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Surf no lixo contemporâneo: a que ponto chegamos! E que mundo deixaremos de herança para Keith Richards?

quinta-feira, 25 de outubro de 2007


Democracia ocidental

Na França imigrante só entra depois de realizar exame de DNA. Nos Estados Unidos não há mais habeas-corpus, o que dá a qualquer policial o poder de prender o cidadão se não for com a sua cara. Na Inglaterra, suspeito é eliminado a bala. Na Suíça está proibida a construção de mesquitas.

E Fidel Castro e Hugo Chávez é que são ditadores.

Pescado integralmente daqui.



Espanha faz limpeza na memória do fascismo franquista

Na Espanha está sendo votada no Congresso a chamada Lei da Memória Histórica, que entre outras normatizações, obriga as administrações públicas a tomarem medidas para a retirada completa de escudos, insígnias ou placas e outros objetos ou menções comemorativas de exaltação, pessoal ou coletiva, da sublevação militar, da Guerra Civil ou da repressão da longa ditadura franquista (1939-1975).

O sindicato dos estudantes (lá, eles se organizam formalmente em sindicatos), o conhecido SE, está procedendo o levantamento completo de colégios públicos e privados cujos nomes homenageiam personagens que foram ligados ao fascismo franquista ou que exaltam o horror anti-republicano na Guerra Civil Espanhola. Já se constatou que onze centros de educação chamam-se José Antonio Primo de Rivera (o advogado fundador do partido fascista Falange Espanhola), por exemplo, ou que adulam o pai de Primo, Miguel Primo de Rivera. Abundam também os colégios Villar Palasí, ministro da Educação do franquismo de 1968 a 1973.

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Eis uma pauta para a UNE, hoje completamente atrelada ao governo Lula. Mas não só da UNE, de toda a sociedade civil democrática e cidadã. No Brasil também é preciso revisar e limpar essa má consciência que exalta de forma acrítica e subalterna alguns personagens execráveis do nosso passado.

Qual a grande cidade brasileira que não tem a avenida Castelo Branco? O colégio Emílio Médici? E tantas outras menções e adulações aos protagonistas (golpistas) da ditadura militar de 1964-85.

Foto: recente manifestação da FE, os falangistas fascistas espanhóis, organização fundada por Primo de Rivera.



Bancada ruralista emperra combate ao trabalho escravo


Os parlamentares da chamada bancada ruralista dificultam a votação de matérias relacionadas à reforma agrária, influenciam nas decisões sobre a indústria da biotecnologia e emperram o combate ao trabalho escravo. De acordo com o cientista político Edélcio Vigna, assessor da ONG Inesc, o grupo representa apenas 23% da Câmara dos Deputados. No entanto, a bancada é muito articulada e consegue mobilizar outros deputados em torno de seus interesses. Como exemplo, está a articulação para barrar a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional que prevê o confisco, sem direito a indenização, de propriedades que utilizam trabalho escravo.

Segundo pesquisa do Inesc, existem hoje 116 deputados na bancada ruralista, um crescimento de 58,9% em relação à legislatura anterior, certamente fomentados pela presença de um ativista do agronegócio como o ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, que ocupou o importante cargo na Esplanada em todo o primeiro mandato do presidente Lula.



Racismo explícito e debochado no Programa do Jô

O gordo está mais abusado (e reacionário) do que nunca. Entra bonito na onda regressista que assola o mundo conhecido neste início de século 21. E quer segurar o estandarte do atraso e da mediocridade.

Dias atrás, ele levou no seu péssimo subprograma um gajo português algo velhusco que atende pelo nome de Ruy Moraes e Castro. Deve ser um tipo saudoso da ditadura de Salazar, pois discorreu de forma obtusa e preconceituosa contra a vida sexual das mulheres negras do Sul de Angola. Deveria, o talzinho, ser enquadrado, na forma da lei, por exercício ilegal da atividade de antropólogo. Um charlatão completo.

Sem nenhuma contextualização cultural, de maneira debochada, racista e desrespeitosa, ele procurou mostrar aspectos pontuais das práticas sexuais das mulheres negras. Jô Soares, fingindo arroubos de moralidade, representava com a máscara do espanto e da estranheza. A platéia – escolhida a dedo pelo critério da infâmia e da imbecilidade – ria à tripa forra, como se diz no jargão salazarista.

