quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Hans Magnus Enzensberger e Arnaldo Antunes
Hotel Fraternité
Aquele que não tem com o que comprar uma ilha
Aquele que espera a rainha de sabá na frente de um cinema
Aquele que rasga de raiva e desespero sua última camisa
Aquele que esconde um dobrão de ouro no sapato furado
Aquele que olha nos olhos duros do chantagista
Aquele que range os dentes nos carrocéis
Aquele que derrama vinho rubro na cama sórdida
Aquele que toca fogo em cartas e fotografias
Aquele que vive sentado nas docas debaixo das gaivotas
Aquele que alimenta os esquilos
Aquele que não tem um centavo
Aquele que observa
Aquele que dá socos na parede
Aquele que grita
Aquele que bebe
Aquele que não faz nada
Meu inimigo
Debruçado sobre o balcão
Na cama em cima do armário
No chão por toda parte
Agachado
Olhos fixos em mim
Meu irmão
O poema é do grande intelectual de esquerda Hans Magnus Enzensberger, a quem Habermas disse uma vez que ele tinha (tem) "o nariz do vento", pela sua refinada acuidade sociológica para perceber as tendências políticas que se escondem no fenômeno social e econômico de nosso tempo. Arnaldo Antunes musicou o poema, que foi traduzido do alemão por Aldo Fortes.
Jobim agora ultrapassou o limite

Ou sai ou vira um sinistro coronel Kurtz
Jobim passou dos limites. O ministro da Defesa e sua "tchurma" - os comandantes das três armas militares - estão agindo para bem além do limite da responsabilidade que lhes compete a Constituição. Há poucos dias fizeram um teatro furreca ao ameaçar uma saída coletiva do governo Lula. Ontem, deixaram vazar um documento da FAB onde a escolha da compra dos caças militares recai sobre um fabricante que não é o da preferência do Palácio do Planalto. Nada mais autoritário. Esses "vazamentos" revelam bem o tipo de gente que está por trás do ministro da Defesa.
Para o Planalto, interessa o caça francês porque envolve um jogo diplomático que visa desfocar Washington e tornar mais nítida a relação com o palácio do Eliseu, em Paris. Já os militares, o ministro Jobim, a FAB e os coronéis com interesses econômicos preferem o produto sueco, aviões da Saab, por razões as mais variadas. Os militares brasileiros desde o período da ditadura têm um franco e sincero interesse econômico tout court, dentro e fora do Estado (diferentemente de outras forças militares da América Latina). Jobim apanhou essa realidade peculiar e tenta cavalgá-la no sentido de politizar o problema com o objetivo de legitimá-lo como porta-voz do silêncio constitucional imposto aos militares. Mais: se autoinveste também como player econômico no complexo industrial-militar globalitário, business rentabilíssimo, no presente e no futuro. O tema da Anistia e a consequente rebeldia despertada no meio militar é uma forma de fazer a disputa no âmbito do lulismo de resultados. Como Lula sempre optou por trazer o conflito ou o potencial de conflito para dentro do governo como forma de melhor administrar as contradições da luta de classes, tem aí o fruto estéril que plantou nestes últimos sete anos.
Jobim e sua "tchurma" jogam o jogo proposto por Lula, tensionam o quanto podem a fim de levarem o que supõem merecerem no grande game da conciliação lulista.
Mas como tudo na vida, há um linha limite não escrita. A meu ver, Jobim - nestas últimas semanas - avançou o sinal pelo menos duas vezes. Agora, duas coisas podem ocorrer: ou é saído, a fim de não se fortalecer mais e mais, ou fica e vira uma espécie de coronel Kurtz, a la Conrad, com um enclave militar autônomo, armas, caças e um sinistro poder discricionário inédito na República brasileira.
A escolha é de Lula.
Yedão, o déficit zero e a ponte que caiu

Governo estadual deve ser duramente responsabilizado
A governadora Yedão tão logo soube da ponte que caiu foi correndo para Agudo, local do desastre que engoliu a vida de mais de vinte pessoas, em segundos.
Foi para quê? Para nada!
Disse que estava "trazendo solidariedade" às vítimas. Ora, solidariedade em abstrato quem presta são os indivíduos, as pessoas físicas. A autoridade pública - a governante - tem o dever de levar muito mais que a piedade flou. A governadora procede como o vendedor de fumaça engarrafada. Garrafa bonita, em cristal de qualidade, mas o que há dentro? Fumaça! Fumaça! Fumaça!
