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Surf no lixo contemporâneo: a que ponto chegamos! E que mundo deixaremos de herança para Keith Richards?

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Confirmado


MST já chega amanhã em Porto Alegre

Trabalhadores rurais permanecem em Canoas, hoje, e se deslocam para a capital na quinta-feira (24) para audiência pública sobre reforma agrária.

A marcha por reforma agrária deverá chegar à Capital, portanto, amanhã (24/07). Os trabalhadores rurais participarão de uma audiência pública no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) às 13 horas, para tratar da agenda política de assentamentos no Estado, que não está sendo honrada pelo órgão.

Há oito meses, o Incra assinou um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) no Ministério Público Federal, comprometendo-se em assentar mil famílias até abril deste ano, e outras mil famílias até o final do ano. Menos de 40 famílias foram assentadas no período do acordo.

“O trabalhador na cidade está pagando mais caro pela comida porque as terras estão sendo utilizadas para plantar mais eucalipto e mais soja para combustível, diminuindo os alimentos”, afirma Ana dos Santos, da Coordenação Estadual. “Com a reforma agrária, podemos gerar mais emprego e produzir mais alimentos, como os assentamentos da região de Porto Alegre que produzem dois mil toneladas de arroz ecológico” – completou Ana.


A senhora é um desastre


"[Esses problemas de corrupção no Rio Grande do Sul] vêm de antes. O Detran nasceu em 1997 e já nasceu como ele é hoje. Enfrentei neste ano uma agenda que não é minha".

Yeda Crusius (PSDB), governadora do Rio Grande do Sul, no 6º Congresso Internacional Brasil Competitivo, ao responsabilizar governos anteriores por problemas de corrupção enfrentados no Estado.

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O jornal Zero Hora preferiu não repercutir hoje essa fala da governadora tucana. Certamente, ficou constrangido pela manifestação desastrada e mau-caráter de sua aliada e protegida.

É por atitudes destas que a governadora está isolada politicamente, no momento. E corre em alta velocidade para aprofundar esse isolamento entre seus próprios aliados e ex-apoiadores eleitorais.


Protesto da baixa-gatunagem


Amâncio

Pela reforma agrária, MST faz marcha até Porto Alegre



Aproximadamente 750 pessoas, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) começaram ontem uma marcha pela reforma agrária no Rio Grande do Sul. Durante quatro dias de caminhada, os manifestantes vão percorrer cerca de 40 quilômetros, do acampamento Jair da Costa, no município de Nova Santa Rita, em direção ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Porto Alegre. A informação é da Agência Brasil.

Segundo Inês Rodrigues, uma das coordenadoras do MST no RS, o movimento pretende cobrar o cumprimento do Termo de Ajuste de Conduta (TAC) assinado pelo Incra e pelo Ministério Público Federal há oito meses. Pelo acordo, o governo federal se comprometeria a assentar mil famílias até abril passado e outras mil famílias até o final deste ano. Mas, até o momento, de acordo com a coordenadora, menos de 40 famílias de agricultores foram assentadas no período.

Inês Rodrigues afirma também que o governo estadual não tem uma política de reforma agrária e que, ao contrário, “tem defendido os latifúndios usados para produção de eucalipto e soja”. Segundo ela, há mais de 2,5 mil famílias acampadas no Rio Grande do Sul e, nos últimos cinco anos, foram assentadas 850.

A coordenadora do MST gaúcho informou que a marcha deve chegar ao Incra até o final da semana. A caminhada, acrescentou Inês Rodrigues, pretende ainda denunciar a criminalização dos movimentos sociais pelo governo Yeda Crusius (PSDB), “que usa os métodos violentos da Brigada Militar para defender os interesses de empresas estrangeiras”.

Segunda-feira, integrantes do MST ocuparam as sedes do Incra em sete Estados: São Paulo, Ceará, Maranhão, Paraíba, Alagoas, Bahia e Goiás. As manifestações fazem parte da Jornada de Lutas por Reforma Agrária que cobra mais agilidade nos processos de desapropriação e assentamentos dos agricultores no País.

Denis Rosenfield agora se apresenta como “pesquisador de área de fronteira”


Deu no jornal Folha de Boa Vista, do último dia 16/7:

Roraima está recebendo uma comissão da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que vai fazer um levantamento sobre os impactos econômicos que a homologação da terra indígena Raposa Serra do Sol vai trazer ao Estado, se permanecer em área contínua.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil representa os produtores rurais brasileiros e tem em sua base 2.114 sindicatos rurais e 1.078 extensões de base. Esses sindicatos são representados por 27 federações estaduais, que têm na CNA a sua liderança máxima. [...]

A comissão veio a Roraima através de uma parceria com a Federação da Agricultura e Pecuária de Roraima (Faerr), que já entregou aos integrantes da comissão todas as informações que possuía em seu banco de dados sobre a questão Raposa/Serra do Sol.

Além disso, a comissão foi recebida pelo governador Anchieta Júnior (PSDB) e visitou também a Procuradoria-Geral do Estado para obter mais informações sobre as ações encaminhadas ao Supremo Tribunal Federal (SFT), pedindo a revisão da homologação.

A comissão é formada por Gedeão Pereira, da Farsul do Rio Grande do Sul, Dalton Ravera, do Paraná, Agamenon Meneses, do Pará, Valdir Correa, do Mato Grosso, Denis Lerrer Rosefield, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), jornalista e pesquisador de áreas de fronteira, e pelo presidente da comissão, Léo Brito, do CNA nacional. [...]