Um espetáculo circense dos mais rebaixados. Assista aqui.



Máfia é a maior empresa italiana

A associação comercial italiana Confesercenti apresentou em Roma um corajoso relatório [insuspeito, em se tratando da associação comercial italiana] sobre o crime organizado no país.

O estudo conclui que o volume de negócios dos sindicatos do crime ascende aos 90 bilhões de euros anuais, o equivalente a 7% do PIB da Itália, um dos oito países mais industrializados do mundo. A informação é da Agência EuroNews.

A agiotagem e a venda de proteção constituem os principais negócios das associações mafiosas com um faturamento anual de mais de 40 bilhões de euros, o resto do faturamento é sobre inúmeros outros ilícitos criminosos. No estudo são apontadas grandes empresas italianas que pactuam com a Máfia criando o domínio das organizações criminosas sobre a sociedade, o fenômeno chamado "Mafiopoli".


No Brasil, quem usa droga é branco que porta Rolex

Uma pesquisa divulgada na tarde de terça-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV) aponta que 62% dos consumidores declarados de drogas no País pertencem à classe A. Este segmento representa apenas 5,8% da população brasileira. O estudo mostra ainda que 85% dos usuários são brancos, grupo que compõe 53% da população total no Brasil. A informação é do portal Terra.

Os dados levantados indicam que 86% dos consumidores declarados de drogas têm entre 10 anos e 29 anos. Entre os pesquisados que se declararam usuários de drogas, 99% pertencem ao sexo masculino.

O estudo mostra ainda que 30% dos usuários freqüentam a Universidade, contra apenas 4% da população brasileira. A maioria dos usuários declarados de drogas, no entanto, freqüentam o Ensino Médio (54%).

A pesquisa "O Estado da Juventude: drogas, prisões e acidentes", utilizou como instrumento a pesquisa mais atualizada de Orçamentos Familiares do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo a FGV, o dado de quem se declara consumidor declarado de drogas deve ser interpretado como resultado da interação entre as despesas com drogas e a propensão a declará-la.

O estudo da Fundação Getulio Vargas levou em conta quatro tipos de droga: maconha, cigarros de maconha, lança-perfume e cocaína.

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O personagem protofascista (estou dizendo que o personagem é protofascista, não que o filme seja protofascista) Capitão Nascimento já canta essa pedra no Tropa de Elite.


quarta-feira, 24 de outubro de 2007


Trabalhadores protestam contra as políticas de Yeda

Nesta quarta-feira, dia 24, o SEMAPI (Sindicato dos Empregados em Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas e de Fundações Estaduais do RS) realiza uma greve de 24 horas dos trabalhadores das fundações, da Emater e da UERGS. Essa paralisação foi aprovada na assembléia geral do dia 10 de outubro, e pretende denunciar o descaso do governo Yeda Crusius (foto) para com as instituições públicas do Estado.

Neste momento, os trabalhadores estão fechando os prédios do SINE da José Montaury, no Centro, da FEPAM, na Rua Carlos Chagas, 55, e também encontram-se na frente da FASE na Av. Padre Cacique, 1372.

Eles devem permanecer nestes locais até as 10h30, quando saem em caminhada em direção ao Largo dos Açorianos, onde haverá um almoço coletivo por volta do meio-dia. Às 14h, haverá passeata pela Borges de Medeiros até o Palácio Piratini, onde será o encerramento da manifestação com um ato público.



Documentário sobre o Haiti

Recomendo que vocês assistam aqui o documentário sobre Cité Soleil, uma das comunidades mais miseráveis do mais pobre país das Américas, o Haiti.

O filme chama-se Bon Bagay Haiti, tem cerca de sete minutos, e foi produzido há poucos dias atrás pela Agência Brasil, um dos núcleos de conteúdo do que deve ser a futura TV pública brasileira. Quero parabenizar os realizadores deste pequeno documentário. O texto é muito bom e as imagens são primorosas, ainda que mostrando uma realidade degradada e desumana. Logo com o Haiti, o país que primeiro conquistou a sua independência nas Américas, resultado da luta insurgente de escravos negros.