Yedão segue na agenda de aparências, uma canastrona na comédia que armou e representa, mas que o destino se encarrega de transformar em tragédia. Na raiz da presente tragédia de Agudo está o déficit zero (a comédia), a mais completa paralisia e anomia administrativa em nome do cumprimento de uma quimera contábil, um capricho inútil e perigoso, um cálculo neoliberal perverso.
Yedão precisa ser responsabilizada pela presente tragédia. À oposição cabe, mais do que nunca, cobrar-lhe as seguintes questões básicas em qualquer tragédia com morte na via pública:
1) O conteúdo da vistorias periódicas e os respectivos laudos de avaliação estrutural da ponte sinistrada;
2) Providências do Daer - órgão estadual responsável pelas rodovias estaduais - face às exigências dos laudos técnicos;
A governadora em entrevista ao jornal Correio do Povo de hoje disse que "é preciso que todos trabalhem para que tenhamos um relatório de prejuízos e danos [não fala das vítimas!], a fim de que o governo estadual e a União [cumprimentando com o chapéu alheio!] possam disponibilizar recursos o mais rápido possível" (CP, 6/1/10, p. 18).
Notem que Yedão já está tirando o corpanzil fora. O relatório que ela menciona é sobre prejuízos e danos materiais, esquece as dezenas de vítimas, e também esquece as responsabilidades do seu governo sobre as vistorias/reparos na ponte que ruiu.
Para ela, foi apenas um desastre natural, para o qual é preciso se conformar passivamente e tratar de conseguir dinheiro com a União, já que o Estado precisa manter a contabilidade do déficit zero e não pode ficar gastando com ponte que caiu.
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Isto é Chamamé
Com o misionero argentino Chango Spasiuk. Chamamé é um gênero musical chucro do Cone Sul, portanto internacional e interétnico. Integra territórios e corações do Pampa guasca, do Pampa argentino e uruguaio, e do Chaco paraguaio. Uma música internacionalista, sem fronteiras, rebelde e indomável como o Minuano, o vento gelado que vem dos Andes e busca conhecer poeticamente o mar, a qualquer preço, rude e brutal.
P.S.: Pronuncia-se tchamamê.
O capitalismo se tornou hostil à vida

Entrevista com o sociólogo Richard Sennett
O capitalismo financeiro mudou o mundo. E não para melhor. A opinião é do sociólogo Richard Sennett. A aversão ao longo prazo deste capitalismo foi um dos fatores que originaram a atual crise e que mudou radicalmente as nossas vidas nas últimas décadas. Sennett esteve em Barcelona, na Espanha, apresentando seu último livro, "O Artífice" (Record, 2009), que parte de uma antiga conversa com sua professora Hannah Arendt, a autora de "A condição humana", na qual ela separava a produção física, onde seríamos pouco mais que bestas de carga, da criação mental. Para Arendt, a mente entra em funcionamento uma vez terminado o trabalho. Para Sennett, no processo de produção do artesão – todo aquele que deseja realizar uma tarefa bem feita, e que inclui não apenas a produção manual, mas também programadores, médicos, artistas ou padres – o pensar e o sentir estão integrados. A mão e a cabeça não estão separadas, mesmo que a nossa sociedade valorize apenas uma.
Por que a relação entre a mão e a cabeça é básica?
Nossa potência mental se desenvolveu através das mãos, da manipulação de coisas. Hoje pensamos nas atividades materiais como coisas estúpidas, percebemos nossos cérebros como uma máquina auto-suficiente. É errado. Há um processo aberto entre melhorar as capacidades físicas e o pensamento, uma relação estreita entre a mão, a cabeça e o coração. Pensamos um desenho e acreditamos que essa imagem mental pode projetar-se no mundo. Uma péssima política: não aprendemos da prática.
Parece aquela velha divisão filosófica entre alma e corpo.