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Os grifos são nossos, mas a máscara é de Denis Lerrer Rosenfield, o “pesquisador de áreas de fronteira”, como se apresenta em distantes rincões da pátria.

Resta saber a que “fronteira” o pesquisador se refere. Bem que poderia ser a “fronteira da impostura, uma auto-análise”.


O lulismo está montando um acordo para as Faixas de Fronteira



Hoje, ZH dedica uma página inteira tratando do tema da Faixa de Fronteira. Não consegue disfarçar a defesa dos interesses de seus anunciantes mais pródigos, as papeleiras.

Traz, inclusive, uma entrevista com o ministro Guilherme Cassel, do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), que fala sobre a polêmica da modificação legal da Fronteira.

Na entrevista, Cassel mantém-se muito firme na posição contrária ao alargamento da faixa, resta saber se a manterá quando for pressionado dentro do governo para ceder anéis em favor de investidores estrangeiros que já estão instalados de forma ilegal em terras fronteiriças no RS. Neste caso, não é difícil prever os acontecimentos, até agora o MDA perdeu todas as disputas que ousou fazer (e as que sequer ousou) dentro do governo com o Ministério da Agricultura, que sabidamente representa o pensamento político do grande agronegócio de exportação e, por conseguinte, também os interesses econômicos das papeleiras.

O ministro Nelson Jobim, ao que parece, é um dos articuladores dentro do governo Lula para achar uma fórmula que concilie os interesses das papeleiras com os princípios de defesa de soberania nacional das Forças Armadas.

O modo lulista de governar está montado na seguinte estratégia: trazer todas as contradições setoriais para dentro do governo, e lá no seu interior, arbitrar soluções conciliatórias possíveis, quando as contradições são antagônicas, decidir sempre em favor dos interesses do capital e da lei do valor.

Já se vê, agora, como ficará “concertado” o presente caso:

1) as Faixas de Fronteira sofrerão leves modificações ao longo de sua extensão, mas no RS acredito que permanecerão em 150 km;

2) serão disciplinados os investimentos estrangeiros nas próprias Faixas de Fronteira (hoje vedados), sob nova legislação, que irá considerar apenas os princípios militares de soberania nacional, mas ignorando os princípios de desenvolvimento sustentável e o respeito à integridade do ambiente natural e os diferentes biocoros das fronteiras brasileiras.

Assim, o “acordão” jobinista-lulista, contemplará gregos e troianos, tanto os obsessivos principismos militaristas, quanto o interesse puramente negocial das papeleiras e seus desertos verdes.

E o bioma Pampa? Ora, o Pampa que vá catar coquinhos!


terça-feira, 22 de julho de 2008

Homens de bem

Do principado do Mônaco para o presídio Bangu 8


A fotografia acima foi divulgada ontem pela Polícia Federal. É a identificação criminal do apenado de Bangu 8, o banqueiro Salvatore Cacciola, do banco Marka, responsável pelo desvio de mais de 100 milhões de reais, e condenado a 13 anos de reclusão em regime fechado.

Em 1999, no governo FHC, para evitar a falência do banco Marka, o Banco Central socorreu a instituição em uma operação que gerou um prejuízo de R$ 1,5 bilhão aos cofres da União.


Seja bem-vindo, doutor Cacciola!

O despreparo é grande nas redações do PIG


A palavra “hábeas” não existe. Foi inventada hoje pelo CP. Supomos que o redator do Correio do Povo (de propriedade da Igreja Universal do Reino de Deus, do bispo Edir Macedo) tenha querido dizer habeas corpus, expressão latina que designa um tipo de ação judicial que visa proteger o direito de liberdade de locomoção lesado ou ameaçado por ato abusivo de autoridade (conforme o Houaiss). Nunca se sabe.

O fato é que a qualidade do jornalismo brasileiro é esta aí – abaixo da crítica. Um diário tradicional, com mais de cem anos, não pode cometer um erro primário destes. É imperdoável, para usar uma expressão cara à IURD e seus pastores de ovelhas desgarradas de Cristo.

Este é o PIG.

Jobim precisa explicar encontro que teria tratado da Quarta Frota



O secretário do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, Michael Chertoff, teve encontro de 35 minutos no final da tarde de ontem com o ministro da Defesa, Nelson Jobim. Ele chegou para o encontro, realizado no gabinete de Jobim, sob forte aparato de segurança. Chertoff entrou sorridente, dizendo aos jornalistas que falaria à saída, o que acabou não cumprindo. Michael Chertoff é um dos responsáveis no governo norte-americano pela reativação da Quarta Frota da Marinha.

Domingo, ele esteve no Rio de Janeiro, e deverá voltar aos Estados Unidos hoje (22). O Ministério da Defesa não deu informações sobre o tema da conversa com o ministro Jobim (na foto, fantasiado de militar) nem a Embaixada americana divulgou a agenda do secretário em sua viagem ao Brasil.

O governo americano resolveu recentemente reativar a Quarta Frota da Marinha que, em passado distante, atuava na vigília do Oceano Atlântico. As últimas notícias na imprensa internacional abordando o trabalho de Michael Chertoff informavam de sua preocupação com a segurança interna americana, externando suposta opinião do secretário de que a segurança americana "precisa ser cuidada além dos limites de fronteira dos países europeus".

A agenda do secretário em relação a outros países em geral envolve a participação americana nas políticas de combate ao tráfico de drogas, entendimentos sobre o controle de migração e a prevenção contra o terrorismo, que foi acentuada pelo governo americano, depois da derrubada das Torres Gêmeas, em 11 de setembro de 2002. A informação é da Agência Brasil.

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