O governo Lula precisa retirar imediatamente as tropas militares do Haiti. Trocá-las por uma real e efetiva ajuda humanitária. Como se pode ver no filme, no Haiti a água potável é um bem escasso, as pessoas não tem saneamento básico, além do mínimo para sobreviver. A cobertura vegetal naquele país não chega a 2% do território. O governo brasileiro deve mandar pessoal técnico para ajudar a encontrar água potável, e para contribuir no reflorestamento nativo do país (entre tantas outras demandas), retirando os militares que já esgotaram o seu papel.

Os governos da Venezuela e de Cuba mandaram para o Haiti brigadas de profissionais de saúde, de energia e de educação, que realizam um trabalho inestimável de promoção de saúde pública e de promoção da cidadania, num país devastado pelo abandono e o descaso da chamada opinião pública mundial.

Desenho do Latuff



Suicídio indígena só pode ser combatido com respeito às culturas locais

O poder público precisa adotar políticas de saúde indígena mais adequadas às culturas diferenciadas de cada comunidade para combater o suicídio entre os índios. A avaliação é da antropóloga Regina Erthal, consultora da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), durante a 1ª Conferência Internacional de Saúde Mental e Indígena, que vai até amanhã (25), em Brasília. A informação é da Agência Brasil.

“O suicídio entre os índios deve ser visto de maneira mais cuidadosa. Hoje temos equipes da Funasa com grande rotatividade de pessoal e sem formação necessária para enfrentar a complexidade do problema”, avaliou Erthal. Durante o seminário, ela apresentou um levantamento sobre o suicídio nas aldeias do Alto Rio Solimões, no Amazonas, que comprovou que o problema atinge principalmente os jovens.

Segundo a antropóloga, 103 índios da comunidade Tikuna, no Alto Rio Solimões, suicidaram-se entre 2000 e 2005. Desse total, 54 (mais de 50%) tinham entre 15 e 19 anos. Na região, próxima à fronteira do Brasil com o Peru e a Colômbia, vivem cerca de 28 mil índios em 143 aldeias espalhadas por 214 mil quilômetros quadrados. As principais terras indígenas foram demarcadas a partir de 1993.

De acordo com Erthal, os suicídios na região devem-se a conflitos familiares e às diferenças políticas na comunidade. Fatores econômicos e a escassez de recursos naturais também contribuem para intensificar problema. “O quadro é agravado ainda pela depredação da floresta e pelas disputas de terras”, disse Erthal. Para ela, a fiscalização mais rigorosa contra a exploração ilegal de madeira e de minérios também representa um meio de reduzir os índices.



Reaparece a meningite em Porto Alegre

No bairro Restinga a meningite é uma ameaça iminente. Já foram confirmados e notificados às unidades municipais de Saúde quatro casos da doença. Três deles, são de meningite viral, a mais branda. O outro, por tratar-se de meningite meningocócica, vitimou uma criança levando-a ao óbito. Todos os casos atingem crianças da rede escolar do ensino fundamental público.

Os três casos de meningite viral aconteceram com alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental Larry José Ribeiro Alves. O caso de óbito ocorreu com um aluno da Escola Municipal de Ensino Fundamental Alberto Pasqualini. As duas escolas situam-se no bairro Restinga, zona Sul da Capital.

Os professores da rede municipal, pais, alunos e profissionais da saúde da Restinga temem que o surto da doença se alastre de forma incontrolável. Tanto na meningite do tipo viral quanto na do tipo bacteriana (a mais grave), as formas de contágio são muito facilitadas no ambiente escolar.

Um médico infectologista lembra que na década de 70 em São Paulo aconteceu o maior surto mundial da doença, tendo vitimado milhares de pessoas por dois longos anos.

Existem vacinas eficazes para ambas as formas de meningite. A secretaria da Saúde do governo Fogaça (PMDB) está ciente dos casos ocorridos na Restinga, mas não divulgou qualquer medida para enfrentar esse grave problema de saúde pública, o que reforça mais o temor e a insegurança de toda a comunidade do bairro.

A mídia corporativa de Porto Alegre ainda não se manifestou sobre o assunto. Talvez não estejam bem informados.


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