Não é apenas a filosofia, a política também. O capitalismo fomentou esta divisão. Nas últimas décadas os bancos negociaram com abstrações, teorizam sobre os valores e perdem o contato com o que é uma fábrica, uma oficina. Muitos compram e vendem empresas que não entendem. Nem precisam, porque compram o seu valor monetarizado. E não há possibilidade, artesanato, de fazer com que a empresa seja boa ou má, não há conhecimento. Compram uma empresa de colchões e a vendem a outra, mas com mais dívida, esta faz o mesmo. A empresa tem cada vez menos capital e tende a quebrar. Perguntei a um dos compradores: viste como se faz um colchão? Me respondeu: para quê, se seria proprietário por apenas três meses. Assim se desenvolve agora a economia capitalista, se despreza a práxis, a mão na massa, não sabem o que fazer porque de fato nunca administraram nada.
É a exploração atual?
Sim, a dominação das finanças sobre a economia real. As finanças são uma operação abstrata. Sempre pensamos que o capitalismo é hostil ao artesanato porque descapacita o artista, mas é mais sofisticado: não está implicado na prática. Teoriza. Por exemplo, com a dívida. É uma das razões da crise atual.
E as outras?
Outra é a forma do tempo no capitalismo hoje: tudo é curto prazo. A economia global se reorienta para o comércio de preços das ações mais que os seus benefícios finais. A noção de administrar uma empresa para ter benefícios a longo prazo desapareceu. Podes ganhar dinheiro com empresas que estão perdendo. De maneira que quando chegas a uma economia como esta não tens interesse em conseguir que a economia real funcione.
Que pensa o autor de "A corrosão do caráter" do alarma pela alta taxa de suicídios em empresas como a Renault ou a France Télécom?
Na minha equipe estamos estudando o desemprego a longo prazo em Wall Street e encontrando coisas muito similares. Alcoólicos e suicídios não apenas entre os que perdem o trabalho, mas entre os que permanecem e que estão tão estressados porque para preservar o posto de trabalho têm que fazer cada vez mais. O capitalismo nos últimos 20 anos se tornou completamente hostil à construção da vida. No antigo capitalismo corporativo de meados do século XX podias sofrer injustiças, mas construir a vida. Nos últimos 20 anos se converteu em algo desumano, e a esquerda está tão contente por serem homens práticos que podem falar com os banqueiros. De fato, o primeiro movimento na crise foi ajudar os bancos. Na Inglaterra foram comprados quatro e mesmo assim se decidiu não interferir no que fizeram.
Qual é a alternativa?
Não podemos voltar ao antigo capitalismo. A esquerda deve refletir sobre como fazer crescer empresas que realmente permaneçam. Empresas de tamanho pequeno como as do norte da Itália e do sul da Alemanha, com trabalhos muito especializados. Não fabricam em massa e trabalham mais a longo prazo, desde a formação dos trabalhadores até as suas relações de exportação. Um trabalho artesanal, que pode ser muito avançado, como telas de alta definição para cirurgias.
"O Artífice" é o início de uma trilogia de despedida?
Queria unir as preocupações básicas da minha obra, a relação entre o material e o social, o concreto e o abstrato. Depois me dedicarei ao violoncelo, terei recuperado a possibilidade de tocá-lo, mas só me restam dez anos na mão. Certamente, todos os músicos são artesãos, sabem que não existe uma ideia musical sem base física. O segundo livro será dedicado à relação entre o material e o social: a confiança, o respeito, a cooperação, a autoridade, o artesanato das relações sociais. E o terceiro, à nossa relação com o meio ambiente.
Você não aceita o que está por trás da ideia de sustentabilidade?
Porque não somos proprietários da natureza. Sustentabilidade significa manter as coisas como estão. É uma metáfora errônea. Podemos viver com muito menos. Menos tráfego, menos carbono. Diferentes tipos de prédios. Devemos mudar a noção da modernidade de que o ser humano sempre dominaria a natureza. Produz autodestruição. Copenhague foi terrível, especialmente os chineses, que cinco dias antes diziam “verde, verde”, e depois que não, que não queriam que ninguém interferisse nem conhecesse a sua tecnologia. Aterrador. E os europeus, fora do jogo.
A entrevista é de Justo Barranco e foi publicada no jornal argentino Clarín, de 23/12/2009. A tradução é do Cepat. Pescado do portal IHU - Unisinos.
