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Surf no lixo contemporâneo: a que ponto chegamos! E que mundo deixaremos de herança para Keith Richards?

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Presidente Mujica nega porto a navios ingleses


Governo uruguaio atende pedido dos argentinos

O governo uruguaio negou ontem a entrada no porto de Montevideo de uma fragata da marinha britânica. O barco é parte da frota que custodia e transporta vìveres e combustíveis às ilhas no sul do Oceano Atlântico, atualmente com soberania inglesa, mas reclamada pela Argentina como seu território nacional.

As Malvinas, chamadas de Falklands pela Inglaterra, foram motivo de guerra entre a Argentina e a Inglaterra, no ano de 1982. A primeira-ministra Margaret Thatcher endureceu posição com a ditadura militar argentina então sob o comando do general Leopoldo Galtieri. Houve guerra de algumas semanas, a Argentina sofreu derrota humilhante e a ditadura caiu meses depois.

O barco HMS Gloucester D-96 havia solicitado há uma semana a autorização para aportar em Montevideo. O pedido foi rechaçado pelo Ministério de Relações Exteriores do Uruguai, alegando concordância com a política de apoio à soberania argentina sobre as ilhas Malvinas.

Em 2006, a chancelaria argentina pediu aos países vizinhos do Cone Sul que não facilitem o acesso a portos e aeroportos de barcos e aviões britânicos com destino às Malvinas (foto ao lado). Em 2007, o presidente Tabaré Vázquez também já havia negado porto aos ingleses em trânsito para o sul do Atlântico.

O tema volta à pauta política porque a Inglaterra está começando a explorar o petróleo na plataforma marítima das Malvinas.

6 comentários:

checarluxo disse...

Viva a Unidade Sudamericana! Mas espero que o Brasil não afrouxe... Daqui a pouco, os ingleses vão querer atracar em Rio Grande e tá cheio de paspalhos por aqui que se vendem por um punhado de libras (e um uisquinho 12 anos...)

Ivo Moreno Neto disse...

Feil
Só uma correção: a guerra foi em abril de 1982

Fernando disse...

Eu sempre digo para meus amigos de esquerda que um de nossos erros é abraçar causas perdidas e bandeiras furadas. As Falklands/Malvinas são mais uma, duas ilhotas no meio do nada, com uma pequena população que goza de uma simples porém boa qualidade de vida e não quer nem ouvir falar em Argentina. Sem falar nos pobres coitados do interior da Argentina lutando contra um exército profissional, sem alimentos, sem roupas adequadas, para salvar uma ditadura genocida liderada por um general covarde, bêbado e criminoso. Da lista de 800 questões da esquerda, as Falklands/Malvinas deviam ser o número 798.

Anônimo disse...

Fernando, estás equivocado. São essas causas que fazem a diferença. Quem muito se abaixa...

Fernando disse...

Anônimo, certamente o Gal. Galtieri dos confins do inferno concorda contigo.

Andre Oliveira disse...

Um país somente estabelece o seu território através de conquista, seja por ocupação, seja pelas baionetas. As Malvinas / Falklands são um resto do que um dia foi o império Britânico. E a Argentina, o Brasil, A Alemanhã, enfim, qualquer país do mundo, não pode se dar ao luxo de deixar que outro vá conquistando o território que lhe pertence, sob o risco de um dia não existir território algum e seu povo ser obrigado a prestar continência a uma bandeira estrangeira. (Alguém ai lembrou da situação Palestina/Israel?). Enfim, é essa a razão porque a Argentina quer recuperar as Malvinas/Falklands.

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