.

Esse é o recado compacto e sintético de Guido Mantega.

Dilma Rousseff precisa resolver essa equação política: repactua o compromisso de classe com a banca e alonga a agonia do nosso jugo colonial por mais um quadriênio ou põe o pau na mesa e oferece um cronograma de contrapartidas firmes que os bancos devem cumprir em prazos escalonados a fim de permitir que o Brasil volte a crescer a taxas compatíveis com as nossas necessidades de resgate da dívida social e não das veleidades privadas e a ganância sem fim dos mercados financeiros, que, diga-se de passagem, estão em baixa no mundo todo.

A conjuntura internacional favorece essa segunda opção. Só no Brasil os bancos ousam aumentar juros, sem que o governo central não dê um pio de censura ou interdição, mesmo.

Foto de Valter Campanato/ABr: O ministro da Fazenda, Guido Mantega, falou ontem na CPI da Dívida Pública, na Câmara de Deputados; ao lado, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, arrogante, finge ignorar o que está sendo dito.

P.S.: É significativo que essa notícia relevante não tenha saído nos jornais Estadão, Folha, O Globo, e Zero Hora. Como se vê, ao PIG não interessa expor as contradições de seu inspirador ideológico e principal provedor comercial, o capital financeiro e especulativo. O debate sobre o caráter oligopolista dos bancos brasileiros está proscrito pelo PIG, evidentemente.

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