P.S.: Richard Sennett é um sociólogo norte-americano que não se filia à corrente marxista. Como ele mesmo admite, sofreu influências de Hannah Arendt, de quem foi aluno, e de Michel Foucault, ambos igualmente não-marxistas, antistalinistas, mas não antimarxistas. Como se pode notar, não precisa ser marxista para estar convencido que o capitalismo é um modo de produção e de reprodução das relações socias que está com os dias contados, embora o seu final não vá acontecer de forma espontânea e unívoca.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Fotógrafos vampiros


Cópia "inspirada"
A bela fotografia do alto foi pescada na internet. Desconheço o autor, infelizmente. Já foi publicada na capa do blog, meses atrás. Tem gente que vem ao DG só para curtir as fotos. Eu sei, porque as pessoas escrevem, pedem cópias, elogiam, criticam, alguns até pedem licença para republicação. Mas eu quero falar da fotografia do Diego Vara (acima, a mais "suja"), que trabalha na RBS, e foi publicada em Zero Hora, de ontem, página 26. O sujeito pode perfeitamente se "inspirar" em obra alheia, mas tem que - por obrigação - citar o homenageado, dar-lhe o devido crédito, exaltar a originalidade do inspirador, mostrar-se um epígono grato e reverente. Não é o caso do senhor Diego Vara, de Zero Hora. O diacho é que ele, assim, compromete o conjunto da sua própria obra. Quem garante a originalidade da mesma?
Clique nas imagens para ampliá-las.
A mãe de todas as bandalheiras do yedismo de fracassos

Fase - o latifúndio urbano que vale ouro
O governo do Yedão, ou o que sobra dele, está começando a vender a área de 72 hectares da ex-Febem, atualmente chamada de Fase (conforme fac-símile acima extraído do Google Earth), na Avenida Padre Cacique, em Porto Alegre.
É o grande negócio de 2010.
Os ratos querem queijo fresco. Terão.
Sei de gente que esfrega as mãozinhas peludas só de pensar no terreno da Fase. Yedão aquece o mercado imobiliário do Sul. Ratões de todos os calibres e fome acorrem para o grande momento.
A cidadania guasca está por sofrer o último estupro cívico no governicho Yedão. A imprensa amiga, permanece calada.
Coisas da vida.
Serra, o que vale é a própria imagem

Deu no "Fantástico", ontem
O governador de São Paulo, José Serra, apareceu ontem no programa "Fantástico", da tevê Globo, navegando num pequeno bote de borracha (fac-símile acima). Visitava um município do litoral paulista (São Luiz do Paraitinga) onde as cheias de verão, a desordenada ocupação urbana e a omissão do poder público já fizeram dezenas de vítimas fatais.
Serra está acompanhado de um cinegrafista, que porta o seu instrumento de trabalho. Mal cabem na minúscula embarcação. Entrevistado, não disse coisa com coisa. Não importa, o que vale é a imagem do governador tucano, futuro candidato da direita brasuca ao Palácio do Planalto.
domingo, 3 de janeiro de 2010
ZH quer pirar o cabeção do bombachudinho médio


Entre a confusão e a má-fé
A capa de ZH de hoje induz ao sujeito usuário de bombachinha que pense da seguinte forma: o RS cresce porque os empresários estão investindo, se fosse depender do governo, tudo estaria paralisado, basta ver as principais obras públicas, hoje.
Já nas páginas 4 e 5 - da mesma edição - o bombachudinho médio verifica que nada está concluído no Estado. De quem é a responsabilidade? Do governo federal ou do governo estadual? Isso não está informado. O PAC - para ZH - é obra do espírito santo.
E assim, eles - os Sirotsky e seus celetistas amestrados - vão enrolando. Fazem crer que são críticos à rotunda nulidade do yedismo de fracassos, e passam por estarem exercitando um jornalismo de combate ao apontarem aquilo que nomeiam de morosidade do setor público. Qualquer setor público, que o bombachudinho médio não lê o miolo das matérias e já forma "juízo" inabalável pelas manchetes, mesmo.
Engraçado, não há nenhum destaque editorial à mega-ultra-power bandalheira de 2010, no setor público estadual, a saber, o negócio do latifúndio urbano da Fase (a antiga Febem), os 72 hectares mais valiosos do Rio Grande do Sul e alhures. Por que será?
Será que a incorporadora Maiojama, pertencente ao grupo RBS, não está interessado no melhor e mais dourado pedaço de solo do Rio Grande do Sul?
