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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Lembrando o Serjão Motta



A escolinha do Serjão


Sérgio Motta, o Serjão, ex-ministro das Comunicações de FHC (de janeiro de 1995 até o dia de sua morte, 19 de abril de 1998), era um sujeito extremamente pragmático e direto.

É dele a avaliação de que o tucanato inaugurava em 1995, com o professor Cardoso, “duas décadas de hegemonia e poder” no Brasil. Eles quiseram fundar um novo “getulismo com sinal trocado”, sem Getúlio, com FHC, e com a famigerada inserção subalterna do Brasil na onda neoliberal de Reagan-Thachter. Exatamente o contrário do que Getúlio Vargas propugnou e construiu.

Serjão afirmava que, para isso acontecer a pleno, era preciso haver um total domínio da mídia, não apenas dos empresários donos de jornais, rádios e TV’s, mas sobretudo dos jornalistas, dos que militavam e escreviam artigos e matérias de qualquer natureza no dia-a-dia das redações. Questionado sobre como era possível arregimentar tantos apoios naquilo que se constituiria uma verdadeira “revolução cultural tucana nas redações”, mais uma vez aflorou o hiperrealismo e a realpolitik do homem que foi o braço direito e (grande) parte do cérebro do professor Cardoso, Serjão virou-se para o pálido interlocutor e disse:

- Jornalista come na mão, se farto for o grão!

Teorias e papers acadêmicos sobre a invencível tendência direitista e antidemocrática da mídia mundial da atualidade (por que não é um fenômeno exclusivo do Brasil, ao contrário) precisam, pois, levar em conta esse dado comezinho e quase vagabundo da realidade, qual seja, o aspecto subjetivo da canalhice e da sordidez humana na montagem do mito moderno da imprensa livre.

Serjão e seus epígonos não ficaram duas décadas no poder – felizmente – mas a superestrutura midiática desse projeto de getulismo com sinal trocado ainda está intacta. E com altas taxas de remuneração ao seu público interno.

Hoje, ser um jornalista de direita dá muito dinheiro, e é um business como qualquer outro.

Vídeo: imagens levadas ao ar ontem (30/11/2009) no programa Jornal do Almoço da RBS TV Florianópolis (SC).

10 comentários:

Anônimo disse...

Onde mais se formaria uma alma dessas senão na imprensa de Porto Alegre? (Jeferson)

Anônimo disse...

Minhas perguntas:

1 - A q partido está/esteve filiado o sr Durval Barbosa?

2 - Qem o projetou na política?

3 - Desde qdo trabalha p/ os srs Arruda e Roriz?


Inté,
Murilo

Anônimo disse...

É um "empregado padrão" da PRBS, esta ideologia demonstrada é a mesma do patrão, só que a do patrão é circuncisada.

Claudio Dode

Luciano disse...

Depois disso até o Lazier parece uma boa pessoa.

Anônimo disse...

O cara não precisa dizer coisa com coisa, se for furioso e de direita, tá com a vida feita.

Jordi disse...

Sabe que o que mais me chamou a atenção foi a deixa do âncora? Depois de fazer aspinhas com os dedos na palavra democracia e dizer que "com ela veio a era dos escândalos políticos", ele joga a bola para o outro: "Não estaria na hora de começar uma outra luta, ou algo parecido..."
Mais explícito, impossível.

Anônimo disse...

a cara de escroque desse sujeito já diz tudo.

Nelson Antônio Fazenda disse...

Bem, se um general do Exército brasileiro morreu pobre, o que resta para nós, meros trabalhadores deste grande país? Vamos ficar até a morte "com uma mão na frente e outra atrás".
O jornalista em evidência também parece ser adepto do "Eu prendo e arrebento". Assim, não admira que seja fã do General Figueiredo.

sergiohrds disse...

No que diz respeito a idéias, se o sujeito fica mais a direita ou a esquerda é uma discussão.

Quando de maneira totalmente ignorante e troglodita alguém com a certeza que só os imbecis são capazes de ter diz que no tempo em que se prendia, matava, torturava, cerceava toda sorte de liberdade é que era bom... honestamente, que seja devidamente descascado, leve toda sorte de revés que merece levar. Até por que dizer uma barbaridade dessa é uma prerrogativa que só a democracia oferece pra ele, as vezes o sujeito é tão imbecil que a camiseta que veste é irrelevante, se trata de uma besta e suas opiniões devem ficar no limite do folclórico, caso levem a sério, que arque com tudo que disse.

Guilherme Tolotti disse...

Eu to em SC e todo santo dia ligo o JA pra saber as mentiras da hora. A metade das interjeições desse sujeito começa: "quando eu tinha a minha delegacia..." Da mesma forma que esse caricato, para cada peca da panelinha do JA do RS existe o equivalente aqui, piorado (é possível!) e ridículo...

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