Jobim, o pulha, quer mesmo é apoiar o tucano Serra

Aversão à memória, oportunismo e covardia
Deu no blog RS Urgente:
A polêmica criada em torno da proposta de criação de uma comissão especial para investigar casos de tortura e desaparecimentos ocorridos durante a ditadura militar (1964-1985) mostra que a democracia brasileira ainda é tutelada. Uma tutela exercida sob várias formas, entre elas, as da aversão à memória e da negação do passado. A reação dos ministros militares e do ministro da Defesa, Nelson Jobim (PMDB) não expressa propriamente uma “divergência no governo” ou uma “crise no governo”, mas uma atitude de desrespeito ao direito do povo brasileiro conhecer sua própria história. Eles estão se opondo à criação de uma Comissão Nacional da Verdade, “com a tarefa de promover esclarecimento público das violações de Direitos Humanos por agentes do Estado na repressão aos opositores”, conforme afirma o texto apresentado pelo governo.
Jobim e os militares reclamam que essa comissão teria o objetivo de revogar a lei de Anistia, de 1979. A proposta não chega nem perto disso, rebate o Secretário Especial de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi: “O programa não é contra a Lei da Anistia. Não se trata nem de revisão e nem de anular a Lei. Está lá, no item que propõe a ação 23, que propõe a elaboração de um projeto de lei, até abril, instituindo uma Comissão Nacional da Verdade, nos termos definidos pela Lei da Anistia”. Essa comissão teria as seguintes funções: requisitar documentos; reconstituir a história dos casos de violação de direitos humanos e dar assistência às vítimas; localizar e identificar corpos e restos mortais de desaparecidos políticos; tornar públicas as estruturas utilizadas para a prática de violações durante a ditadura; e esclarecer as circunstâncias de torturas, mortes e desaparecimentos.
Ao encenar um pedido de demissão, juntamente com os chefes militares, o ministro da Defesa mostrou a natureza de seu compromisso com a democracia e com o governo ao qual pertence. Jobim quer apoiar seu amigo José Serra (PSDB) na disputa presidencial e aproveita o episódio para criar as condições de uma saída ruidosa. Um oportunismo covarde. Covardia, aliás, foi uma das palavras utilizadas pelo presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, ao criticar a postura de Jobim: “O Brasil não pode se acovardar e querer esconder a verdade. Anistia não é amnésia. É preciso conhecer a história para corrigir erros e ressaltar acertos. O povo que não conhece seu passado, a sua história, certamente pode voltar a viver tempos tenebrosos e de triste memória como tempos idos e não muito distantes”.
...................
O título - no alto do post - é de responsabilidade deste blog DG.
Contato com o blog Diário Gauche:
Arquivo do Diário Gauche
Links recomendados:
- Agência Brasil
- Agência Carta Maior
- Agência Pulsar
- Animot
- Biscoito Fino e a Massa
- Blog do Merten
- Blog do Nassif
- Blog do Planalto
- Blog Rádio COM
- Blogoleone
- Brasil de Fato
- Bullet Proof Blog
- Celeuma
- Cidadania.com
- Cloaca News
- Coletivo Catarse
- Coletivo Subverta
- Conversa Afiada
- Dialógico
- Diário Gauche (textos anteriores a Ago/2007)
- EconoBrasil - Economia Internacional
- Editora Expressão Popular
- Fórum de Reforma Urbana
- Grain.org
- Historiando
- Impedimento (Futebol)
- Instituto Humanitas - Unisinos
- Irã News
- Jornalismo B
- La Latina - Cinema
- La Vaca
- La Vieja Bruja
- Letteri Café
- Levante da Juventude
- Movimento Consulta Popular
- MST
- O petróleo tem que ser nosso
- Paideia Gaucha
- Partisan RS
- Pimenta Negra
- Ponto de Vista
- Porto Alegre Vive
- PT_Sul
- Página 12
- Pública, Jorn. Investigativo
- Radioagência NP
- RS Urgente
- Rádio da Universidade
- Sakamoto
- Sin Permiso
- Somos Andando
- Sátiro
- Tijolaço
- Varanda Cultural
- Vi o Mundo
- Via Campesina
Perfil do blogueiro:
- Cristóvão Feil
- Porto Alegre, RS, Brazil
- Sociólogo